Concepção de Matemática
Ao refletirmos acerca da formação integral dos sujeitos, compreendemos o ensino sistematizado, no espaço escolar, como fundamental para o desenvolvimento humano. No que diz respeito aos processos de transmissão e de apropriação do conhecimento, devemos compreendê-los indissociáveis, ao considerarmos que a transmissão de conhecimento tem por finalidade que os sujeitos se apropriem da cultura produzida pela humanidade.
Na escola, a “[...] transmissão-assimilação do saber sistematizado aos estudantes é a sua finalidade maior” (Saviani, 2000, p. 89). Nesta direção, cabe a esta instituição a organização sistemática das atividades a serem desenvolvidas, considerando o espaço-tempo, de modo a assegurar “[...] acesso das novas gerações ao mundo do saber sistematizado, do saber metódico e científico” (Saviani, 2000, p. 89).
Tendo como referência o compromisso social da escola, sua organização em regime de Tempo Integral/Ampliado pretende atender à necessidade de ampliação do tempo para o processo de ensino e aprendizagem, com vistas a garantir o processo de apropriação de “[...] conhecimento das propriedades do mundo real (ciência), de valorização (ética) e de simbolização (arte)” (Saviani, 2000, p. 12), para que possam se constituir em instrumentos do pensamento dos estudantes na prática social.
Diante do exposto, apresenta-se a síntese sobre a concepção de Matemática para as Diretrizes para a Educação em Tempo Integral (ETI), a qual teve como referência a Proposta Curricular para a Rede Pública de Ensino de Cascavel (Cascavel, 2020; Cascavel, 2020a), visto que o coletivo dos profissionais da educação trabalhou na reelaboração destas propostas e elas se tornam fundamento para os demais níveis e modalidades de ensino no município.
A Matemática, como parte do conjunto de conhecimentos científicos, constitui-se como um componente curricular indispensável nos currículos escolares, visto que seus objetos de ensino (conceitos científicos) fazem parte da prática social dos sujeitos e constituem, ou devem constituir, instrumentos simbólicos nas relações entre o homem e a natureza para satisfação de suas necessidades (Giardinetto; Mariani, 2007).
Os conhecimentos matemáticos surgiram como um conjunto de regras práticas que respondiam às necessidades da vida diária, cuja validade e aceitação fundamentava-se no cumprimento das tarefas de caráter utilitário. Tal processo foi desenvolvendo a consciência humana, que, em um primeiro momento relacionada às condições necessárias para se obter resultados práticos e úteis, foi assim produzindo a ação recíproca transformadora do homem sobre a natureza (Engels, 1976). Portanto, por meio do “[...] caráter abstrato do conhecimento matemático obtém sua justificação em algo concreto, que é real e presente antes de qualquer elaboração Matemática” (Otte, 1993, p. 80). Todavia, como acontece em todos os campos do pensamento humano, esse conhecimento mediado pelas abstrações se afasta do mundo real, do qual se originou, como condição necessária para depois agir sobre ele.
Nesta direção, faz-se necessário compreender a Matemática como produto das necessidades humanas decorrentes das atividades realizadas pelos homens ao longo da história, pois “[...] constitui-se como uma riqueza humana e, como tal, deve ser apropriada por todos” (Munhoz; Moura, 2019, p. 66). Sendo assim, para que os sujeitos possam se apropriar dos conhecimentos matemáticos, historicamente acumulados, há necessidade, neste estágio da sociedade, que a educação escolar possibilite que cada sujeito reproduza a atividade material e intelectual humana depositada nos objetos culturais, operando, posteriormente, com os conhecimentos adquiridos em sua realidade objetiva.
Corroborando com o exposto, os pressupostos da Pedagogia Histórico-Crítica e da Atividade Orientadora de Ensino compreendem que a função social da escola pública está em garantir a apropriação dos conhecimentos científicos, como instrumentos simbólicos na relação dos sujeitos com o mundo. Nessa perspectiva, apropriar-se dos conceitos matemáticos é condição para o processo de humanização dos sujeitos inseridos no processo escolar. Para tanto, é necessária a intervenção sistematizada e intencional do docente em todos os níveis de ensino, de modo que os alunos se apropriem dos conhecimentos e desenvolvam suas funções psicológicas superiores1. Dessa forma, compreendemos que os conhecimentos matemáticos, juntamente com os demais componentes curriculares, são fundamentais para o processo de formação integral dos sujeitos envolvidos no processo educativo.
Assim, é importante compreender o ensino de Matemática em suas especificidades, tomando-a como ciência que atua na atividade produtiva e social dos homens e a relação dos conteúdos matemáticos com as práticas sociais no processo de produção da vida. Para isso, o trabalho pedagógico na Educação em Tempo Integral dar-se-á considerando que o objeto de estudo da Matemática constitui-se no controle do movimento das variações das diferentes grandezas, na relação com seus aspectos geométricos, algébricos e aritméticos. Como demonstrou Davydov (1982), em seus experimentos, o conceito de grandeza é o fundamento genético dos demais conceitos matemáticos, pois dele decorrem os casos particulares de sua manifestação, interconectados com os conceitos de números, geometria e álgebra.
Objetivo Geral da Matemática
O objetivo da Matemática na ETI é o mesmo do Ensino Fundamental regular, isto é: “Garantir aos alunos a apropriação dos conceitos matemáticos produzidos historicamente, de modo que estes se tornem instrumentos simbólicos na sua relação com a prática social, na direção da formação do seu pensamento teórico” (Cascavel, 2020, p. 486).
Para a Educação Infantil, o objetivo constitui-se em “[...] garantir à criança apropriar-se das bases dos conceitos matemáticos de modo a compreender as variações entre as diferentes grandezas presentes na prática social” (Cascavel, 2020a, p. 384).
Encaminhamentos Teórico-Metodológicos
As práticas pedagógicas na Educação Integral em Tempo Integral podem ocorrer de diferentes formas, a depender da organização da Instituição de Ensino, tanto no que se refere ao espaço físico e ao tempo quanto aos recursos humanos e materiais. Nesta Diretriz, apresenta-se como possibilidade de trabalho o Laboratório de Matemática, o qual pode ser composto por diferentes oficinas (jogos, experiências matemáticas, entre outras).
Os processos de ensino e de aprendizagem em Matemática, na ETI, pressupõem espaços e tempos em que os alunos possam experienciar situações que gerem atividade nos alunos. No caso das crianças da Educação Infantil, 4 a 5 anos, é importante criar necessidades e motivos por meio das brincadeiras e dos jogos permeados por novos conhecimentos — neste Laboratório, os de Matemática — que possibilitem a formação de ações mentais mais elaboradas e complexas. Para os alunos do Ensino Fundamental, a organização do trabalho escolar deve permitir a formação da atividade de estudos, de modo a “[...] superar as próprias limitações não só no campo do conhecimento concreto e hábitos, mas em qualquer esfera de atividade ou relações humanas em particular, nas relações consigo mesmo” (Davídov, Slobodchikov, Tsukerman, 2014, p. 102).
Assim, o Laboratório de Matemática pode ser compreendido como “[...] um espaço onde se criam situações para levantar problemas, elaborar hipóteses, analisar resultados e propor novas situações ou soluções para questões detectadas [...]” (Turrioni; Perez, 2012, p. 59), oportunizando a discussão, a elaboração e a exposição de novas estratégias para resolução dos problemas matemáticos, contribuindo, assim, com o processo de ensino, de aprendizagem e de desenvolvimento dos alunos.
Turrioni e Perez (2006) definem laboratório como sendo um espaço organizado com diferentes materiais para experimentos e ações práticas. No entanto, outros autores, como Ewbank (1971), o definem como sendo também um processo ou procedimento para ser utilizado na organização do ensino. Lorenzato (2009) aproxima-se desses dois conceitos para o Laboratório de Matemática e enfatiza, ainda, que ele pode ser empregado para a criação de situações didáticas para o ensino de Matemática. Desses estudos depreende-se que não basta ter apenas o espaço físico para práticas matemáticas, mas é importante que os professores dominem e tenham condições de desenvolver o trabalho com os conceitos matemáticos que garanta a sua apropriação e o desenvolvimento dos alunos.
Nesta Diretriz, assume-se que o trabalho educativo, no Laboratório de Matemática na rede pública de ensino de Cascavel, será desenvolvido por meio de Oficinas Pedagógicas, as quais são compreendidas como:
[...] um tempo e um espaço para aprendizagem; um processo ativo de transformação recíproca entre sujeito e objeto; um caminho com alternativas, com equilibrações que nos aproximam progressivamente do objeto a conhecer.
Diante do exposto por Volquind e Vieira (2002) acerca do processo ativo da aprendizagem, é necessário discuti-lo na perspectiva da Teoria Histórico-Cultural, da Pedagogia Histórico-Crítica e da Atividade Orientadora de Ensino, fundamentos da proposta curricular do município. Sob tais perspectivas, ativo significa que o sujeito está em atividade consciente, visto que a atividade é agente da materialidade da vida de qualquer sujeito (Leontiev, 1978).
Assim, a atividade pedagógica, mediada pelos pressupostos da Atividade Orientadora de Ensino, constitui-se como “[...] unidade entre ensino e aprendizagem” (Moura; Araujo; Serrão, 2018, p. 416), uma especial atividade humana que possibilita produzir a humanidade nos sujeitos por meio da apropriação da cultura produzida historicamente. A questão que se coloca no processo de organização do ensino é: como a atividade de ensino pode desencadear atividade nos alunos em aprendizagem?
Com intuito de responder a essa questão, o trabalho a ser desenvolvido no Laboratório de Matemática, via suas diferentes oficinas, tem como objetivo a articulação entre as ações de ensino e as de aprendizagem, em que a direção é a de mobilizar motivos cognitivos para que os alunos se apropriem dos conceitos matemáticos e se desenvolvam intelectualmente.
Nesse sentido, a oficina pedagógica trata-se de “[...] um movimento carregado de situações concretas e de significados, baseado no sentir, pensar e agir a partir do ensino com os objetos pedagógicos” (Martins Junior, 2016, p. 86-87), com o intuito de que o aluno se aproprie dos conceitos matemáticos como instrumentos simbólicos para intervir na prática social.
Para que a oficina pedagógica possa fazer a diferença no processo de ensino e de aprendizagem do aluno da ETI, as situações precisam ser intencionalmente organizadas para que os estudantes se apropriem dos conceitos matemáticos, de forma lúdica e que crie sentido para os escolares. Para que isso ocorra, é necessário empregar diferentes recursos didáticos, dentre eles materiais manipuláveis, jogos estruturados ou não. Contudo, essa manipulação precisa ser contextualizada de modo a promover ações mentais conscientes dos alunos no processo de aprendizagem, conforme destaca o autor:
Convém termos sempre em mente que a realização em si de atividades manipulativas ou visuais não garante a aprendizagem. Para que esta efetivamente aconteça, faz-se necessária também a atividade mental, por parte do aluno.
Assim, destaca-se a necessidade de o professor compreender o material manipulável como um recurso didático, que não pode ser usado de maneira desarticulada e isolada do conhecimento teórico a ser ensinado, de modo a contribuir efetivamente com a aprendizagem do aluno.
Nesta perspectiva, toma-se como premissa que os materiais manipuláveis impactam a qualidade da aprendizagem matemática; contudo, devem ser explorados considerando o nível de desenvolvimento do aluno e evidenciando os conceitos que se pretende ensinar. Ou seja, o professor precisa revelar, no processo de ensino, os conceitos matemáticos implícitos nos materiais manipuláveis ou jogos.
O trabalho no Laboratório de Matemática implica diferentes ações e recursos que dinamizam o processo de ensino e de aprendizagem, de modo que os alunos possam experienciar diferentes estratégias que são essenciais para a apropriação dos conceitos matemáticos e o desenvolvimento das funções psicológicas superiores.
A seguir, explicita-se o entendimento das Oficinas de Jogos e de Experiências Matemáticas como uma forma de organização do Laboratório de Matemática.
Oficina de Jogos
A Oficina de Jogos foi pensada para compor o Laboratório de Matemática por compreender suas possibilidades pedagógicas nos processos de ensino, de aprendizagem e de desenvolvimento dos alunos em diferentes níveis de ensino.
