Cultura corporal de movimento
A edição de 2026 organiza o componente em cinco eixos articulados: dança, jogos, ginástica, esportes e lutas.

11.1 Concepção de Educação Física
Nas diversas atividades humanas como a ciência, a arte, a filosofia e o esporte se expõe capacidades humano-genéricas sintetizadas sob a forma de conceitos teóricos, indispensáveis para os processos de humanização. A compreensão teórica dos fenômenos nas diferentes áreas de conhecimento contribui no processo de formação e sociabilidade dos sujeitos (Nascimento, 2014).
Na escola, as ações pedagógicas devem contribuir para que os estudantes estabeleçam relações sistematizadas com os conceitos teóricos dessas atividades humanas. Assim, os laboratórios de Educação Física tem por finalidade ensinar os conhecimentos humano-genéricos produzidos e encarnados na cultura corporal, que possibilitam ao estudante o seu desenvolvimento integral (Nascimento, 2014).
Em cada uma das atividades ofertadas nos Laboratórios de Educação Física é preciso considerar no planejamento e garantir no ensino a unidade entre conteúdo e forma, possibilitando que o aluno reproduza o conceito em suas ações práticas e verbais no decorrer da aula (Davidov, 1988).
A Educação Física se estabelece no contexto educacional como um componente curricular que tem como objeto de estudo a cultura corporal, um conjunto de conhecimentos construídos historicamente pela humanidade a partir de sua relação com o corpo e o movimento, que merece ser preservado e transmitido às novas gerações em forma de saber escolar (Paraná, 2018).
Para tanto, o ensino da Educação Física se direciona à experimentação e reflexão de práticas corporais, como jogos e brincadeiras, esportes, danças, ginásticas, lutas e atividades de aventura (Soares et al, 2016). A diversidade de características das práticas corporais amplia as aprendizagens dos alunos na escola para além da dimensão cognitiva, ao possibilitar múltiplas experiências sensoriais, físicas, emocionais, sociais, culturais e psicológicas, colaborando para o seu desenvolvimento integral (Cascavel, 2020).
Na atualidade, a Educação Física se configura de forma diferenciada conforme os campos de atuação profissional em que se apresenta, como as academias, os clubes e as escolas, atendendo tanto a objetivos educacionais, quanto de promoção da saúde, da estética, do lazer, do bem-estar, de socialização ou como atividade laboral, no caso dos atletas de alto rendimento (Lopes et al, 2023).
Na Educação Integral em Tempo Integral de Cascavel, os Laboratórios de Educação Física visam atender as demandas educativas tanto da Educação Infantil quanto dos anos iniciais do Ensino Fundamental por meio de Laboratórios de Dança, Esportes, Ginástica, Jogos e Lutas.
Cada laboratório aborda conteúdos específicos distribuídos e organizados a partir de uma ordem de complexidade crescente, respeitando as capacidades das crianças nas diferentes faixas etárias e as necessidades de cada fase de desenvolvimento (Rabinovich, 2007). Para alunos da Educação Infantil as aulas devem primar pela aprendizagem de níveis elementares de conhecimento com ênfase na perspectiva lúdica e no estabelecimento de interações sociais. Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, as estratégias de ensino precisam ser desafiadoras e promover a aprendizagem dos elementos técnicos e táticos das práticas corporais. Esses Laboratórios de Educação Física estão organizados de forma prática, subdivididas em modalidades distintas para possibilitar o desenvolvimento de práticas corporais diversas.
11.2 Estrutura dos laboratórios
| Eixo | Modalidades | Abordagens |
|---|---|---|
| Danças | Dança | Expressão corporal · Danças criativas · Danças urbanas · Danças folclóricas brasileiras · Danças tradicionais e regionais |
| Jogos esportivos e intelectivos | Jogos | Jogos de tabuleiro · Criação de jogos · Jogos coletivos e cooperativos · Jogos culturais afro-brasileiros e indígenas · Jogos esportivos · Princípios éticos do esporte |
| Ginástica | Ginástica | Ginástica geral · Ginástica circense · Ginástica olímpica · Ginástica rítmica |
| Esportes específicos | Futebol/futsal, handebol, basquete, vôlei, esportes de raquete, atletismo e aventura | Noções pré-desportivas · Regras · Fundamentos técnicos · Princípios éticos · Estratégias de equipe |
| Lutas | Taekwondo, judô, capoeira e kickboxing | Regras da modalidade · Fundamentos técnicos · Princípios éticos do esporte |
11.2.1 Dança
A dança é uma prática corporal que expressa por meio do ritmo e do movimento, formas de comunicação do homem com o mundo, sua cultura e valores sociais (Dantas et al. 2007). Na Educação Integral em Tempo Integral da Rede Municipal de Cascavel, a dança se estabelece como um Laboratório da Educação Física que possibilita ao aluno apropriar-se de saberes específicos da cultura corporal ao mesmo tempo em que desenvolve a sua capacidade rítmica, expressiva e criativa (Cascavel, 2020).
Na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a dança possibilita ao aluno estabelecer relações com o seu corpo promovendo a consciência, a percepção e a expressão corporal, ao mesmo tempo em que desenvolve o senso rítmico, as habilidades motoras e as capacidades físicas. Ao dançar o sujeito explora diversas possibilidades de movimentos corporais, individualmente, em duplas ou em grupos, que estreitam relacionamentos sociais, impactando nas dimensões afetivas e emocionais (Strazzacappa, 2001).