A palavra jogo, do latim joco, significa, “etimologicamente, gracejo e zombaria, sendo empregada no lugar de ludus, que representa brinquedo, jogo, divertimento e passatempo” (Grando, 1995, p. 30). Sob a perspectiva da Teoria Histórico-Cultural, há inúmeros estudos sobre jogos, ludicidade e suas relações com o desenvolvimento das funções psicológicas superiores, já que, em interações conscientes e ativas, durante os jogos, a criança põe em ação a atenção, a percepção, a memória, a linguagem, o pensamento e a imaginação (Vigotski, 2008; Elkonin, 1998).
Pode-se compreender o jogo de duas formas: como atividade principal da criança em idade pré-escolar2 e como recurso didático. Ao encontro disso, os autores afirmam que:
A finalidade e a organização do jogo como ação é a aprendizagem de hábitos ou conteúdos específicos, ao passo que o jogo como atividade da criança tem como finalidade a apropriação e o desenvolvimento de certas formas culturais de comportamentos.
O jogo como atividade humana tem sua gênese na natureza social do sujeito e seu conteúdo “[...] é reconstituído pela criança a partir das atividades dos adultos e das relações que estabelecem em sua vida social e de trabalho” (Elkonin, 1998, p. 35). O jogo nasce nas condições de vida da criança em sociedade, admitindo a modelagem das relações entre as pessoas (Elkonin, 1998). Nas palavras do autor, o jogo:
[...] é uma atividade em que se reconstroem, sem fins utilitários diretos, as relações sociais, por exemplo, imitar um médico, dirigir um carro, brincar de policial, jogador de futebol etc., o que o caracteriza como uma atividade social realizada pelas crianças de modo a vivenciarem situações as quais são próprias do seu cotidiano social.
Essa atividade de reconstrução dos papéis sociais foi denominada por Elkonin (1998) de jogos protagonizados. Assim, o professor organiza diferentes situações, envolvendo as relações sociais e objetos que possam ampliar o conhecimento das crianças sobre a cultura humana. Neste sentido:
[...] considerar o jogo como a atividade principal da criança em idade pré-escolar e elaborar uma forma pedagógica de trabalhar com ele é uma tarefa da educação infantil. Porém, a ação educativa do educador, neste tipo de jogo, dá-se não apenas por sua ação direta nele, mas também na ação de organizar os materiais e conhecimentos sobre determinado tema para serem apropriados pelas crianças. A criança, dessa forma, terá acesso à significação dos objetos culturais pela mediação do educador.
Assim, o processo educativo de organizar e desenvolver o jogo como atividade junto às crianças está permeado por diferentes conceitos matemáticos, os quais podem ser explorados a partir da ação de brincar e protagonizar os papéis sociais.3
O jogo como recurso didático é muito usado nas práticas pedagógicas, diante das suas amplas possibilidades educativas, pois permitem que os alunos:
[...] se apropriem do conhecimento através do pensamento criativo, da imaginação, do raciocínio lógico, do trabalho desenvolvido em equipe, da interação social, descobrindo o prazer da aprendizagem ao mesmo tempo em que desenvolvem sua capacidade de encontrar soluções [...].
No entanto, é importante considerar que não basta disponibilizar os jogos para as crianças; faz-se necessário analisar o seu conteúdo e a forma como elas jogam, a fim de garantir a intencionalidade pedagógica do jogo no processo de ensino e de aprendizagem.
Assim, o jogo deve ser concebido do ponto de vista teórico para que este possa vir ao encontro da função social da escola, que é a apropriação da cultura humana elaborada historicamente pelos estudantes. Nessa direção, Moura destaca:
[...] a importância do jogo está nas possibilidades de aproximar a criança do conhecimento científico, levando-a a vivenciar “virtualmente” situações de solução de problemas que a aproximem daquelas que o homem “realmente” enfrenta ou enfrentou.
Dessa maneira, o jogo permite aos alunos colocarem em funcionamento toda uma complexidade de funções psicológicas mediadas pelos conceitos matemáticos. Para que isso ocorra, o professor deve promover situações que oportunizem a eles organizar suas ações ao jogar, em um constante processo de análise e síntese: compreender as regras do jogo; elaborar e refletir sobre as estratégias empregadas; analisar os resultados atingidos; argumentar sobre as decisões; e, após o jogo, registrar sínteses sobre os conceitos aprendidos.
Diante dessa concepção, é importante o professor propor jogos que respeitem o nível de desenvolvimento dos alunos, para que estes jogos os mobilizem, primeiramente, à ação de jogar, a controlar ações e a registrar os resultados alcançados e, com isso, desenvolver também os conceitos matemáticos junto aos estudantes. Esse processo deve acontecer com as crianças desde a mais tenra idade, ou seja, tornar os processos de ensino e de aprendizagem dos conceitos significativos, contribuindo com o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social dos alunos, ao mesmo tempo que gera interesse de jogar.
Na Oficina de Jogos, desenvolvida no Laboratório de Matemática da ETI, assim como no ensino regular, deve-se considerar dois princípios da Atividade Orientadora de Ensino: o caráter problematizador e o movimento lógico-histórico do conceito, os quais são materializados na Situação Desencadeadora de Aprendizagem. O princípio do caráter problematizador na atividade de ensino parte da concepção de que os conceitos científicos não devem ser ensinados de forma direta e discursiva; faz-se necessário problematizá-los.
Articulado com esse princípio, temos o outro, que é o movimento lógico-histórico do conceito, o qual se refere a que, na organização do ensino, se torna fundamental levar em consideração o processo real de produção do conceito a ser ensinado, ou seja, o seu movimento histórico, revelando a necessidade social que desencadeou sua criação pela humanidade e o modo de apropriação pelos seres humanos. O professor, ao considerar o princípio lógico-histórico do conceito, propõe ações por meio das quais o aluno reproduza, abreviadamente, o processo de produção e desenvolvimento social do conceito de modo gradual e ativo.
Para ilustrar esse modo geral de organização do ensino mediado pelos pressupostos da Atividade Orientadora de Ensino, apresenta-se na sequência uma Situação Desencadeadora de Aprendizagem, tendo como base o jogo/brincadeira “Pular pauzinho” ou “Salto em distância”4, com o intuito de jogar/brincar e, de forma articulada, ensinar os conceitos de instrumentos não padronizados e padronizados de medidas de comprimento, do eixo Grandezas e Medidas.
Situação Desencadeadora de Aprendizagem · “Pular pauzinho” / “Salto em distância”
Este jogo/brincadeira poderá ser desenvolvido com os alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, desde que sejam realizadas as adaptações necessárias aos níveis de aprendizagem dos alunos. No processo de desenvolvimento do jogo “Pular pauzinho” ou “Salto em distância”, é possível mobilizar nos alunos a necessidade de medir e registrar o resultado da medição, bem como proporcionar situações para que compreendam a utilização do sistema de medida padrão produzido historicamente pela humanidade, com o objetivo de controlar as diferentes grandezas — no caso aqui, a distância, por meio da grandeza comprimento.
Em um primeiro momento, sugere-se brincar com os alunos de “Pular pauzinho” ou “Salto em distância”, sem compromisso com regras. O professor pode questionar os alunos se eles já brincaram e como imaginam que seria essa brincadeira, deixando-os criar as hipóteses de quais seriam as regras para brincarem. Após a discussão, o professor inicia a brincadeira pedindo que todos os alunos saltem do mesmo ponto de partida, que pode ser um traço no chão (ou pauzinhos — varetas, entre outros). Os alunos devem saltar daquele ponto, após um sinal dado pelo professor; então, marcam um risquinho e seu nome no chão, no local até onde foi o seu salto.
Em um segundo momento, após realizado o salto, a professora questiona como verificar a distância do salto de cada um, solicitando que meçam a distância dos seus respectivos saltos ou que meçam o salto do colega. Neste ponto, problematiza-se como realizar a medição das distâncias dos saltos. Espera-se que cheguem à ideia de que deverão utilizar seus pés, mãos ou calçados para a verificação das distâncias. Deixá-los realizar várias tentativas de verificar cada distância; a intenção é que os estudantes percebam que deverão fazer uso de um instrumento comum para medir, a fim de evitar desvios de medida.
No terceiro momento, o professor disponibilizará materiais variados para medição (barbantes, tiras de papel, entre outros, porém de diferentes tamanhos), solicitando que os alunos meçam a distância dos saltos, comparem as medidas entre si e questionem os resultados obtidos entre os diferentes materiais utilizados para medir. Nesta etapa, as crianças vivenciam a relação objetal da medição. O intuito é que os alunos percebam que, para compararem as distâncias, todos devem utilizar o mesmo instrumento de medida, que se torna a mesma unidade de medida para todos.
Outro ponto importante é como os alunos podem representar matematicamente as distâncias dos saltos. Para isso, pode-se apresentar uma tira de barbante (mais ou menos de 30 centímetros) para todos medirem os seus saltos e anotarem em um papel. Por exemplo: Caio mediu seu salto e deu a quantidade de três tiras de barbante e mais um pouco. Nesse resultado, é possível questionar como representar numericamente esse “mais um pouco” da tira. Tem-se aqui o limite entre os números naturais e racionais para expressar o resultado da medição: o conceito de fração, que significa a representação dessa parte menor que a inteira.
Com base na medição do pulo de Caio (aproximadamente 3 vezes uma tira de barbante), se ele pular 2 vezes, atingirá 6 tiras; se pular 3 vezes, terá 9 tiras. Assim, a quantidade de tiras varia conforme o número de vezes que Caio pular. Destaca-se a relação essencial de multiplicidade: número de pulos e quantidade de tiras, a qual poderá ser representada conforme as figuras a seguir:


Esse movimento de controle de quantidades dos saltos pode ser representado também de forma algébrica, por meio da relação essencial de multiplicidade: quantidade de tiras (t), número de pulos (n), sendo o resultado das distâncias saltadas (d). Representação algébrica: t × n = d. No exemplo de Caio, temos: 3 × 2 = 6. Outro aluno pode pular a quantidade de 4 tiras (de 30 cm); assim, trabalha-se com a multiplicação por 4.
Outras ações de ensino podem ser desenvolvidas pelo professor a partir da brincadeira “Pular pauzinho” ou do esporte “Salto em distância”. Por exemplo, disponibilizar tiras de papel para que os alunos realizem as medições das distâncias dos saltos com um mesmo material. Essas tiras serão de 1 metro, 1 decímetro e 1 centímetro (temos aqui os submúltiplos do metro). Depois, organizar o registro das medidas em uma tabela, conforme o modelo que segue:
| Aluno | Tira de um metro | Tira de um decímetro | Tira de um centímetro | Total |
|---|---|---|---|---|
| Caio | 1 | 0 | 5 | 1,05 |
| Mariana | 1 | 1 | 0 | 1,10 |
Nessas situações, surgem os números decimais no processo de medição e a necessidade de representar os resultados obtidos. Na continuidade das ações de ensino, medir as distâncias dos saltos utilizando-se de instrumentos padrão (metro, fita métrica, trena, entre outros) e registrar novamente as medidas em uma tabela:
| Aluno | Medida do salto |
|---|---|
| Arthur | 1,15 m |
| Milena | 1,08 m |
Para finalizar essa atividade de ensino, o professor pode questionar qual é o melhor instrumento para verificar distâncias e suas diferenças. O intuito do questionamento é possibilitar aos alunos a compreensão de que existe um instrumento adequado para cada distância que se quer medir. Assim, para verificar pequenos comprimentos, é melhor utilizar a régua e, para medir distâncias maiores, é necessária uma unidade de medida maior, como a trena.
Por meio do jogo/brincadeira “Pular pauzinho” ou “Salto em distância”, pode-se elaborar diferentes situações-problema para que os alunos pensem a solução e compreendam que, ao medir determinada distância, deve-se considerar a qualidade do que está sendo medido e, para tanto, escolher o instrumento adequado para medir, comparar, registrar e expor os resultados.
A proposição deste jogo/brincadeira tem o intuito de representar a possibilidade de se pensar as diferentes formas de trabalho com a Matemática a partir de jogos, sendo eles estruturados ou não. No entanto, é preciso considerar que o jogo, no trabalho educativo, precisa estar ancorado na intencionalidade pedagógica, na relação dialética sujeito-conteúdo-forma, no caráter problematizador das ações de ensino e de aprendizagem e no movimento lógico-histórico dos conceitos, de modo que a atividade pedagógica possibilite aos alunos a apropriação dos conceitos matemáticos e a formação do seu pensamento teórico.
Oficina de Experiências Matemáticas
A Oficina de Experiências Matemáticas tem como objetivo ampliar o trabalho com os conceitos matemáticos na direção de que os alunos experienciem diferentes processos de controle, registro e representação da variação das diversas grandezas; e se apropriem, também, de modos gerais de solução de situações-problema que os capacitem a atuar autonomamente em situações distintas mediadas pelos mesmos conceitos em diversos graus de dificuldade (Kalmykova, 1991).
O aporte teórico da Atividade Orientadora de Ensino (AOE) tem como um dos seus princípios o caráter problematizador, que visa gerar atividade nos sujeitos no processo educativo, na relação entre atividade de ensino, organizada pelo professor, e a atividade de aprendizagem do aluno. Para que essa relação ocorra, faz-se necessária uma Situação Desencadeadora de Aprendizagem (SDA), composta por um problema desencadeador (situação-problema).
A Situação Desencadeadora de Aprendizagem precisa conter a gênese do conceito, o problema de aprendizagem e a elaboração da solução coletiva. Verifica-se que o conceito de problema é fundamental para essa perspectiva teórica. O que significa problema desencadeador? É o problema que gera aprendizagem, mobiliza motivos cognitivos na direção da apropriação conceitual e da formação do pensamento teórico. A seguir, explica-se melhor o seu significado.
Rubtsov (1996) definiu dois tipos de problema: o prático e o de aprendizagem. Um problema prático caracteriza-se pelos modos de ação em si, a aquisição de uma ação para a resolução de uma situação específica e particular. Já por meio do problema de aprendizagem o aluno se apropria de uma forma de ação geral, que se torna base de orientação das ações nas diferentes situações que o cercam.
No trabalho da Oficina de Experiências Matemáticas destaca-se a importância de pensar e organizar diferentes Situações Desencadeadoras de Aprendizagem, de modo que, efetivamente, mobilizem os alunos a desenvolver ações na busca da solução do problema desencadeador e a apropriar-se dos modos gerais de soluções dos diferentes problemas de aprendizagem mediados pelos conceitos matemáticos.
Muitos problemas desenvolvidos nas escolas junto aos alunos podem ser classificados como problema padrão ou prático, os quais são resolvidos via a aplicação direta de um ou mais algoritmos já apresentados pelo professor. A seguir, expõe-se um exemplo de problema prático:
Comprei um refrigerador por R$ 1.200,00. Vou pagar em 5 parcelas. Qual será o valor de cada parcela?
Neste tipo de problema, muitas vezes o próprio enunciado indica o que precisa ser feito para se chegar à resposta correta e tem como objetivo que os alunos resolvam algoritmos. Assim, para sua solução, os alunos buscam pistas aparentes; por vezes, não leem o enunciado todo dos problemas; focalizam no procedimento; e, muitas vezes, não analisam a resposta a que chegaram. Essa forma de conduzir o ensino de Matemática restringe o processo de apropriação conceitual e, também, a formação do pensamento teórico.
Por meio destes problemas padrões ou práticos, os alunos aprendem a classificar o problema, ao invés de compreendê-lo (com esses tipos de problema surge a famosa pergunta do aluno: “é de mais ou de menos?”). Apresenta-se, assim, com a aplicação desses tipos de problemas, uma concepção de Matemática na qual o professor espera que, por meio da repetição de problemas semelhantes, os alunos dominem os procedimentos de cálculos e resolvam os diferentes problemas colocados pela prática social. No entanto, os processos de análise e de síntese5 ficam restritos, para não dizer desconsiderados, visto que não exigem que o aluno pense no conceito envolvido, apenas enfatiza o procedimento prático e operacional. Porém, ampliar a capacidade de análise e síntese é imprescindível para a apropriação dos conceitos matemáticos e para a formação do pensamento teórico pelos alunos.
De acordo com Moura, Araujo e Serrão (2018), o “problema de aprendizagem” deve reconstruir as necessidades humanas, pela via lógica e histórica do conceito que está sendo desenvolvido junto aos escolares. Moretti (2007) detalha que:
[...] criar condições de aprendizagem para nossos alunos passa por propor-lhes situações-problema que os coloquem frente à necessidade do conceito. Neste contexto, a situação-problema não é entendida como “exercício de aplicação” de conceitos apresentados previamente pelo professor. A situação-problema, como entendida aqui, pressupõe uma primeira aproximação do aluno com o conceito envolvido na situação proposta, de forma que, constituindo-se a situação proposta de fato como problema para o sujeito que aprende, seja possível a ele se apropriar da construção histórica do pensamento humano.
O objetivo é organizar o ensino de modo que propicie a apropriação dos conceitos científicos pelos alunos, tornando-os instrumentos na sua prática social e desenvolvendo suas funções psicológicas superiores, em especial o pensamento teórico.
Para demonstrar uma Situação Desencadeadora de Aprendizagem, que é constituída por um problema desencadeador (situação-problema ou problema de aprendizagem) organizada pelos pressupostos da AOE, apresenta-se a situação intitulada Problema do Laranjal6, conforme segue:
Atividade · O laranjal
A diretora da sua escola recebeu uma carta de um ex-aluno da instituição. Ela leu, achou interessante e repassou para você. Vamos ver o que despertou o interesse da diretora.
Cajamar, 01 de março de 2003.
Caros colegas professores,
Quem escreve aqui é o Ademir da Costa. Tenho 50 anos e toda a minha vida trabalhei como mecânico aqui em Cajamar. Agora que estou recém-aposentado, recebi um comunicado de que meu tio Manoel, que faleceu há uns dois anos, deixou para mim uma pequena fazenda no município de Barretos. Além de uma casa antiga, do curral e de alguns equipamentos meio sucateados, a propriedade tem um laranjal, que meu tio formou com muito sacrifício, pensando em comercializar a produção de laranja cultivada sem agrotóxicos. Nestes dois anos, a propriedade ficou abandonada e no laranjal cresceu muito mato e também uns pés de laranja fora da plantação original.
Eu decidi que agora vou me dedicar ao cultivo da laranja. Aí eu pesquisei na Internet e vi que, apesar de ter mais pés de laranja agora do que os que meu tio plantou, vou ter que arrancar esses novos pés, porque senão a plantação fica “apinhada” demais e acaba atrapalhando os pés que já existiam na hora de receberem sol e irrigação, além de dificultar a limpeza e adubação do pé e de atrair pragas. Aí a fruta não atinge o padrão bom para comercialização e eu vou gastar com mão de obra e transporte sem conseguir vender a produção.
Eu combinei com o Tião, agregado aqui da fazenda, que ele arrancaria os pés sobressalentes de laranja; eu vou pagar R$ 5,00 por pé arrancado. Eu combinei também com ele que vamos abrir outra área de plantio de laranjas na fazenda, só que nessa outra área a profundidade do terreno só permite plantar 4 fileiras de laranjas. Eu queria plantar a mesma quantidade de pés que os que vão ficar na primeira plantação, e vou pagar também R$ 10,00 por muda plantada, pelo Tião. Só que eu preciso saber tudo o que tenho que pagar, porque tenho que tirar o dinheiro do banco, na cidade, e o Tião vai estar aqui só nos fins de semana para fazer o serviço. Então eu preciso saber separar a plantação original dos pés que nasceram depois e contar o número de laranjeiras da plantação e o número de laranjeiras a arrancar. Preciso também saber como organizar a plantação com o mesmo número de mudas em quatro fileiras. Como eu posso fazer isso?
Peço a vocês que me mandem uma carta ou me telefonem para me ajudarem a solucionar esse problema, por favor. Contando com a vossa ajuda,
Sempre às ordens,
Ademir.
P.S. Como eu vou ter que passar as instruções para o Tião, que frequentou muito pouco a escola, eu agradeceria se vocês pudessem me passar a solução passo a passo, sem usar as continhas para explicar.
Vejamos um esquema da fazenda do Ademir:

Esta Situação Desencadeadora de Aprendizagem revela a necessidade humana de controlar quantidades, cada vez mais rápida e precisa, isto é, traz na sua essência o conceito de multiplicação. O problema desencadeador do Laranjal virtualizou o processo que deu origem ao conceito de multiplicação; por isso, denomina-se História Virtual do Conceito.
Para a resolução desta situação, em um primeiro momento o aluno necessita ter contato com a carta enviada pelo Ademir, realizar a leitura para compreender o problema. Essa primeira tentativa pode ser individual e, posteriormente, o professor fará as interferências para ver se houve a compreensão da situação-problema, realizando questionamentos: O que se pede no problema? Quais são os dados e as condições do problema? É possível fazer uma figura, um esquema ou um diagrama? É possível estimar a resposta?
Após essa etapa de compreensão da situação-problema, o professor conduz os alunos para que elaborem estratégias de resolução por meio de perguntas-guia e discussões: Qual é o seu plano para resolver o problema? Que estratégia você tentará desenvolver? Você se lembra de um problema semelhante que pode ajudá-lo a resolver este? É possível organizar os dados em tabelas e gráficos? Orientar os alunos a resolver o problema por partes.
Organizadas as estratégias para resolução, o próximo passo é a execução destas. Ao colocarem o plano de resolução em prática, cabe ao professor orientar os alunos para que executem o plano elaborado e verifiquem as estratégias pensadas, de modo a chegarem na solução matematicamente correta. O produto dessa solução será a escrita da carta para o seu Ademir (síntese), que pode ser coletiva ou em grupo.7
Os processos de analisar e de resolver problemas modificam aquele que os faz, isto é, o próprio estudante (Davydov, 1982; Kalmykova, 1991). Eles vão se apropriando de modos gerais de solução de problemas e qualificando os processos de análise e síntese, generalização e abstração, fundamentais para a formação do pensamento teórico.
Compreender um problema constitui-se em uma das etapas mais importantes do conhecimento matemático; é a partir da compreensão que o aluno escolherá os instrumentos que utilizará na resolução do problema, devendo adotar uma postura investigadora, crítica e criativa. Cabe ao professor verificar como os alunos estão resolvendo os problemas, quais ações e conhecimentos estão sendo empregados no processo de resolução e orientá-los.
Portanto, ao trabalhar com situações-problema, para garantir a apropriação dos conceitos pelos alunos é necessária a compreensão dos tipos de problemas que serão apresentados e de como o “problema de aprendizagem” possibilita potencializar a compreensão dos conceitos matemáticos pelos alunos e o desenvolvimento do seu pensamento teórico.
As orientações teórico-metodológicas aqui apresentadas, para ambas as oficinas, revelam-se como possibilidades de ações didáticas que têm por finalidade essencial colaborar com a formação integral das crianças e estudantes atendidos nas instituições municipais que ofertam o regime de Educação em Tempo Integral.
Conteúdos do Laboratório de Matemática
A seguir, apresentam-se os quadros dos conceitos essenciais do Laboratório de Matemática a serem trabalhados na Educação Infantil e no Ensino Fundamental,8 organizados por eixo (Números e Álgebra, Grandezas e Medidas, Geometria, Estatística e Probabilidade), com seus conteúdos e objetivos de aprendizagem.
Educação Infantil — Infantil IV e V
- Números: Senso Numérico; Correspondência um a um; Sequência numérica; Cardinalidade; Ordinalidade; Símbolos numéricos
- Operações fundamentais: Adição (juntar); Subtração (retirar); Divisão (repartir); Multiplicação (adição de parcelas iguais)
- Padrões e regularidades: Padrões figurais e numéricos
- (CVEL.ETI.EI45MA01) Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades.
- (CVEL.ETI.EI45MA02) Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes.
- (CVEL.ETI.EI45MA03) Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças.
- (CVEL.ETI.EI45MA04) Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência. Representar quantidades (quantidade de meninas, meninos, objetos, brinquedos, bolas e outros) por meio de desenhos e registros gráficos (riscos, bolinhas, numerais e outros).
- (CVEL.ETI.EI45MA05) Comparar quantidades identificando se há mais, menos ou a quantidade é igual.
- (CVEL.ETI.EI05MA06) Comparar objetos com diferentes características físicas e reconhecer formas de organizá-los, estabelecendo um padrão.
- (CVEL.ETI.EI45MA07) Verbalizar contagem oral por meio de diversas situações do dia a dia, brincadeiras e músicas que as envolvam.
- (CVEL.ETI.EI45MA08) Identificar a função social do número em diferentes contextos (como quadro de aniversários, calendário, número de roupa) reconhecendo a sua utilidade no cotidiano.
- (CVEL.ETI.EI05MA09) Comparar, organizar, sequenciar e ordenar brinquedos, alimentos e outros materiais, reconhecendo padrões e regularidade.