O ensino da dança à luz dos pressupostos pedagógicos da Teoria Histórico-Cultural e da Pedagogia Histórico-Crítica, deve contemplar tanto a aprendizagem das técnicas corporais de cada estilo quanto a possibilidade de o aluno se expressar, estabelecendo conexões mais profundas consigo mesmo e com o mundo a partir da exploração dos sentimentos (Maçaneiro, 2010). Ao participar de atividades em que precisam imaginar e criar movimentos em determinado espaço, respeitando ritmos ou sons, e não apenas reproduzir mecanicamente movimentos de determinada dança, os alunos têm a possibilidade de estimular a imaginação e vivenciar processos criativos originais que contribuem para o seu desenvolvimento integral (Campeiz, Volp, 2004).
Assim, as danças podem ser abordadas nas aulas por meio da exploração criativa dos movimentos e dos elementos que a compõem, como o tempo e o espaço, na direção da criação e execução de coreografias (Gaspari, 2005). É possível propor atividades de experimentação dos elementos expressivos e de pequenas coreografias envolvendo temas da vida cotidiana e do universo infantil como histórias, contos, personagens, animais, circo e natureza, propondo atividades como imitar o movimento do mar, do vento, do balanço das folhas de uma árvore, da chuva calma, de tempestade, entre outros.
Ao ensinar uma dança já existente, que possui movimentos técnicos que precisam ser aprendidos, é importante que o professor a contextualize historicamente e culturalmente, apresentando informações sobre o seu surgimento, o contexto social da época e das pessoas que dançavam, o que a dança representava para aquele povo e quais adaptações sofreu ao longo do tempo, ampliando a compreensão dos alunos sobre seu significado cultural (Sborquia, Gallardo, 2002). Por exemplo, ao ensinar os movimentos do samba ou do frevo é importante destacar o que essas danças representam para o povo brasileiro. Além disso, é importante conversar com os alunos sobre os valores morais e sociais presentes na dança vivenciada e as percepções dos próprios alunos ao dançar.
Em uma aula sobre danças folclóricas, como por exemplo, a dança do pezinho, o professor pode iniciar explorando as possibilidades de movimento dos pés com os alunos em diferentes disposições corporais (deitados, sentados, em pé, saltando), individualmente, em duplas e em grupos ao som de uma música tocada e/ou cantada.
Em seguida, o professor organiza a turma em pequenos grupos de três ou quatro alunos e propõe que montem sequências com três movimentos diferentes com os pés, um grupo sentado, outro deitado e outro em pé em um determinado ritmo ou música. Após a elaboração dos movimentos cada grupo apresenta sua sequência para a turma que deverá aprendê-la e realizar em conjunto. Para finalizar, é possível montar uma sequência abrangendo todos os movimentos propostos pelos grupos, que pode iniciar pelo grupo em pé, passando a seguir para o grupo sentado e finalizar pelo grupo que estava na posição deitada. Após essa exploração corporal e vivência criativa, o professor ensina a sequência de movimentos específicos da dança folclórica do pezinho.

Fonte: Escolas Municipais

Fonte: Escolas Municipais

Fonte: Escolas Municipais
11.2.2 Jogos
Jogos Intelectivos: Os jogos intelectivos fazem parte da vida cotidiana das pessoas, em diversos contextos, entre eles o social, o familiar e o educativo, nos quais são praticados com diferentes objetivos (Gehlen, 2013). Na Educação Integral em Tempo Integral de Cascavel a sua introdução visa contribuir de maneira efetiva no desenvolvimento do raciocínio lógico, do pensamento abstrato, da atenção, da concentração e da relação de causalidade para a elaboração de estratégias de ação e resolução de problemas de maneira lúdica e interativa (Gottardi, 2009).
O ensino dos Jogos Intelectivos podem envolver atividades práticas de interação, como é o caso do jogo da velha humano, no qual conforme as regras do jogo as sequências de três elementos em linha são compostas por alunos que se posicionam nos espaços disponíveis desenhados no chão da quadra. Outros jogos também podem ser realizados com tabuleiros desenhados no chão e jogados com peças grandes ou humanas, como a trilha, a dama, o ludo, o xadrez, entre outros.
Para ensinar os jogos intelectivos a alunos com diferentes idades e distintos níveis de desenvolvimento cognitivo, o professor precisa adequar as atividades ao nível de compreensão das crianças, diminuindo ou aumentando a complexidade, para que todos consigam jogar, mesmo que de forma elementar (Cascavel, 2020).
Assim, ao iniciar o ensino do jogo de xadrez, por exemplo, o professor pode promover a prática utilizando apenas uma peça, que se movimenta de forma simples e em uma única direção, como é o caso da torre ou do bispo, inserindo as outras peças com movimentações mais complexas gradativamente, a partir da apropriação do conhecimento pelos alunos (Curitiba, 2018).
Os jogos de tabuleiro também podem ser originários de outras matrizes culturais, como a indígena e a africana. Um exemplo de jogo de tabuleiro de matriz indígena é o jogo da onça, em que o objetivo é dispor as peças identificadas como cachorros para encurralar a onça, de forma que ela não possa fugir. Nesse caso, torna-se possível transpor a aprendizagem do jogo propriamente dito, refletindo sobre os seus elementos constituintes e como retratam situações vividas no cotidiano dessas populações, compreendendo seus hábitos e modos de vida (Ferreira, 2008). Além disso, os jogos de matrizes culturais diferentes ampliam a compreensão dos alunos sobre o mundo, levando-os a reconhecer a necessidade de respeitar as múltiplas manifestações socioculturais.