- (CVEL.ETI.EI45MA10) Criar agrupamentos utilizando como critérios a quantidade possibilitando diferentes situações de contagem.
- (CVEL.ETI.EI45MA11) Participar de situações problemas que envolvam as ideias de adição, subtração, divisão e multiplicação com base em materiais manipuláveis, registros espontâneos, jogos e brincadeiras para reconhecimento dessas situações em seu dia a dia.
- (CVEL.ETI.EI45MA12) Comparar, sequenciar e ordenar brinquedos, alimentos e outros materiais, em agrupamentos para dividir com os colegas.
- (CVEL.ETI.EI05MA13) Participar de que envolvam as ideias de divisão (ideia de repartir) com base em materiais concretos, ilustrações, jogos e brincadeiras para o reconhecimento dessas ações em seu cotidiano.
- (CVEL.ETI.EI05MA14) Estabelecer a relação de correspondência (termo a termo) entre a quantidade de objetos de dois conjuntos.
- (CVEL.ETI.EI05MA15) Comunicar oralmente suas ideias, suas hipóteses e estratégias utilizadas em contextos de resolução de problemas matemáticos.
- (CVEL.ETI.EI05MA16) Representar numericamente as quantidades identificadas em diferentes situações estabelecendo a relação entre número e quantidade.
- (CVEL.ETI.EI05MA17) Criar agrupamentos utilizando como critérios a quantidade possibilitando diferentes situações de contagem, apresentando um padrão (dois em dois, três em três).
- Medida de tempo: Antes / Agora / Depois / Mais tarde; Ontem / Hoje / Amanhã; Manhã / Tarde; Dia / Noite; Começo / Fim; Velho / Novo; Dia / Semana / Mês / Ano; Unidade de medida não padronizada (ampulheta, relógio de sol); Medida padrão (hora)
- Medida de comprimento: Grande / Pequeno; Grosso / Fino; Distância (perto / longe); Alto / Baixo; Comprido / Curto; Maior / Menor; Unidade de medida não padronizada (palmo, pé, braço); Medida padrão (metro)
- Medida de capacidade: Cheio / Vazio; Metade; Unidade de medida não padronizada (xícara, copo, garrafa); Medida padrão (litro)
- Medida de Massa: Pesado / Leve; Unidade de medida não padronizada (pitada, xícara, punhado); Medida padrão (quilograma)
- Medida de temperatura: Quente / Frio
- Medida de valor: Sistema monetário brasileiro
- (CVEL.ETI.EI45MA18) Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades.
- (CVEL.ETI.EI45MA19) Registar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes.
- (CVEL.ETI.EI45MA20) Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças.
- (CVEL.ETI.EI45MA21) Expressar medidas (massa, altura etc.), construindo gráficos básicos.
- (CVEL.ETI.EI05MA22) Usar unidades de medidas convencionais ou não em diferentes situações.
- (CVEL.ETI.EI05MA23) Participar de situações de resolução problemas envolvendo medidas.
- (CVEL.ETI.EI45MA24) Participar de situações que envolvam as medidas arbitrárias de comprimento, de massa, de temperatura e de capacidade.
- (CVEL.ETI.EI45MA25) Conhecer diferentes instrumentos de nossa cultura que usem número, grandezas e medidas de tempo, em contextos significativos, como: calendário, termômetro, balança, relógio, ampulheta, ábaco, calculadora, metro, fita métrica, litro etc.
- (CVEL.ETI.EI45MA26) Reconhecer as características das grandezas (grande/pequeno, grosso/fino, perto/longe, alto/baixo, comprido/curto, maior/menor, cheio/vazio/metade, pesado/leve e frio/quente etc.) realizando seu uso nas atividades do cotidiano.
- (CVEL.ETI.EI45MA27) Utilizar instrumentos não convencionais (mãos, pés, polegares, barbante, palitos ou outros) para comparar diferentes elementos, estabelecendo relações de distância, tamanho, comprimento e espessura.
- (CVEL.ETI.EI45MA28) Participar de situações que envolvam a medição da altura de si e de outras crianças, por meio de fitas métricas e outros recursos.
- (CVEL.ETI.EI05MA29) Utilizar medidas convencionais (hora, metro, quilograma, litro) para comparar diferentes elementos estabelecendo relações de tempo, comprimento, massa e capacidade.
- (CVEL.ETI.EI45MA30) Utilizar instrumentos não convencionais (garrafas, xícaras, copos, colheres ou outros) para comparar elementos estabelecendo relações entre cheio e vazio.
- (CVEL.ETI.EI45MA31) Reconhecer em atividades de sua rotina os conceitos antes/agora/depois/mais tarde; ontem/hoje/amanhã; manhã/tarde; dia/noite; começo/fim; velho/novo; dia/semana/mês/ano, para que se perceba que a atividade desenvolvida por si e por seus colegas acontecem em um determinado tempo de duração.
- (CVEL.ETI.EI45MA32) Reconhecer a passagem de tempo.
- (CVEL.ETI.EI45MA33) Identificar o que vem antes e depois em uma sequência de objetos, dias da semana, rotina diária e outras situações significativas.
- (CVEL.ETI.EI45MA34) Compreender gradativamente os conceitos básicos de valor (barato/caro), reconhecendo o uso desses conceitos nas relações sociais.
- (CVEL.ETI.EI45MA35) Participar de situações que envolvam noções monetárias (compra e venda).
- Localização Espacial: Frente / Atrás; Embaixo / Em cima; Dentro / Fora / Ao lado; Esquerda / Direita; Meia volta / Uma volta; Mesmo sentido / Sentido contrário; No meio / Entre
- Figuras Geométricas Espaciais: Dimensão (unidimensional, bidimensional e tridimensional)
- Figuras geométricas planas: Dimensão (unidimensional, bidimensional)
- (CVEL.ETI.EI45MA36) Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades.
- (CVEL.ETI.EI45MA37) Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes.
- (CVEL.ETI.EI45MA38) Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças.
- (CVEL.ETI.EI45MA39) Compreender as relações espaciais (frente e atrás, dentro e fora, em cima, embaixo, entre, no meio e do lado, esquerda e direita, meia volta e uma volta, mesmo sentido e sentido contrário) executar comandos, utilizando-os em diferentes situações.
- (CVEL.ETI.EI05MA40) Identificar as características geométricas dos objetos, como formas, bidimensionalidade e tridimensionalidade em situações de brincadeira, exploração e observação de imagens e ambientes.
- (CVEL.ETI.EI45MA41) Observar e identificar no meio natural e social as formas geométricas, percebendo diferenças e semelhanças entre os objetos no espaço em situações diversas.
- (CVEL.ETI.EI45MA42) Estabelecer relações entre os sólidos geométricos e os objetos presentes no seu ambiente.
- (CVEL.ETI.EI45MA43) Perceber as formas geométricas planas, encontradas nas faces das figuras geométricas
- Dados: Lista
- Tabelas simples: Linha; Coluna
- Gráficos: Barra ou Colunas; Ideia de acaso (variáveis)
- Eventos aleatórios
- (CVEL.ETI.EI45MA44) Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes.
- (CVEL.ETI.EI45MA45) Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças.
- (CVEL.ETI.EI45MA46) Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência.
- (CVEL.ETI.EI45MA47) Expressar medidas (massa, altura etc.), construindo gráficos básicos.
- (CVEL.ETI.EI05MA48) Coletar dados.
- (CVEL.ETI.EI05MA49) Organizar a lista dos dados.
- (CVEL.ETI.EI05MA50) Produzir os gráficos.
- (CVEL.ETI.EI05MA51) Comparar informações apresentadas em gráficos.
- (CVEL.ETI.EI45MA52) Compreender a utilização social dos gráficos e tabelas por meio da elaboração, leitura e interpretação coletiva desses instrumentos como forma de representar dados obtidos em situações de contexto do aluno.
- (CVEL.ETI.EI45MA53) Perceber e registrar quais as possibilidades de um evento ocorrer ou não.
Ensino Fundamental — 1º ao 5º ano
- Número: Senso numérico; Correspondência um a um; Sequenciação numérica; Cardinalidade e ordinalidade; Símbolos numéricos; Reta Numérica
- Sistema de Numeração Decimal (Números naturais): Agrupamento, base; Valor posicional (ordem, classe); Símbolos numéricos; Sucessão e antecessor; Sequência numérica (crescente e decrescente); Reta numérica; Dúzia e meia dúzia; Ordinalidade
- Padrões e regularidades: Sequências numéricas (regularidades)
- Operações Fundamentais com Números Naturais e Racionais (não negativos): Adição (juntar, acrescentar, sucessão, com e sem agrupamentos), Subtração (retirar, complementar, comparar), Divisão (repartir — metade; terça parte — divisão enquanto medida) e Multiplicação (organização em linhas e colunas, raciocínio combinatório, proporcionalidade); Propriedades das operações: comutativa, associativa, fechamento; Expressões numéricas: Equivalência (incógnita), Propriedade da igualdade
- Números Racionais (não negativos): Todo contínuo e todo discreto; Frações (equivalentes, homogêneas, heterogêneas e números mistos); Números decimais; Operações com números racionais (Adição e subtração de frações homogêneas e heterogêneas); Porcentagem; Proporcionalidade; Reta numérica
- (CVEL.ETI.EF01MA01) Reconhecer e utilizar da função social dos números naturais como indicadores de quantidade, de ordem, de medida e de código de identificação em diferentes situações cotidianas.
- (CVEL.ETI.EF01MA02) Contar de maneira exata ou aproximada, utilizando diferentes estratégias como o pareamento e outros agrupamentos utilizando recursos (manipuláveis e digitais) e apoio em imagens como suporte para resolver problemas.
- (CVEL.ETI.EF01MA03) Localizar números naturais, na reta numérica, em diferentes contextos de modo a perceber regularidades na sequência numérica.
- (CVEL.ETI.EF01MA04) Reconhecer, registrar e utilizar os números ordinais no contexto das práticas sociais.
- (CVEL.ETI.EF15MA05) Comparar e ordenar números naturais pela compreensão de características do sistema de numeração decimal (valor posicional e função do zero).
- (CVEL.ETI.EF15MA06) Compreender o número natural no contexto de leitura de diferentes gêneros textuais que circulam em sociedade, em especial nos rótulos de produtos e panfletos de propaganda.
- (CVEL.ETI.EF15MA07) Contar os elementos de um conjunto estabelecendo a relação entre a quantidade e o número natural que o representa, escrever esse número utilizando algarismos e por extenso.
- (CVEL.ETI.EF15MA08) Contar (de forma ascendente e descendente) no contexto das práticas sociais e escrever os números na ordem definida.
- (CVEL.ETI.EF15MA09) Ler, escrever por extenso e representar os números, utilizando algarismos e recursos manipuláveis e/ou digitais, até a ordem da dezena de milhar, respeitando o nível de cada turma.
- (CVEL.ETI.EF15MA10) Reconhecer o antecessor e o sucessor de um número natural em diferentes situações.
- (CVEL.ETI.EF15MA11) Reconhecer o valor posicional dos algarismos em um número, estabelecendo as relações entre as ordens.
- (CVEL.ETI.EF15MA12) Realizar agrupamentos e trocas nas diferentes bases (base 2, 3, 5 e 10) utilizando recursos didáticos (manipuláveis digitais) e registros pessoais para compreender as regularidades que compõe o sistema de numeração decimal.
- (CVEL.ETI.EF15MA13) Reconhecer e utilizar o conceito que representa dúzia e meia dúzia no contexto das práticas sociais. Reconhecer, registrar e utilizar os números ordinais no contexto das práticas sociais.
- (CVEL.ETI.EF25MA14) Fazer estimativas por meio de estratégias diversas (pareamento, agrupamento, cálculo mental, correspondência biunívoca) a respeito da quantidade de objetos de coleções e registrar o resultado da contagem desses objetos.
- (CVEL.ETI.EF25MA15) Comparar quantidades de objetos de dois conjuntos, por estimativa e/ou por correspondência (um a um, dois a dois, entre outros), para indicar "tem mais", "tem menos" ou "tem a mesma quantidade", indicando, quando for o caso, quantos a mais e quantos a menos.
- (CVEL.ETI.EF15MA16) Compor e decompor números naturais, com suporte de material manipulável, por meio de diferentes adições para reconhecer o seu valor posicional.