Jogos Cooperativos: Os jogos cooperativos constituem práticas pedagógicas em que os participantes atuam coletivamente para alcançar objetivos comuns, substituindo a lógica da eliminação e da competição exclusiva pela colaboração, pelo diálogo e pela construção compartilhada de soluções (Brotto, 2001). No contexto da Educação Integral em Tempo Integral, essas atividades contribuem para o fortalecimento das relações interpessoais, do sentimento de pertencimento ao grupo e do desenvolvimento de atitudes como respeito, solidariedade, empatia e responsabilidade coletiva. Ao organizar situações em que todos precisam colaborar para superar desafios, o professor amplia as possibilidades de participação dos alunos, respeitando as diferenças individuais e favorecendo a inclusão de crianças com distintos níveis de desenvolvimento motor e cognitivo.
Os encaminhamentos metodológicos podem contemplar desafios coletivos, circuitos cooperativos, transporte de objetos em equipe, travessias de obstáculos, construção de percursos e resolução conjunta de problemas motores. Durante essas atividades, é importante que o professor promova momentos de reflexão sobre as estratégias utilizadas pelo grupo, discutindo aspectos relacionados à comunicação, à tomada de decisões, à divisão de responsabilidades e ao respeito às contribuições dos colegas. Dessa forma, o jogo deixa de ser apenas uma atividade recreativa para tornar-se um instrumento de formação humana e desenvolvimento das capacidades sociais e cognitivas.
Jogos Pré-desportivos: Os jogos pré-desportivos constituem adaptações pedagógicas das modalidades esportivas formais, preservando seus princípios básicos de oposição, cooperação, ocupação dos espaços, ataque e defesa, porém com regras, materiais, espaços e número de participantes adaptados às possibilidades de aprendizagem dos alunos (Greco, 1998). Essas adaptações permitem que crianças da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental vivenciem situações semelhantes às encontradas nos esportes, sem que a complexidade técnica impeça sua participação ou comprometa o desenvolvimento das aprendizagens.
No planejamento das aulas, o professor poderá modificar dimensões da quadra, altura das redes, tamanho das traves, peso e tamanho das bolas, número de jogadores, tempo de jogo e regras específicas, organizando atividades progressivamente mais desafiadoras conforme o desenvolvimento da turma. Jogos reduzidos, minijogos, jogos condicionados e situações simplificadas de ataque e defesa possibilitam a aprendizagem gradual dos fundamentos técnicos e dos princípios táticos comuns às diferentes modalidades esportivas, preparando os alunos para a posterior iniciação esportiva sistematizada.
Jogos Culturais: Os jogos culturais representam manifestações produzidas historicamente pelos diferentes povos e constituem importante patrimônio da cultura corporal, transmitido entre gerações por meio das brincadeiras, tradições e práticas sociais. Na Educação Integral em Tempo Integral, o ensino desses jogos amplia o repertório cultural dos estudantes, favorecendo a valorização da diversidade étnica, histórica e social presente na sociedade brasileira. Nesse contexto, podem ser explorados jogos tradicionais brasileiros, brincadeiras populares, jogos de matrizes indígenas e afro-brasileiras, possibilitando aos alunos compreenderem seus significados culturais e os modos de vida das comunidades que lhes deram origem.
Além da vivência prática, é importante que o professor contextualize historicamente cada manifestação, discutindo sua origem, sua função social e as adaptações ocorridas ao longo do tempo. Jogos como peteca, cinco-marias, bets, bola de gude, pião, amarelinha, jogo da onça, entre outros, favorecem o desenvolvimento das capacidades motoras, cognitivas e sociais, ao mesmo tempo em que contribuem para a preservação da memória cultural e para o reconhecimento da diversidade como elemento constitutivo da formação humana.
Criação de Jogos: A criação de jogos constitui uma estratégia pedagógica que possibilita aos alunos assumir um papel ativo na construção do conhecimento, elaborando regras, definindo objetivos, adaptando materiais e propondo novas formas de jogar. Esse processo estimula a criatividade, a imaginação, a capacidade de resolução de problemas e o pensamento crítico, permitindo que os estudantes compreendam os elementos que estruturam os jogos e reflitam sobre sua organização e funcionamento.
Durante as aulas, o professor pode propor desafios em que os alunos criem jogos utilizando materiais alternativos ou recicláveis, modifiquem regras de jogos conhecidos, construam tabuleiros, confeccionem equipamentos e desenvolvam atividades que possam ser posteriormente experimentadas pelos colegas. Após a realização das práticas, é importante promover momentos de socialização e avaliação coletiva, nos quais os estudantes discutam as potencialidades e limitações das propostas elaboradas, desenvolvendo a argumentação, a autonomia e a capacidade de aperfeiçoar suas próprias produções. Essa abordagem fortalece a compreensão dos jogos como manifestações culturais dinâmicas, passíveis de transformação e recriação conforme as necessidades e características dos grupos sociais.
Dessa forma, os Jogos Intelectivos, Cooperativos, Culturais, Pré-desportivos e as atividades de Criação de Jogos constituem conhecimentos complementares que ampliam as possibilidades educativas da Educação Física na Educação Integral em Tempo Integral. Cada abordagem desenvolve capacidades específicas, mas todas contribuem para a formação integral dos estudantes, favorecendo o desenvolvimento cognitivo, motor, afetivo, social e cultural. Além disso, os jogos pré-desportivos estabelecem uma articulação direta com os Laboratórios de Esportes Específicos, ao possibilitarem a apropriação gradual dos princípios técnicos, táticos e éticos que serão aprofundados posteriormente nas diferentes modalidades esportivas.

Fonte: Escolas Municipais

Fonte: Escolas Municipais
11.2.3 Ginástica
A ginástica constitui uma das manifestações da Cultura Corporal historicamente produzidas pela humanidade, caracterizando-se por um conjunto diversificado de práticas que envolvem movimentos de locomoção, equilíbrio, força, flexibilidade, coordenação, agilidade e expressão corporal. No contexto da Educação Integral em Tempo Integral, a ginástica amplia as possibilidades de vivência motora dos estudantes, contribuindo para o desenvolvimento das capacidades físicas, cognitivas, afetivas e sociais por meio de atividades que valorizam tanto a experimentação quanto a criação de movimentos.
De acordo com o Referencial Curricular do Paraná (2018), o ensino da ginástica visa articular a ginástica geral com outras perspectivas como a cultura do circo e a ginástica olímpica, permitindo que os alunos compreendam as suas origens, reconheçam o seu valor cultural e apreciem a estética e a arte, ao mesmo tempo em que ampliam o repertório de movimentos e aprimoram as habilidades motoras. Na EITI, de Cascavel, o laboratório de ginástica também procura articular conteúdos para garantir o acesso ao patrimônio cultural do circo, por meio dos elementos básicos da ginástica, desenvolvidos a partir de situações lúdicas.
Desenvolver atividades de ginástica articuladas com o tema circo no âmbito escolar, oportuniza aos alunos aprendizados de diferentes ordens, na medida em que possibilita a ampliação da sensibilidade, da criatividade, da expressividade, da autoestima e da reflexão crítica sobre a arte circense e suas diversas formas de manifestação sociais e culturais (Duprat, Bortoleto, 2017). Além disso, desenvolve a percepção da capacidade de movimento e o desenvolvimento de habilidades como o equilíbrio, a lateralidade, a flexibilidade, a autoconfiança e a expressão corporal, por meio de vivências, manipulações, construções e a adaptações de materiais (Ayala, 2010).
As práticas envolvem as acrobacias de solo e a possibilidade de acrobacias aéreas, malabarismos com a manipulação de materiais por diversas partes do corpo e a expressão corporal, com a vivência de atividades de improvisação e de expressão através de personagens como os palhaços. É importante incluir e ensinar atividades como jogos circenses, tecido, trapézio, trampolim, para os alunos experimentarem movimentos de transferência de peso, deslocamento, salto, torção, equilíbrio, desequilíbrio, inclinação, expansão, contração, espalhar, recolher, gesto e pausa (Bortoletto, 2007).
Para desenvolver as aulas, os professores podem promover reflexões sobre a história do circo e quais mudanças ocorreram nessa atividade ao longo do tempo, construir e adaptar materiais para as práticas, estimular a criação de novos movimentos e composição de apresentações, possibilitando o desenvolvimento da autonomia na criação de movimentos e de sequências artísticas (Bortoletto, 2006).
Os encaminhamentos metodológicos para o desenvolvimento da ginástica circense no contexto da jornada ampliada devem seguir o princípio da progressão pedagógica, iniciando o ensino com execuções mais simples e evoluindo para as mais complexas, propondo por exemplo atividades de manipulação com materiais que facilitam o movimento como tules, lenços ou sacolas plásticas para só então utilizar bolinhas, aros ou claves, que exigem maior velocidade na realização dos movimentos. Da mesma forma, em atividades que envolvem equilíbrio, como o andar em perna de pau, é possível iniciar o ensino com os pés de lata aumentando a altura progressivamente (Bortoletto, 2003). Além disso, é necessário valorizar o conhecimento prévio dos alunos para então propor momentos de exploração das experiências práticas, nas quais podem ampliar, aprofundar e enriquecer suas percepções, opiniões, experimentar facilidades e dificuldades a partir da exploração concreta.
O ensino da ginástica deve respeitar o desenvolvimento motor dos estudantes, iniciando com movimentos naturais de correr, saltar, rolar, equilibrar, apoiar e suspender, evoluindo progressivamente para sequências motoras mais complexas, pequenas acrobacias, combinações de movimentos e utilização de aparelhos. Essa progressão permite que os alunos desenvolvam segurança, autonomia e consciência corporal ao longo de sua trajetória escolar. Seguem os conteúdos e objetivos de aprendizagem:
Independentemente da modalidade desenvolvida, a ginástica fundamenta-se em princípios comuns que orientam o processo de ensino e aprendizagem. Entre eles destacam-se o desenvolvimento do equilíbrio, da coordenação motora, da força, da flexibilidade, da agilidade, da consciência corporal, da lateralidade, da organização espaço-temporal e do ritmo. Esses elementos constituem a base para a realização dos movimentos ginásticos e favorecem a ampliação do repertório motor dos estudantes, contribuindo para sua autonomia corporal e para a apropriação de diferentes manifestações da Cultura Corporal.