- (CVEL.ETI.EF15MA17) Resolver e elaborar problemas utilizando diferentes estratégias de cálculo, dentre elas a composição e a decomposição de números por meio de adições.
- (CVEL.ETI.EF25MA18) Utilizar o zero com o significado de ordem vazia e ausência de quantidade. Representar números utilizando recursos manipuláveis e digitais.
- (CVEL.ETI.EF15MA19) Utilizar a reta numérica como suporte para desenvolver procedimentos de cálculo durante o processo de resolução de problemas, envolvendo adição e subtração.
- (CVEL.ETI.EF15MA20) Identificar e construir sequências de números naturais em ordem crescente ou decrescente a partir de um número qualquer, utilizando uma regularidade estabelecida.
- (CVEL.ETI.EF15MA21) Identificar e descrever um padrão (ou regularidade) de sequências repetitivas e de sequências recursivas, por meio de palavras, símbolos ou desenhos.
- (CVEL.ETI.EF15MA22) Descrever os elementos ausentes em sequências repetitivas e em sequências recursivas de números naturais, objetos ou figuras.
- (CVEL.ETI.EF35MA23) Identificar regularidades em sequências ordenadas de números naturais, resultantes da realização de adições ou subtrações sucessivas, por um mesmo número, descrever uma regra de formação da sequência e determinar elementos faltantes ou seguintes.
- (CVEL.ETI.EF35MA24) Enunciar os elementos ausentes em sequências repetitivas e em sequências recursivas de números naturais, objetos ou figuras
- (CVEL.ETI.EF45MA25) Identificar regularidades em sequências numéricas compostas por múltiplos de um número natural.
- (CVEL.ETI.EF45MA26) Reconhecer, por meio de investigações, que há grupos de números naturais para os quais as divisões por um determinado número resultam em restos iguais, identificando regularidades.
- (CVEL.ETI.EF15MA27) Resolver e elaborar problemas com números naturais envolvendo adição e subtração, utilizando estratégias diversas, como cálculo, cálculo mental e algoritmos, além de fazer estimativas do resultado.
- (CVEL.ETI.EF15MA28) Resolver e elaborar diferentes tipos de problemas (com números naturais) no contexto de jogos e brincadeiras, envolvendo uma ou mais operações, imagens/gráficos e desafios lógicos, a fim de desenvolver raciocínio dedutivo, princípios lógico-matemáticos e criação de estratégias.
- (CVEL.ETI.EF25MA29) Resolver operações de adição (com e sem agrupamento e reagrupamento) e subtração (com e sem desagrupamento) envolvendo números naturais e racionais expressos na forma decimal (salienta-se que na forma decimal a partir do 3º ano).
- (CVEL.ETI.EF15MA30) Utilizar as relações entre adição e subtração, bem como entre multiplicação e divisão, para ampliar as estratégias e a verificação de cálculos que realiza.
- (CVEL.ETI.EF45MA31) Utilizar as propriedades das operações para desenvolver estratégias de cálculo. Construir estratégias pessoais de cálculo, com registro, para resolver problemas envolvendo adição, subtração, multiplicação e divisão.
- (CVEL.ETI.EF45MA32) Utilizar as propriedades da adição (comutativa, associativa, elemento neutro e fechamento) e da multiplicação (comutativa, associativa, distributiva e elemento neutro) para ampliar as possibilidades de estratégias de cálculo.
- (CVEL.ETI.EF45MA33) Compreender que ao mudarmos as parcelas de lugar na adição (propriedade comutativa) o resultado não se altera (Exemplo: 3 + 4 = 4 + 3 = 7).
- (CVEL.ETI.EF45MA34) Compreender que ao somarmos três ou mais parcelas de maneiras diferentes (propriedade associativa), o resultado não se altera (Exemplo: (2 + 4) + 5 = 2 + (4 + 5) = 11).
- (CVEL.ETI.EF45MA35) Reconhecer que, na adição, qualquer número adicionado a zero (elemento neutro) tem como resultado o próprio número (Exemplo: 3 + 0 = 3).
- (CVEL.ETI.EF45MA36) Saber que o resultado da soma de um ou mais números naturais (fechamento) será sempre um número natural (Exemplo: 2 + 5 = 7, dois é um número natural e cinco também, logo o resultado da operação será um número natural).
- (CVEL.ETI.EF45MA37) Compreender que ao mudarmos os fatores de lugar na multiplicação, o resultado não se altera (propriedade comutativa).
- (CVEL.ETI.EF45MA38) Entender que ao multiplicarmos três ou mais fatores de maneiras diferentes (propriedade associativa), o produto não se altera.
- (CVEL.ETI.EF45MA39) Conhecer a propriedade distributiva da multiplicação em relação à adição para resolver problemas.
- (CVEL.ETI.EF45MA40) Reconhecer que, na multiplicação, qualquer número multiplicado por um (elemento neutro) tem como produto, o próprio número (Exemplo: 3 x 1 = 3).
- (CVEL.ETI.EF35MA41) Resolver e elaborar problemas envolvendo diferentes significados da multiplicação (adição de parcelas iguais, organização retangular e proporcionalidade), utilizando estratégias diversas, como cálculo por estimativa, cálculo mental e algoritmos.
- (CVEL.ETI.EF35MA42) Resolver operações de multiplicação por dois fatores, envolvendo os números naturais, utilizando diferentes estratégias e registros.
- (CVEL.ETI.EF25MA43) Resolver e elaborar problemas de divisão cujo divisor tenha no máximo dois algarismos, envolvendo os significados de repartição equitativa e de medida, utilizando estratégias diversas, como cálculo por estimativa, cálculo mental e algoritmos.
- (CVEL.ETI.EF25MA44) Resolver operações de divisão (máximo de dois números no divisor) por meio de estratégias diversas, tais como a decomposição das escritas numéricas para a realização do cálculo mental exato e aproximado e de técnicas convencionais utilizando recursos manipuláveis e registros pictóricos como apoio, caso necessário.
- (CVEL.ETI.EF45MA45) Resolver, com o suporte de imagem e/ou material manipulável, problemas simples de contagem, como a determinação do número de agrupamentos possíveis ao se combinar cada elemento de uma coleção com todos os elementos de outra, utilizando estratégias e formas de registro pessoais.
- (CVEL.ETI.EF45MA46) Reconhecer, por meio de investigações, utilizando a calculadora quando necessário, as relações inversas entre as operações de adição e de subtração e de multiplicação e de divisão, para aplicá-las na resolução de problemas.
- (CVEL.ETI.EF45MA47) Reconhecer e mostrar, por meio de exemplos, que a relação de igualdade existente entre dois termos permanece quando se adiciona ou se subtrai um mesmo número a cada um desses termos.
- (CVEL.ETI.EF45MA48) Determinar o número desconhecido que torna verdadeira uma igualdade que envolve as operações fundamentais.
- (CVEL.ETI.EF35MA49) Associar o quociente de uma divisão com resto zero de um número natural por 2, 3, 4, 5 e 10 às ideias de metade, terça, quarta, quinta e décima partes.
- (CVEL.ETI.EF35MA50) Resolver e elaborar problemas envolvendo noções de metade, terça parte, quarta parte, quinta parte e décima parte (no todo contínuo e no todo discreto) utilizando diferentes registros e recursos manipuláveis como apoio.
- (CVEL.ETI.EF35MA51) Representar, por meio de uma fração, as noções de metade, terça parte, quarta parte, quinta parte e décima parte.
- (CVEL.ETI.EF35MA52) Estabelecer relações entre as partes e o todo, em uma fração, no contexto de resolução de problemas utilizando apoio em imagens e material manipulável.
- (CVEL.ETI.EF45MA53) Reconhecer as frações unitárias mais usuais (1/2, 1/3, 1/4, 1/5, 1/10 e 1/100) como unidades de medida menores do que uma unidade, utilizando a reta numérica como recurso.
- (CVEL.ETI.EF45MA54) Estabelecer relações entre as partes e o todo para compreender os números racionais na forma fracionaria. Identificar numerador e denominador das frações estabelecendo as relações entre as partes e todo.
- (CVEL.ETI.EF35MA55) Ler e escrever, por extenso, o nome das frações mais usuais.
- (CVEL.ETI.EF45MA56) Reconhecer que uma mesma quantidade pode ser representada de diferentes maneiras (frações equivalentes). Comparar frações unitárias mais usuais no contexto de resolução de problemas.
- (CVEL.ETI.EF35MA57) Utilizar o conhecimento das frações mais usuais para ler e compreender diferentes textos em que elas aparecem (receitas, rótulos de produtos e outros).
- (CVEL.ETI.EF45MA58) Reconhecer que as regras do sistema decimal podem ser estendidas para os números racionais, na representação decimal.
- (CVEL.ETI.EF45MA59) Ler, escrever (em algarismos e por extenso) e ordenar números racionais na forma decimal com compreensão das principais características do sistema de numeração decimal, utilizando, como recursos, a composição e decomposição e a reta numérica.
- (CVEL.ETI.EF05MA60) Identificar e representar frações (menores e maiores que a unidade), associando-as ao resultado de uma divisão ou à ideia de parte de um todo (contínuo e discreto), utilizando diferentes recursos, inclusive a reta numérica.
- (CVEL.ETI.EF05MA61) Reconhecer e representar na forma fracionária e na forma mista, números fracionários maiores que uma unidade.
- (CVEL.ETI.EF35MA62) Identificar situações em que as frações são utilizadas.
- (CVEL.ETI.EF45MA63) Reconhecer frações com denominador 100 como uma forma de representar porcentagem, e número decimal. Identificar frações equivalentes utilizando estratégias e recursos diversos.
- (CVEL.ETI.EF05MA64) Resolver e elaborar problemas envolvendo o conceito de equivalência.
- (CVEL.ETI.EF05MA65) Comparar duas ou mais frações, em diferentes contextos, a fim de identificar qual delas representa a maior, a menor quantidade e se há equivalência entre elas.
- (CVEL.ETI.EF05MA66) Escrever frações equivalentes a partir de uma fração indicada.
- (CVEL.ETI.EF05MA67) Comparar e ordenar números racionais positivos (representações fracionária e decimal), relacionando-os a pontos na reta numérica.
- (CVEL.ETI.EF05MA68) Associar as representações 10%, 25%, 50%, 75% e 100% respectivamente à décima parte, quarta parte, metade, três quartos e um inteiro, para calcular porcentagens, utilizando estratégias pessoais, cálculo mental e calculadora, em contextos de educação financeira, entre outros.
- (CVEL.ETI.EF45MA69) Utilizar malhas quadriculadas e outros recursos didáticos para representar 10%, 25%, 50%, 75% e 100%.
- (CVEL.ETI.EF45MA70) Compreender as representações, na forma de porcentagem, presentes em textos que circulam em sociedade.
- Medidas de comprimento, massa e capacidade: Tamanho, Espessura, Largura, Altura, Distância; Unidades e instrumentos de medida: não padronizadas (palmos, tiras de papel, etc.) e padronizada (metro, centímetro); Unidades de medida (múltiplo e submúltiplo do metro, do litro, do quilo); Leve, Pesado; Unidades e instrumentos de medida: não padronizadas (balança de objetos) e padronizada (grama, quilograma); Cheio, vazio; Unidades e instrumentos de medida: não padronizadas (copos, xícaras, etc.) e padronizada (litro, mililitro)
- Medida de Superfície: Metro e centímetro quadrado; Área; Perímetro
- Medidas Agrárias (alqueire e hectare)
- Medida de volume: Metro e centímetro cúbico
- Medida de tempo: Duração, Simultaneidade e Sucessão; Unidade e instrumentos de medida: não padronizadas (ampulheta) e padronizada (dia, semana, mês, ano, semestre, bimestre, trimestre, minuto, hora)
- Medida de Valor (Sistema monetário brasileiro): Pouco, Muito; Unidade de medida: não padronizadas (fichas, folhas, pedras, etc.) e padronizada (real, centavo); Conceitos de comercialização: troco, prestações, crédito, dívida, lucro, cartão de crédito, boleto bancário etc.
- (CVEL.ETI.EF12MA71) Comparar comprimentos, capacidades ou massas, utilizando termos como mais alto, mais baixo, mais comprido, mais curto, mais grosso, mais fino, mais largo, mais pesado, mais leve, cabe mais, cabe menos, entre outros, para ordenar objetos de uso cotidiano.
- (CVEL.ETI.EF12MA72) Resolver e elaborar problemas utilizando instrumentos de medida não padronizados (palmo, passo, pé, polegada e outros).