A Ginástica para Todos (GPT) caracteriza-se por uma prática inclusiva, participativa e não competitiva, que integra elementos das diversas modalidades ginásticas, da dança, das atividades circenses, dos jogos e de outras manifestações da Cultura Corporal. No contexto da Educação Integral em Tempo Integral, essa abordagem possibilita que todos os estudantes participem das atividades, independentemente de suas habilidades motoras, valorizando a criatividade, a cooperação, a expressão corporal e a construção coletiva de coreografias e apresentações. Dessa forma, a Ginástica para Todos contribui para o fortalecimento das relações sociais e para o desenvolvimento integral dos educandos.
O desenvolvimento das atividades ginásticas poderá culminar na realização de festivais, mostras pedagógicas, apresentações culturais e eventos escolares, oportunizando aos estudantes socializar as aprendizagens construídas ao longo do processo educativo. Essas vivências valorizam o protagonismo dos alunos, fortalecem a autoestima e promovem a integração entre escola, família e comunidade, priorizando o processo de aprendizagem e a participação coletiva em detrimento do caráter exclusivamente competitivo.
O trabalho pedagógico com a ginástica poderá ser desenvolvido por meio da utilização de materiais convencionais e alternativos, ampliando as possibilidades de experimentação e criação de movimentos. Entre os recursos que podem compor as aulas destacam-se colchonetes, cordas, bambolês, bolas, fitas, bastões, bancos, cones, tecidos, caixas, pneus, garrafas PET e outros materiais confeccionados pelos próprios estudantes. A diversificação dos recursos favorece a adaptação das atividades às diferentes realidades escolares, estimula a criatividade e possibilita experiências motoras significativas, respeitando as características e necessidades de cada grupo.

Fonte: Escolas Municipais

Fonte: Escolas Municipais

Fonte: Escolas Municipais
11.2.4 Esportes específicos
O esporte se configura em um fenômeno sociocultural com forte presença no percurso histórico da Educação Física e nos currículos escolares (Stigger, Lovisolo, 2009). O valor educativo e os benefícios voltados à formação humana justificam as práticas esportivas na EITI de Cascavel. Além disso, pode colaborar para a manutenção da saúde e como estratégia no uso do tempo de lazer (Scaglia, 2004).
O ensino do esporte deve possibilitar a iniciação esportiva em uma perspectiva formativa, ampliando as oportunidades de aprendizagem motora e de desenvolvimento pessoal (Kröger, Roth, 2002). Para tanto, o professor deve avançar gradativamente os níveis de complexidade da prática e da compreensão dos elementos técnicos e táticos por meio de jogos, adequando a forma de jogar, modificando regras, espaços, número de jogadores e materiais (bolas, rede, traves, entre outros), no intuito de atender às condições específicas de cada grupo de alunos (Greco, 1998).
Embora cada modalidade esportiva apresente características próprias, todas compartilham princípios comuns relacionados à cooperação, oposição, ocupação dos espaços, tomada de decisão, comunicação, respeito às regras, ética esportiva e resolução de problemas motores. No contexto da Educação Integral em Tempo Integral, o ensino dos esportes deve priorizar a compreensão desses princípios antes da especialização técnica, possibilitando que os estudantes desenvolvam competências transferíveis para diferentes modalidades esportivas e ampliem sua capacidade de interpretar e solucionar situações de jogo.
O processo de ensino dos esportes específicos deve respeitar o desenvolvimento motor, cognitivo e social dos estudantes, iniciando com jogos adaptados, atividades lúdicas e situações simplificadas que favoreçam a compreensão dos princípios básicos das modalidades. Gradativamente, as atividades poderão incorporar fundamentos técnicos, princípios táticos, organização coletiva, sistemas de jogo e regras oficiais, sempre considerando as possibilidades de aprendizagem de cada turma e valorizando a participação de todos os estudantes.
Os jogos pré-desportivos constituem importante estratégia metodológica para a iniciação esportiva, permitindo que os estudantes compreendam os princípios técnicos e táticos das modalidades por meio de atividades adaptadas. A utilização de espaços reduzidos, regras flexíveis, materiais diferenciados e número variável de participantes favorece a aprendizagem gradual dos esportes, amplia o tempo de participação dos alunos e contribui para o desenvolvimento da autonomia, da criatividade e da tomada de decisão durante as situações de jogo.
Assim, ao ensinar o futsal para a Educação Infantil, o professor pode desenvolver uma aula com o objetivo de ensinar o chute, utilizando elementos lúdicos e socializadores por meio de um jogo ou brincadeira que a criança já conhece, como o jogo de boliche, que pode ser adaptado, solicitando que os alunos chutem a bola para derrubar os pinos ao invés de lançar com a mão. O professor pode organizar essa atividade iniciando com grau de dificuldade baixo, permitindo que os alunos chutem bolas maiores em pinos grandes (cones ou garrafas pets) com distância menor dos alvos distribuídos em diversas partes da quadra. Em seguida, o professor aumenta a complexidade da atividade oferecendo bolas menores e aumentando a distância dos pinos (alvos), ou inserindo percurso em que o aluno controla a bola deslocando para depois realizar o chute.
Também é possível organizar a atividade em diferentes configurações espaciais como círculos, semicírculos e linhas, ou relacionar o jogo de boliche com temas de interesse das crianças da Educação Infantil, inserindo figuras de animais ou personagens nos alvos ou pinos.
Nos anos iniciais do Ensino Fundamental o ensino do futsal pode acontecer por meio de jogos e atividades mais estruturadas com ênfase na aprendizagem dos elementos técnicos e táticos (Galatti, 2008). Nessa perspectiva, o professor pode ensinar os fundamentos como o passe, solicitando que os alunos se desloquem pela quadra em determinado espaço dominando uma bola ao mesmo tempo em que desviam dos outros colegas, que também se deslocam com posse de bola. Para aumentar a complexidade da atividade, o professor pode gradativamente, reduzir o espaço em que eles se deslocam, para que os alunos tenham que desviar mais constantemente dos colegas e se movimentar com maior rapidez, aprimorando a execução técnica e a compreensão tática dos elementos do jogo (Vancini et al, 2015).
Na sequência, o professor pode separar o grupo em duplas, solicitando aos alunos que se desloquem pela quadra realizando passes para o colega, chutando uma bola por dentro de espaços distantes demarcados por cones ou garrafas pet. Para tornar a atividade mais desafiadora, é possível inserir um aluno tentando interceptar o passe e diminuir a distância entre os cones que os alunos deverão passar a bola.
Para equilibrar os distintos níveis de desempenho motor e técnico dos alunos, o professor pode estabelecer zonas de refúgio no espaço da quadra, nos quais é possível dominar a bola e realizar chutes ao gol sem marcação dos colegas, possibilitando a movimentação livre no tempo necessário para a execução do movimento. Assim, os alunos têm a possibilidade de desenvolver gradativamente as capacidades coordenativas e a compreensão tática do jogo por meio de atividades adequadas às suas condições de jogo (Sadi et al, 2008).
As orientações e exemplificações de encaminhamentos teórico-metodológicos do ensino de futsal valem para as demais modalidades esportivas, ou seja, o profissional responsável deve primar pelo planejamento e a organização prévia das aulas e dos materiais necessários, ensinando as regras, os elementos técnicos e táticos de modo que garanta a aprendizagem e o desenvolvimento do aluno.
O ensino dos esportes específicos poderá utilizar materiais oficiais e adaptados, possibilitando adequações às diferentes faixas etárias e realidades escolares. Bolas de diferentes tamanhos e pesos, cones, bambolês, cordas, coletes, redes, alvos, raquetes, tacos, discos, dardos de espuma, barreiras, materiais confeccionados pelos estudantes e outros recursos pedagógicos ampliam as possibilidades metodológicas, favorecendo a aprendizagem dos fundamentos técnicos e a vivência dos princípios táticos das diversas modalidades esportivas. Seguem os conteúdos e objetivos de aprendizagem:
As vivências esportivas poderão culminar em festivais, encontros esportivos, mostras pedagógicas, torneios internos e demais eventos promovidos pela unidade escolar ou pela rede municipal de ensino. Essas experiências possibilitam aos estudantes aplicar os conhecimentos construídos ao longo das aulas, fortalecer valores como respeito, cooperação, responsabilidade e espírito esportivo, além de favorecer a integração entre escola, família e comunidade. O caráter educativo dessas atividades deverá prevalecer sobre os resultados competitivos, valorizando a participação, o desenvolvimento individual e coletivo e o respeito às diferenças.
11.2.5 Lutas
No município de Cascavel, o Laboratório de Lutas/Artes Marciais ofertado na jornada ampliada contempla diferentes modalidades, entre elas Capoeira, Judô, Taekwondo e Kickboxing, podendo incorporar outras práticas corporais de combate de acordo com a disponibilidade de profissionais habilitados e com a organização pedagógica da unidade escolar.
As Lutas e Artes Marciais constituem-se como práticas da cultura corporal, desenvolvidas ao longo da história e das necessidades de diferentes povos, refletindo seus contextos históricos, culturais e sociais. Essas práticas, que surgiram como formas de defesa, sobrevivência e expressão cultural, hoje são reconhecidas como elementos importantes da Educação Física, especialmente no contexto escolar. Independentemente da modalidade, a essência das lutas reside no enfrentamento e na oposição entre dois indivíduos, em situações de imprevisibilidade, mas sempre regidas por normas e princípios éticos (Nascimento, Almeida, 2007). Essa característica as torna uma ferramenta pedagógica valiosa para o desenvolvimento integral das crianças.
No âmbito escolar, o trabalho com lutas e artes marciais no Tempo Integral para as séries iniciais do Ensino Fundamental I, vai além do desenvolvimento de habilidades físicas. Ele contribui significativamente para o crescimento psicológico, social e cognitivo dos alunos. As ações de oposição e cooperação presentes nessas práticas estimulam o desenvolvimento de capacidades como força, flexibilidade, agilidade, coordenação motora, foco, concentração e coragem (Lança Nova, 2015). Além disso, as lutas promovem a autoconfiança, a disciplina e o respeito ao próximo, valores essenciais para a formação cidadã.
É fundamental que, ao abordar as lutas, o professor contextualize sua origem histórica e cultural, destacando as transformações que essas práticas sofreram ao longo do tempo. Essa contextualização permite que os alunos compreendam as lutas não apenas como atividades físicas, mas como expressões culturais que carregam significados e valores. Outro aspecto crucial é desmistificar a associação equivocada entre lutas e violência. É necessário enfatizar que as lutas são regidas por códigos de conduta, normas e filosofias que valorizam o respeito, a ética e o autocontrole (Olivier, 2000). Essa abordagem contribui para a formação de uma visão crítica e consciente sobre essas práticas.