- (CVEL.ETI.EF15MA73) Reconhecer os instrumentos de medida padronizado mais usuais e a sua função social (régua, fita métrica, trena, balança e outros).
- (CVEL.ETI.EF15MA74) Reconhecer objetos que se compra por metro, quilograma, litro, por unidade e por dúzia.
- (CVEL.ETI.EF25MA75) Estimar, medir e comparar comprimentos de lados de salas (incluindo contorno) e de polígonos, utilizando unidades de medida não padronizadas e padronizadas (metro, centímetro e milímetro) e instrumentos adequados.
- (CVEL.ETI.EF25MA76) Conhecer aspectos históricos relacionados às medidas de comprimento, os instrumentos de medida mais usuais (metro, régua, fita métrica, trena e metro articulado) e a sua função social.
- (CVEL.ETI.EF25MA77) Estabelecer relações entre as unidades mais usuais de medida como: metro, centímetro e milímetro.
- (CVEL.ETI.EF25MA78) Utilizar instrumentos adequados para medir e comparar diferentes comprimentos.
- (CVEL.ETI.EF25MA79) Resolver e elaborar problemas utilizando medidas não padronizadas e padronizadas de comprimento (metro e centímetro).
- (CVEL.ETI.EF25MA80) Estimar, medir e comparar capacidade e massa, utilizando estratégias e registros pessoais e unidades de medida não padronizadas ou padronizadas (litro, mililitro, grama e quilograma).
- (CVEL.ETI.EF25MA81) Compreender as unidades de medidas no contexto dos gêneros textuais que circulam em sociedade, em especial nos rótulos dos produtos e panfletos de propaganda.
- (CVEL.ETI.EF15MA82) Identificar produtos que podem ser comprados por litro e quilograma.
- (CVEL.ETI.EF35MA83) Reconhecer que o resultado de uma medida depende da unidade de medida utilizada.
- (CVEL.ETI.EF35MA84) Compreender o conceito de grandezas, medidas e unidade de medida.
- (CVEL.ETI.EF35MA85) Estimar grandezas utilizando unidades de medidas convencionais.
- (CVEL.ETI.EF35MA86) Perceber a necessidade de utilizar unidades padronizadas e não padronizadas para realizar medições em diferentes situações do cotidiano.
- (CVEL.ETI.EF35MA87) Reconhecer e estabelecer relações entre as unidades usuais de medida como metro, centímetro, grama, quilograma, litro, mililitro, identificando em quais momentos elas são utilizadas.
- (CVEL.ETI.EF35MA88) Escolher a unidade de medida e o instrumento mais apropriado para medições de comprimento, tempo e capacidade.
- (CVEL.ETI.EF35MA89) Estimar, medir e comparar comprimentos, utilizando unidades de medida não padronizadas e padronizadas mais usuais (metro, centímetro e milímetro) e diversos instrumentos de medida.
- (CVEL.ETI.EF35MA90) Registar o resultado de medições após a utilização de instrumentos de medida padronizado e não padronizado. Resolver e elaborar problemas envolvendo medidas de comprimento.
- (CVEL.ETI.EF35MA91) Compreender textos de diferentes gêneros em que há informações relacionadas às medidas de comprimento.
- (CVEL.ETI.EF35MA92) Ler e registrar o resultado de uma medida de massa em diferentes tipos de balança (digital e de ponteiros, por exemplo).
- (CVEL.ETI.EF35MA93) Resolver e elaborar problemas envolvendo medidas de massa e capacidade utilizando recursos didáticos manipuláveis ou digitais.
- (CVEL.ETI.EF45MA94) Medir, comparar e estimar área de figuras planas desenhadas em malha quadriculada, pela contagem dos quadradinhos ou de metades de quadradinho, reconhecendo que duas figuras com formatos diferentes podem ter a mesma medida de área.
- (CVEL.ETI.EF45MA95) Diferenciar medida de comprimento e medida de superfície.
- (CVEL.ETI.EF45MA96) Estabelecer relações entre área e perímetro para reconhecer que duas ou mais figuras distintas em sua forma podem ter a mesma medida de área, no entanto, podem ter perímetros diferentes.
- (CVEL.ETI.EF45MA97) Resolver e elaborar problemas envolvendo medidas de área utilizando diferentes estratégias e recursos manipuláveis, malha quadriculada e recursos digitais.
- (CVEL.ETI.EF45MA98) Utilizar o metro e o centímetro quadrado, como unidades de medida padronizada para resolver problemas que envolvem medida de área.
- (CVEL.ETI.EF45MA99) Compreender as medidas de comprimento, perímetro e área nos diferentes textos que circulam em sociedade.
- (CVEL.ETI.EF05MA100) Estabelecer relações entre medidas, números racionais (expressos na forma decimal e fracionária) e porcentagem.
- (CVEL.ETI.EF05MA101) Concluir, por meio de investigações, que figuras de perímetros iguais podem ter áreas diferentes e que, também, figuras que têm a mesma área podem ter perímetros diferentes.
- (CVEL.ETI.EF05MA102) Calcular a área e o perímetro de polígonos com e sem o auxílio de malhas quadriculadas.
- (CVEL.ETI.EF05MA103) Compreender as medidas agrárias (alqueire e hectare) nos diferentes textos que circulam na sociedade.
- (CVEL.ETI.EF05MA104) Reconhecer volume como grandeza associada a sólidos geométricos e medir volumes por meio de empilhamento de cubos, utilizando, preferencialmente, objetos concretos (manipuláveis).
- (CVEL.ETI.EF05MA105) Compreender as medidas de volume nos diferentes textos que circulam em sociedade.
- (CVEL.ETI.EF05MA106) Conhecer centímetro e metro cúbico por meio da ideia de empilhamento de cubos no contexto de resolução de problemas
- (CVEL.ETI.EF15MA107) Relatar em linguagem verbal ou não verbal sequência de acontecimentos relativos a um dia, utilizando, quando possível, os horários dos eventos e termos que marcam o tempo: antes, durante e depois, ontem, hoje e amanhã.
- (CVEL.ETI.EF15MA108) Utilizar expressões relativas ao tempo cronológico (ontem, hoje, amanhã etc.) com compreensão.
- (CVEL.ETI.EF15MA109) Perceber a necessidade de relacionar uma sequência de acontecimentos relativos a um dia com o tempo cronológico.
- (CVEL.ETI.EF15MA110) Reconhecer instrumentos que auxiliam na determinação de medidas do tempo cronológico (relógio, calendário).
- (CVEL.ETI.EF15MA111) Estabelecer noções de duração e sequência temporal (períodos do dia, dias, semanas, meses do ano, ano etc.).
- (CVEL.ETI.EF15MA112) Produzir a escrita de uma data, apresentando o dia, o mês e o ano, e indicar o dia da semana de uma data, consultando calendários.
- (CVEL.ETI.EF25MA113) Indicar a duração de intervalos de tempo entre duas datas, como dias da semana e meses do ano, utilizando calendário, para planejamentos e organização de agenda.
- (CVEL.ETI.EF25MA114) Conhecer aspectos históricos relacionados às medidas de tempo.
- (CVEL.ETI.EF25MA115) Reconhecer os dias da semana e os meses do ano para registrar datas, indicando o dia, mês e ano em diferentes situações, na forma abreviada e escrita por extenso.
- (CVEL.ETI.EF25MA116) Utilizar o calendário para registrar e localizar datas relacionadas às diferentes situações vivenciadas e que fazem parte da cultura local/regional.
- (CVEL.ETI.EF25MA117) Medir a duração de um intervalo de tempo por meio de relógio digital e registrar o horário do início e do fim do intervalo.
- (CVEL.ETI.EF25MA118) Conhecer diferentes tipos de relógio (digital e analógico) e ler horas em relógios digitais e analógicos (hora exata).
- (CVEL.ETI.EF25MA119) Relacionar os acontecimentos diários aos registros de tempo (hora).
- (CVEL.ETI.EF35MA120) Ler e registrar medidas e intervalos de tempo, utilizando relógios (analógico e digital) para informar os horários de início e término de realização de uma atividade e sua duração.
- (CVEL.ETI.EF35MA121) Ler horas em relógios digitais e em relógios analógicos e reconhecer a relação entre hora e minutos e entre minuto e segundos.
- (CVEL.ETI.EF35MA122) Registrar as horas a partir da leitura realizada em relógios digitais e analógicos. Compreender o modo como o tempo é organizado: 7 dias compõem 1 semana, 4 semanas compõem 1 mês, 2 meses compõem o bimestre, 3 meses compõem o trimestre, 6 meses compõem o semestre e 12 meses compõem 1 ano.
- (CVEL.ETI.EF35MA123) Resolver e elaborar problemas envolvendo medidas de tempo (dias/semanas/meses, horas/minutos/ segundos).
- (CVEL.ETI.EF35MA124) Compreender textos de diferentes gêneros em que a medida de tempo (horas e datas) se faz presente.
- (CVEL.ETI.EF45MA125) Resolver e elaborar problemas envolvendo medidas de tempo estabelecendo relações entre horas/ minutos e minutos/segundos.
- (CVEL.ETI.EF45MA126) Conhecer maneiras e possibilidades de agrupamento envolvendo medidas de tempo, tais como bimestre, trimestre, semestre, década, século e milênio em diferentes contextos.
- (CVEL.ETI.EF45MA127) Converter horas em minutos, minutos em segundos e horas em segundos no processo de resolução de problemas.
- (CVEL.ETI.EF45MA128) Estabelecer relações entre as medidas de tempo e as frações (1/2 de 1 hora, 1/4 de 1 hora etc.).
- (CVEL.ETI.EF15MA129) Reconhecer e relacionar valores de moedas e cédulas do sistema monetário brasileiro e outros de acordo com a cultura local para resolver situações simples do cotidiano do estudante.
- (CVEL.ETI.EF15MA130) Compreender as ideias de compra e venda utilizando-se de representações de dinheiro (cédulas e moedas sem valor) em diferentes contextos.
- (CVEL.ETI.EF15MA131) Resolver e elaborar problemas envolvendo o sistema monetário brasileiro.
- (CVEL.ETI.EF35MA132) Resolver e elaborar problemas que envolvam a comparação e a equivalência de valores monetários do sistema brasileiro em situações de compra venda e troca.
- (CVEL.ETI.EF35MA133) Conhecer aspectos históricos relacionados ao sistema monetário brasileiro.
- (CVEL.ETI.EF35MA132) Compreender os diferentes contextos em que o dinheiro é utilizado por meio da leitura de textos que circulam no comércio, situações de compra e venda, pesquisas de campo, trocas de experiências entre os pares e outras situações.
- (CVEL.ETI.EF35MA133) Reconhecer e estabelecer relações de troca entre as cédulas e moedas que circulam no Brasil, resolvendo e elaborando problemas que envolvem o sistema monetário brasileiro. Conhecer outros sistemas de medida de valor conforme a cultura local.
- (CVEL.ETI.EF35MA134) Conhecer e utilizar palavras relacionadas ao contexto de comércio: a prazo, à vista, descontos e acréscimos, troco, prestações, crédito, dívida, lucro, prejuízo, cheque, cartão de crédito, boletos bancários e etc.).
- (CVEL.ETI.EF45MA135) Reconhecer que as regras do sistema de numeração decimal podem ser estendidas para a representação decimal de um número racional e relacionar décimos e centésimos com a representação do sistema monetário brasileiro.
- (CVEL.ETI.EF45MA136) Relacionar décimos e centésimos com a representação do sistema monetário brasileiro.
- (CVEL.ETI.EF45MA137) Ler e escrever, por extenso, o valor expresso no sistema monetário brasileiro.
- (CVEL.ETI.EF45MA138) Representar valores relacionados ao sistema monetário brasileiro utilizando símbolos convencionais.
- (CVEL.ETI.EF45MA139) Estabelecer relações e fazer trocas envolvendo as cédulas e moedas do sistema monetário brasileiro em diferentes contextos.
- (CVEL.ETI.EF45MA140) Resolver e elaborar problemas que envolvam situações de compra e venda e formas de pagamento (cédulas e moedas, cartão de crédito e cheque), utilizando termos como troco, desconto, acréscimo, pagamento a prazo e à vista, lucro e prejuízo, enfatizando o consumo ético, consciente e responsável.
- (CVEL.ETI.EF45MA141) Comparar, analisar e avaliar valores monetários em situações de compra e venda (vantagens e desvantagens).