No contexto escolar, o ensino das lutas deve ser adaptado às características e necessidades das crianças, utilizando estratégias lúdicas e interativas. Jogos e brincadeiras, como a "Briga de Galo", permitem que os alunos vivenciem os elementos fundamentais das lutas, como a oposição e o equilíbrio, de forma divertida e motivadora. Essas atividades não apenas facilitam a aprendizagem, mas também despertam o interesse e o engajamento dos alunos, aspectos essenciais para o sucesso do processo educativo.
As atividades podem ser realizadas em duplas ou grupos, com ou sem contato físico, sempre considerando a distribuição equilibrada dos alunos. O professor deverá organizar as turmas de acordo com critérios como idade, estatura, peso, nível de aprendizagem e condicionamento físico, garantindo disputas proporcionais e inclusivas. É importante ressaltar que meninas e meninos podem participar juntos das atividades, desde que o professor avalie as possibilidades de cada aluno e promova um ambiente seguro e respeitoso (Ferreira, 2006).
Além da organização das turmas, é essencial que o professor dialogue com os alunos sobre os cuidados necessários durante as práticas, a fim de prevenir acidentes e lesões. Esse diálogo deve incluir a discussão sobre os aspectos éticos das lutas, como o respeito ao adversário, o cumprimento das regras e a importância do autocontrole (Sugai, 2000). Esses valores são fundamentais para a formação de cidadãos éticos e responsáveis.
As atividades devem ser adaptadas ao nível de desenvolvimento e às características dos alunos, respeitando o princípio da progressão pedagógica. Para as crianças da Educação Infantil, por exemplo, podem ser propostas brincadeiras que envolvam empurrar, puxar, rolar e equilibrar, como o "cabo de guerra" ou a "conquista do território". Já para os anos iniciais do Ensino Fundamental, as atividades podem evoluir gradualmente, partindo de movimentos básicos e simples, como deslocamentos e equilíbrios, para ações mais complexas, como esquivas, socos, chutes e contragolpes. Essa progressão garante que os alunos desenvolvam suas habilidades de forma segura e eficiente.
No município de Cascavel, o Laboratório de Lutas/Artes Marciais ofertado na jornada ampliada inclui modalidades como Capoeira, Judô, Kickboxing e Taekwondo. Essas práticas, além de enriquecer o repertório motor dos alunos, contribuem para o desenvolvimento de valores como respeito, disciplina, perseverança e trabalho em equipe. A Capoeira, por exemplo, combina elementos de luta, dança e música, promovendo a integração cultural e a expressão corporal. O Judô, por sua vez, enfatiza o equilíbrio e o uso inteligente da força, enquanto o Taekwondo e o Kickboxing trabalham a agilidade, a coordenação e a autoconfiança.
O trabalho com lutas e artes marciais no Tempo Integral para as séries iniciais do Ensino Fundamental, portanto, não se limita ao desenvolvimento de habilidades físicas. Ele abrange a formação integral do ser humano, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo, emocional, social e cultural dos alunos. Ao vivenciar essas práticas, as crianças aprendem a lidar com desafios, a superar limites e a respeitar as diferenças, preparando-se para atuar de forma crítica e responsável na sociedade. Dessa forma, o ensino de lutas e artes marciais no contexto escolar torna-se uma ferramenta poderosa para a promoção de uma educação integral e significativa. A seguir serão apresentadas as concepções resumidas e os conteúdos de cada modalidade de luta.
Capoeira
Concepção e Aspectos Históricos da Capoeira: A Capoeira é uma manifestação cultural afro-brasileira que surgiu no contexto da escravidão no Brasil, no século XVI, quando os portugueses trouxeram escravos da África Ocidental para trabalhar nas plantações (Falcão, 2006). Esses escravos, ao serem submetidos a condições desumanas, encontraram na Capoeira uma forma de resistência física, cultural e espiritual. A prática foi desenvolvida como uma resposta à violência e à opressão dos colonizadores, servindo não apenas como uma técnica de defesa, mas também como um meio de preservar e transmitir suas tradições culturais e religiosas.
A escola, enquanto espaço de intervenção educacional intencional, deve promover práticas pedagógicas que integrem o lúdico, o cultural e o físico, especialmente no trabalho com a Capoeira. A ludicidade, elemento intrínseco à Capoeira, desempenha um papel fundamental no processo de ensino e de aprendizagem, atuando como uma ferramenta mediadora na apropriação de conceitos e na construção de conhecimentos. Dessa forma, é essencial que os profissionais que atuam no Laboratório de Lutas/Artes Marciais utilizem estratégias metodológicas diversificadas, que contemplem tanto a dimensão teórica quanto a prática, garantindo uma abordagem significativa (Falcão, 2006).