- Localização espacial: Ponto de referência (mais de um ponto, roteiros; planta-baixa, croquis, mapas); Plano cartesiano; Escala
- Geometria Espacial — Figuras geométricas espaciais (Poliedros): Poliedros (categorias); Face; Arestas; Vértices
- Geometria Plana: Dimensão (uni e bidimensional); Polígono: face; Simetria; Retas paralelas, perpendiculares, transversais; Ângulos (retos, não retos e congruentes)
- (CVEL.ETI.EF15MA142) Descrever a localização de pessoas e de objetos no espaço em relação à sua própria posição, utilizando termos como à direita, à esquerda, em frente, atrás.
- (CVEL.ETI.EF15MA142) Localizar-se no espaço utilizando as noções de embaixo e em cima, dentro e fora, frente e atrás, direita e esquerda utilizando plantas baixas simples e iniciar o uso de recursos digitais.
- (CVEL.ETI.EF15MA143) Representar o espaço, incluindo percursos e trajetos, por meio de registros pessoais, identificando pontos de referência a fim de localizar -- se em ambientes variados e/ou desconhecidos.
- (CVEL.ETI.EF15MA144) Descrever a localização de pessoas e de objetos no espaço segundo um dado ponto de referência, compreendendo que, para a utilização de termos que se referem à posição, como direita, esquerda, em cima, embaixo, é necessário explicitar-se o referencial.
- (CVEL.ETI.EF15MA145) Localizar um objeto ou pessoa no espaço descrevendo a posição que este ocupa de acordo com um ponto de referência utilizando noções de direita, esquerda, em cima e embaixo, na frente e atrás, dentro e fora.
- (CVEL.ETI.EF25MA146) Identificar e registrar, em linguagem verbal ou não verbal, a localização e os deslocamentos de pessoas e de objetos no espaço, considerando mais de um ponto de referência, e indicar as mudanças de direção e de sentido.
- (CVEL.ETI.EF25MA147) Identificar pontos de referência para situar-se e deslocar-se no espaço.
- (CVEL.ETI.EF25MA148) Ler a representação de um dado percurso e deslocar-se no espaço da sala de aula/escola a partir da sua compreensão.
- (CVEL.ETI.EF25MA149) Esboçar roteiros a ser seguidos ou plantas de ambientes familiares, assinalando entradas, saídas e alguns pontos de referência.
- (CVEL.ETI.EF35MA150) Descrever e representar, por meio de esboços de trajetos ou utilizando croquis e maquetes, a movimentação de pessoas ou de objetos no espaço, incluindo mudanças de direção e sentido, com base em diferentes pontos de referência.
- (CVEL.ETI.EF45MA151) Descrever deslocamentos e localização de pessoas e de objetos no espaço, por meio de malhas quadriculadas e representações como desenhos, mapas, planta baixa e croquis, empregando termos como direita e esquerda, mudanças de direção e sentido, intersecção, transversais, paralelas e perpendiculares.
- (CVEL.ETI.EF45MA152) Identificar representações de retas nos objetos do mundo físico, nas construções arquitetônicas, nas artes, nos mapas e outros.
- (CVEL.ETI.EF05MA153) Utilizar e compreender diferentes representações para a localização de objetos no plano, como mapas, células em planilhas eletrônicas e coordenadas geográficas, a fim de desenvolver as primeiras noções de coordenadas cartesianas.
- (CVEL.ETI.EF05MA154) Localizar objetos (pontos ou imagens) a partir da indicação das coordenadas geográficas representadas em malhas quadriculadas.
- (CVEL.ETI.EF05MA155) Resolver e elaborar problemas que envolvem o deslocamento de pessoas/objetos no espaço.
- (CVEL.ETI.EF05MA156) Ler mapas e croquis para localizar-se no espaço e criar representações deste (plantas baixas e maquetes).
- (CVEL.ETI.EF05MA157) Interpretar, descrever e representar a localização ou movimentação de objetos no plano cartesiano (1.º quadrante), utilizando coordenadas cartesianas, indicando mudanças de direção e de sentido e giros.
- (CVEL.ETI.EF05MA158) Resolver e elaborar problemas envolvendo a localização e a movimentação de objetos/pessoas no plano cartesiano (1o quadrante).
- (CVEL.ETI.EF15MA159) Reconhecer e relacionar figuras geométricas espaciais (cones, cilindros, esferas, pirâmides e blocos retangulares) a objetos familiares do mundo físico.
- (CVEL.ETI.EF15MA160) Identificar as faces, os vértices e as arestas em poliedros.
- (CVEL.ETI.EF15MA161) Reconhecer, nomear e comparar figuras geométricas espaciais (cubo, bloco retangular, pirâmide, cone, cilindro e esfera), relacionando-as com objetos do mundo físico (natureza e construções humanas).
- (CVEL.ETI.EF15MA162) Identificar as características das figuras geométricas espaciais observando semelhanças e diferenças (cones, cilindros, esferas, pirâmides e blocos retangulares) e classificá-las em dois grupos: formas arredondadas (não-poliedros ou corpos redondos) e formas não-arredondadas (poliedros).
- (CVEL.ETI.EF25MA163) Identificar semelhanças e diferenças entre cubos e quadrados, paralelepípedos e retângulos, pirâmides e triângulos, esferas e círculos pela observação de seus atributos.
- (CVEL.ETI.EF25MA164) Resolver problemas de caráter investigativo, quebra-cabeças e desafios envolvendo geometria espacial.
- (CVEL.ETI.EF25MA165) Visualizar e representar os objetos (bidimensional e tridimensional) em diferentes posições (vista superior, frontal e lateral).
- (CVEL.ETI.EF25MA166) Descrever características de algumas figuras geométricas espaciais (prismas retos, pirâmides, cilindros, cones), relacionando-as com suas planificações.
- (CVEL.ETI.EF35MA167) Classificar e comparar figuras geométricas espaciais de acordo com as suas características (formas arredondadas e não arredondadas, número de lados do polígono da base e etc.).
- (CVEL.ETI.EF35MA168) Identificar o número de faces, vértices e arestas de uma figura geométrica espacial.
- (CVEL.ETI.EF45MA169) Associar prismas e pirâmides a suas planificações e analisar, nomear e comparar seus atributos, estabelecendo relações entre as representações planas e espaciais.
- (CVEL.ETI.EF45MA170) Identificar as características que diferenciam os poliedros (prismas, pirâmides) e corpos redondos.
- (CVEL.ETI.EF45MA171) Classificar figuras geométricas espaciais de acordo com as seguintes categorias: prismas, pirâmides e corpos redondos.
- (CVEL.ETI.EF05MA172) Visualizar e representar os objetos (bidimensional e tridimensional) em diferentes posições (vista superior, frontal e lateral).
- (CVEL.ETI.EF05MA173) Associar figuras espaciais a suas planificações (prismas, pirâmides, cilindros e cones) e analisar, nomear e comparar seus atributos utilizando recursos manipuláveis e digitais para visualização e análise.
- (CVEL.ETI.EF05MA174) Observar a presença e a importância da geometria plana e espacial na organização do espaço e dos objetos ao seu redor.
- (CVEL.ETI.EF15MA175) Identificar e nomear figuras planas (círculo, quadrado, retângulo e triângulo) em desenhos apresentados em diferentes disposições ou em contornos de faces de sólidos geométricos.
- (CVEL.ETI.EF15MA176) Identificar atributos (cor, forma e medida) em representações de formas geométricas a fim de classificá-las e nomeá-las em diferentes situações.
- (CVEL.ETI.EF15MA177) Reconhecer as figuras triangulares, retangulares, quadradas e circulares presentes em diferentes contextos, relacionando-as com objetos familiares do cotidiano.
- (CVEL.ETI.EF15MA178) Reconhecer objetos representados no plano a partir da vista superior, frontal e lateral.
- (CVEL.ETI.EF25MA179) Identificar a figura geométrica plana a partir da forma da face de uma figura geométrica espacial, por meio do seu contorno.
- (CVEL.ETI.EF35MA180) Classificar e comparar figuras planas (triângulo, quadrado, retângulo, trapézio e paralelogramo) em relação a seus lados (quantidade, posições relativas e comprimento) e vértices.
- (CVEL.ETI.EF35MA181) Reconhecer figuras congruentes, usando sobreposição e desenhos em malhas quadriculadas ou triangulares, incluindo o uso de tecnologias digitais.
- (CVEL.ETI.EF15MA182) Identificar semelhanças e diferenças entre figuras planas.
- (CVEL.ETI.EF45MA183) Reconhecer ângulos retos e não retos em figuras poligonais com o uso de dobraduras, esquadros ou softwares de geometria.
- (CVEL.ETI.EF45MA184) Identificar a presença e representações de ângulos nos objetos do mundo físico.
- (CVEL.ETI.EF45MA185) Identificar "o grau" como unidade de medida de ângulo e o transferidor como instrumento utilizado para realizar a medição.
- (CVEL.ETI.EF45MA186) Reconhecer simetria de reflexão em figuras e em pares de figuras geométricas planas e utilizá-la na construção de figuras congruentes, com o uso de malhas quadriculadas e de softwares de geometria.
- (CVEL.ETI.EF45MA187) Identificar a simetria nos objetos do mundo físico e outras representações.
- (CVEL.ETI.EF05MA188) Reconhecer, nomear e comparar polígonos, considerando lados, vértices e ângulos, e desenhá-los, utilizando material de desenho ou tecnologias digitais.
- (CVEL.ETI.EF05MA189) Classificar os polígonos de acordo com seus atributos: regulares e irregulares; quadriláteros, triângulos e outros.
- (CVEL.ETI.EF05MA190) Reconhecer a congruência dos ângulos e a proporcionalidade entre os lados correspondentes de figuras poligonais em situações de ampliação e de redução em malhas quadriculadas e usando tecnologias digitais.
- (CVEL.ETI.EF05MA191) Ampliar e reduzir polígonos, proporcionalmente, utilizando malhas quadriculadas e tecnologias digitais.
- (CVEL.ETI.EF05MA192) Reconhecer que, ao ampliar ou reduzir um polígono, proporcionalmente, o ângulo se mantém congruente.
- (CVEL.ETI.EF05MA193) Reconhecer que, ao ampliar ou reduzir um polígono, a medida de todos os lados devem aumentar ou diminuir na mesma proporção.
- (CVEL.ETI.EF05MA194) Reconhecer simetria de reflexão em figuras e pares de figuras geométricas planas e utilizá-la na construção de figuras congruentes, com uso de malhas quadriculadas e softwares de geometria.
- (CVEL.ETI.EF05MA195) Utilizar instrumentos de desenho ou software para representar retas paralelas, perpendiculares e transversais.
- Espaço amostral: Eventos aleatórios — Probabilidade; Dados; Média Aritmética
- Tabelas: Simples e de dupla entrada — Linhas e Colunas
- Gráficos: Barras; Colunas; Linhas; Setor; Legenda
- (CVEL.ETI.EF15MA196) Classificar eventos envolvendo o acaso, tais como "acontecerá com certeza", "talvez aconteça" e "é impossível acontecer", em situações do cotidiano.
- (CVEL.ETI.EF25MA197) Classificar resultados de eventos cotidianos aleatórios como "pouco prováveis", "muito prováveis", "improváveis" e "impossíveis".
- (CVEL.ETI.EF35MA198) Identificar, em eventos familiares aleatórios, todos os resultados possíveis, estimando os que têm maiores ou menores chances de ocorrência.
- (CVEL.ETI.EF45MA199) Identificar, entre eventos aleatórios cotidianos, aqueles que têm maior chance de ocorrência, reconhecendo características de resultados mais prováveis, sem utilizar frações.
- (CVEL.ETI.EF05MA200) Apresentar todos os possíveis resultados de um experimento aleatório, estimando se esses resultados são igualmente prováveis ou não.
- (CVEL.ETI.EF05MA201) Determinar a probabilidade de ocorrência de um resultado em eventos aleatórios, quando todos os resultados possíveis têm a mesma chance de ocorrer (equiprováveis).
- (CVEL.ETI.EF45MA202) Analisar as informações coletadas para concluir e comunicar, oralmente e por escrito, o resultado de suas pesquisas.
- (CVEL.ETI.EF45MA203) Compreender os fenômenos pesquisados utilizando-se do conceito de média aritmética.
- (CVEL.ETI.EF45MA204) Calcular a média aritmética dos acontecimentos, por exemplo: média de gols de uma partida; média de chuva em determinado período; entre outros.
- (CVEL.ETI.EF15MA205) Ler e compreender dados expressos em listas, tabelas e em gráficos de colunas simples e outros tipos de imagens.
- (CVEL.ETI.EF15MA206) Expressar, por meio de registros pessoais, as ideias que elaborou a partir da leitura de listas, tabelas, gráficos e outras imagens.
- (CVEL.ETI.EF15MA207) Realizar pesquisa, envolvendo até duas variáveis categóricas de seu interesse em universo de até 30 elementos, e organizar dados por meio de representações pessoais.
- (CVEL.ETI.EF15MA208) Elaborar formas pessoais de registro para comunicar informações coletadas em uma determinada pesquisa.
- (CVEL.ETI.EF15MA209) Representar as informações pesquisadas em gráficos de colunas e/ou barras, utilizando malhas quadriculadas.
- (CVEL.ETI.EF25MA210) Comparar informações de pesquisas apresentadas por meio de tabelas de dupla entrada e em gráficos de colunas simples ou barras, para melhor compreender aspectos da realidade próxima.
- (CVEL.ETI.EF25MA211) Compreender informações apresentadas em listas, tabelas, gráficos e outros tipos de imagens e produzir textos para expressar as ideias que elaborou a partir da leitura.
- (CVEL.ETI.EF25MA212) Realizar pesquisa em universo de até 30 elementos, escolhendo até três variáveis categóricas de seu interesse, organizando os dados coletados em listas, tabelas e gráficos de colunas simples com apoio de malhas quadriculadas.
- (CVEL.ETI.EF25MA213) Resolver e elaborar problemas a partir das informações apresentadas em tabelas e gráficos de colunas ou barras simples.
- (CVEL.ETI.EF25MA214) Ler e compreender legendas em diferentes situações.
- (CVEL.ETI.EF35MA215) Resolver e elaborar problemas cujos dados estão apresentados em tabelas de dupla entrada, gráficos de barras ou de colunas apresentadas nos diferentes gêneros textuais que circulam em sociedade.
- (CVEL.ETI.EF35MA216) Ler, interpretar e comparar dados apresentados em tabelas de dupla entrada, gráficos de barras ou de colunas, envolvendo resultados de pesquisas significativas, utilizando termos como maior e menor frequência, apropriando-se desse tipo de linguagem para compreender aspectos da realidade sociocultural significativos.
- (CVEL.ETI.EF35MA217) Produzir textos para expressar as ideias que elaborou a partir da leitura de tabelas de dupla entrada, gráficos de barras ou de colunas.
- (CVEL.ETI.EF35MA218) Realizar pesquisa envolvendo variáveis categóricas em um universo de até 50 elementos, organizar os dados coletados utilizando listas, tabelas simples ou de dupla entrada e representá-los em gráficos de colunas simples, com e sem uso de tecnologias digitais.
- (CVEL.ETI.EF45MA219) Analisar dados apresentados em tabelas simples ou de dupla entrada e em gráficos de colunas ou pictóricos, com base em informações das diferentes áreas do conhecimento, e produzir texto com a síntese de sua análise.
- (CVEL.ETI.EF45MA220) Analisar as informações coletadas para concluir e comunicar, oralmente e por escrito, o resultado das suas pesquisas.
- (CVEL.ETI.EF45MA221) Resolver problemas envolvendo dados estatísticos e informações das diferentes áreas do conhecimento para compreender aspectos da realidade social, cultural, política e econômica.
- (CVEL.ETI.EF45MA222) Conhecer diferentes tipos de gráficos e tabelas.
Avaliação
No contexto da avaliação no Laboratório de Matemática, é essencial que haja uma observação constante das ações dos alunos, especialmente em relação às suas diversas formas de comunicação, nos jogos e tarefas desenvolvidas. De acordo com Martins (2005), a avaliação do aprendizado deve ser baseada na atividade principal em que a criança está envolvida, em diferentes momentos, estabelecendo uma conexão entre o processo de aprender e o desenvolvimento. Martins (2005), a esse respeito, afirma que:
Tal avaliação também deve contemplar o desenvolvimento das funções psicológicas que estão implicadas nas atividades propostas pelo professor: será através dessas atividades que a criança desenvolverá o seu pensamento, a linguagem, a atenção voluntária, a memória, estabelecerá relações e correlações etc.
Conforme destacado por Moraes e Moura (2009), a avaliação é uma parte intrínseca do planejamento e da execução das atividades educacionais, sendo fundamental para que o professor reflita sobre a qualidade de sua prática pedagógica e, se necessário, ajuste seu planejamento com novas estratégias para promover o desenvolvimento intelectual dos alunos.
No Laboratório de Matemática, as produções dos alunos são instrumentos fundamentais para a avaliação, podendo ser realizadas de forma coletiva, durante os jogos e tarefas propostas. As observações feitas pelos professores servem para documentar essas produções, podendo incluir registros fotográficos e audiovisuais, conforme apropriado para cada situação. Essas ações pedagógicas devem ser analisadas em conjunto durante momentos organizados pela Instituição de Ensino, visando o desenvolvimento dos alunos, a periodização e os encaminhamentos relacionados à atividade principal.
A avaliação tem seu início no planejamento das ações de ensino, sendo influenciada pela organização e pelos recursos utilizados nesse processo. Assim, a avaliação é uma das ações da atividade de ensino conduzida pelo professor e da atividade de estudo realizada pelos alunos, atuando como mediadora entre essas duas atividades no contexto dos processos de ensino e de aprendizagem. Com base no conceito de Atividade Orientadora de Ensino, Moraes (2008) destaca a importância dessa abordagem teórica para a organização do trabalho pedagógico, enfatizando a necessidade de uma avaliação contínua e reflexiva para promover o desenvolvimento integral dos alunos, ressaltando que:
[...] a avaliação como mediadora das atividades de ensino elaboradas pela professora e das atividades de aprendizagem realizadas pelos alunos. Mediadora no sentido de fornecer elementos para o professor e o aluno refletirem sobre suas ações, conscientizando-os do processo de ensinar e aprender. A avaliação por meio da análise das ações de ensino e aprendizagem possibilita a intervenção dos envolvidos no processo pedagógico com vistas, se necessário, a redirecionar as ações com o intuito de chegar à materialização da atividade, seu objeto. No caso do processo de ensino e de aprendizagem, o objeto da atividade constitui-se na transformação dos sujeitos pelo processo de apropriação dos conhecimentos.
Para verificar o que foi apropriado pelo aluno, faz-se necessário, de modo intencional, construir instrumentos avaliativos que possibilitem analisar se os objetivos propostos no planejamento foram alcançados. Tais instrumentos podem ser: exposições orais, resolução de problema, jogos, brincadeiras, trabalho em grupo. No entanto, esses instrumentos devem fazer parte da própria atividade de ensino elaborada pelo professor, não algo que se distancia dessa organização.
Outro ponto fundamental para se compreender o processo de aprendizagem e de desenvolvimento é a dinâmica entre o nível do desenvolvimento real dos alunos e as potencialidades de aprendizagem, manifestadas por meio da zona de desenvolvimento próximo — dois conceitos fundamentais definidos por Vigotski (2000). Nesse sentido, o trabalho pedagógico precisa atuar como campo de possibilidades para o desenvolvimento dos alunos, de modo que eles superem, por meio da apropriação dos conceitos matemáticos, as formas empíricas de controlar quantidades e as diferentes grandezas e alcancem as formas mais elaboradas produzidas historicamente. Percorrer esse movimento nos processos de ensino e de aprendizagem é ponto central do processo avaliativo do ensino e da aprendizagem que objetiva a emancipação dos sujeitos.
No contexto do ensino de Matemática, Moraes (2008) destaca a importância de considerar o conceito sendo ensinado, suas conexões conceituais e as operações mentais necessárias para sua internalização ao avaliar a aprendizagem matemática. A compreensão dos nexos conceituais relacionados a um conceito é essencial para orientar a prática docente e, por conseguinte, avaliar o progresso dos alunos. Portanto, a complexidade do conceito e as condições objetivas para sua aquisição são elementos cruciais na avaliação do aprendizado de conhecimentos matemáticos.
A avaliação é um componente essencial dos processos de ensino e de aprendizagem, englobando tanto a condução pedagógica do professor quanto as ações de aprendizagem realizadas pelo aluno. Seu principal referencial são os conhecimentos teóricos essenciais para a formação integral dos indivíduos envolvidos no contexto educativo.
Referências
- BAURU. Proposta pedagógica para a Educação Infantil do Sistema Municipal de Ensino de Bauru/SP [recurso eletrônico]. Secretaria Municipal de Educação, 2016. Disponível em: https://www2.bauru.sp.gov.br/arquivos/arquivos_site/sec_educacao/curriculo_comum_educacao_infantil.pdf. Acesso em: 18 jun. 2019.
- CASCAVEL (PR). Secretaria Municipal de Educação. Currículo para a Rede Pública de Ensino de Cascavel: volume II: Ensino Fundamental — Anos Iniciais. Coordenação geral: Rosane Aparecida Brandalise Corrêa; assessora geral: Marta Sueli Sforni. Cascavel: SEMED, 2020.
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Notas
- 1.Para aprofundamento, consultar o texto “Desenvolvimento Humano”, p. 31 a 54 — Volume I (Educação Infantil) e/ou p. 32 a 55 — Volume II (Ensino Fundamental) do Currículo para a Rede Pública Municipal de Ensino de Cascavel — Paraná.
- 2.Para aprofundamento, consultar o texto “Desenvolvimento Humano”, p. 31 a 54 — Volume I (Educação Infantil) e/ou p. 32 a 55 — Volume II (Ensino Fundamental) do Currículo para a Rede Pública Municipal de Ensino de Cascavel — Paraná.
- 3.Citam-se alguns estudos que abordaram o ensino de Matemática na Educação Infantil na relação com a atividade principal da criança: Moya (2015), Ferro (2023) e Moraes et al. (2017), entre outros.
- 4.Adaptação a partir da atividade sistematizada em conjunto com as tutoras da Equipe Pró-letramento — Matemática da Universidade Estadual de Maringá (07/05/2013), sob a coordenação das professoras formadoras: Silvia Pereira G. Moraes, Luciana F. Lacanallo Arrais, Thaís Sá Gomes Novaes e Eliana C. Graciliano.
- 5.Análise: é a capacidade de examinar o enunciado de uma situação-problema e decompor suas partes para escolher os procedimentos necessários à solução. Conforme Kalmykova (1991, p. 24): “Uma assimilação consciente dos métodos de resolução dos problemas não só exige que se assimile o correspondente sistema de operações aritméticas, mas também a forma de raciocínio mediante a qual os alunos analisam o conteúdo de um problema e escolhem determinadas operações”. Síntese: ao chegar à solução, chega-se à síntese desse processo, que será discutida e avaliada coletiva ou individualmente para a verificação da resposta, observando-se se ela é eficaz. Análise e síntese não acontecem isoladamente; estão dialeticamente interligadas.
- 6.Texto elaborado por Anemari R. L. V. Lopes e Maria Isabel B. Serrão para a Oficina Pedagógica de Matemática vinculada ao GEPAPe-USP (Grupo de Estudos e Pesquisa da Atividade Pedagógica). Adaptado por: Silvia A. Tavares e Wellington L. Cedro.
- 7.Etapas para a solução do problema desencadeador podem ser encontradas nos estudos de Polya (1995), que se sintetizam da seguinte forma: Compreender o problema — O que se pede no problema? Quais são os dados e as condições do problema? É possível fazer uma figura, um esquema ou um diagrama? É possível estimar a resposta? Elaborar um plano (estratégias para solução) — Qual é o seu plano para resolver o problema? Que estratégia você tentará desenvolver? Você se lembra de um problema semelhante que pode ajudá-lo a resolver este? Tente organizar os dados em tabelas e gráficos. Tente resolver o problema por partes. Executar o plano — Execute o plano elaborado, verificando-o passo a passo. Efetue todos os cálculos indicados no plano. Execute todas as estratégias pensadas, obtendo várias maneiras de resolver o mesmo problema. Retrospecto do problema — Examine se a solução obtida está correta. Existe outra maneira de resolver o problema? É possível usar o método empregado para resolver problemas semelhantes?
- 8.A organização desses quadros, teórica-metodológica, está explicitada na Proposta Curricular da Rede de Ensino de Cascavel, destes dois níveis de ensino (2020).