a) Utilização de Recursos Pedagógicos Diversificados: Para enriquecer o processo de ensino, é importante que os educadores utilizem materiais manipuláveis e recursos didáticos que favoreçam a compreensão e a apreensão dos conteúdos relacionados à Capoeira. Entre esses recursos, destacam-se:
b) Integração entre Teoria e Prática A metodologia de ensino da Capoeira deve priorizar a fluência de movimentos e a integração entre os aspectos teóricos e práticos. Para isso, é fundamental que as aulas sejam planejadas de forma criativa, utilizando músicas, ritmos e atividades que estimulem a participação ativa dos alunos. O plano de aula do profissional deve incluir: Aquecimento e alongamento: Preparação corporal para a prática dos movimentos, com ênfase na prevenção de lesões e no desenvolvimento da flexibilidade; Prática dos movimentos básicos: Ensino da ginga, esquivas, chutes, rasteiras e movimentos acrobáticos, com progressão pedagógica adequada ao nível de desenvolvimento dos alunos; Jogos e brincadeiras: Atividades lúdicas que incorporam os elementos da Capoeira, como o "cabo de guerra", a "conquista do território" e a "briga de galo", promovendo a interação e o aprendizado de forma descontraída; Reflexão e diálogo: Momentos de discussão sobre a história, a cultura e os valores éticos da Capoeira, incentivando os alunos a refletirem sobre sua importância como expressão cultural e ferramenta de resistência.
c) A Roda de Capoeira como Espaço de Aprendizagem: A roda de Capoeira é o núcleo central dessa prática, que integra dança, luta, jogo e música, simbolizando a circularidade da vida e a conexão entre os participantes. Na roda, os capoeiristas formam um círculo, batendo palmas no ritmo do berimbau e cantando as músicas tradicionais, enquanto dois jogadores estabelecem um diálogo corporal por meio de movimentos de ataque, defesa e floreios (movimentos acrobáticos). “A roda constitui-se no momento mais importante das atividades de capoeira. Na roda, o capoeirista se completa, se sente mais importante” (Falcão, 2006, p. 88), configurando-se em um espaço democrático, onde todos são iguais e têm a oportunidade de participar, seja jogando, cantando ou tocando os instrumentos.
Desenvolvimento de Habilidades Específicas: O ensino da Capoeira deve priorizar o desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas e sócio afetivas, por meio de atividades que estimulem:
Como atividade educacional, a Capoeira contribui para a formação de crianças, adolescentes e adultos, promovendo valores como respeito, disciplina, criatividade e trabalho em equipe. Sua prática desenvolve habilidades físicas, como coordenação motora e flexibilidade, além de estimular a autoconfiança e a expressão individual. Conteúdos para o Laboratório de Lutas/Artes Marciais na modalidade de Capoeira para a Educação Infantil e Ensino Fundamental - 1º ao 5º Ano:
Judô
O Judô, cujo significado em japonês é "caminho da suavidade" (Ju = suavidade; Do = caminho), é uma arte marcial e esporte de combate fundado pelo mestre Jigoro Kano em 1882, no Japão. Surgiu como uma evolução do antigo Ju-Jutsu, sistema de lutas dos samurais, que Kano reformulou para torná-lo mais seguro, pedagógico e acessível. Ele compreendia que as técnicas praticadas poderiam servir como ferramenta educativa, preparando os jovens não apenas fisicamente, mas também moral e intelectualmente. Segundo Oliveira (2007, p. 24), Kano acreditava que o Judô oferecia ao indivíduo uma oportunidade de aprimorar seu autodomínio e superar suas próprias limitações, tornando-se uma prática que transcende o aspecto físico e se consolida como um método de formação integral.
Encaminhamentos Metodológicos: O ensino do Judô, inserido no contexto da Educação Integral em Tempo Integral, assume um papel fundamental no desenvolvimento integral da criança, contribuindo não apenas para o aprimoramento físico, mas também para o crescimento emocional, social e moral. Essa arte marcial, assim como outras práticas de luta, vai além da técnica e da competição, pois trabalha com componentes éticos que colocam o respeito às pessoas e aos locais de prática em uma posição central. Esse aspecto é crucial para a formação de cidadãos conscientes e responsáveis, capazes de conviver harmoniosamente em sociedade (Oliveira, 2007).
O ensino do Judô no contexto da Educação Integral em Tempo Integral deve seguir uma progressão pedagógica bem estruturada, que respeite o ritmo de aprendizado de cada aluno e promova o desenvolvimento gradual de suas habilidades técnicas, físicas, éticas e sociais. Essa progressão deve começar com movimentos simples e fundamentais, evoluindo de forma sistemática para técnicas mais complexas, sempre garantindo que o aluno tenha domínio das bases antes de avançar para novos desafios. Essa abordagem não apenas assegura a segurança e a eficácia do aprendizado, mas também fortalece a autoconfiança e a motivação dos estudantes. A avaliação no ensino do Judô deve ser contínua e formativa, indo além do desempenho técnico e considerando aspectos como o desenvolvimento dos valores éticos, a participação ativa nas aulas, a capacidade de trabalhar em equipe e a evolução pessoal de cada aluno. Essa abordagem permite que o professor identifique não apenas as conquistas, mas também as dificuldades enfrentadas pelos estudantes, oferecendo feedback constante e oportunidades de melhoria. A avaliação progressiva é especialmente importante no contexto da Educação Integral em Tempo Integral, onde o Judô é entendido como uma ferramenta de formação integral, que contribui para o desenvolvimento físico, emocional e social dos alunos.
É importante que o professor adote uma postura reflexiva e aberta ao diálogo durante o processo de avaliação. Conversas individuais ou em grupo, rodas de feedback e momentos de autoavaliação podem ajudar os alunos a reconhecer seus pontos fortes e áreas de melhoria, fortalecendo sua autonomia e senso de responsabilidade. Essa abordagem participativa e formativa contribui para a construção de um ambiente de aprendizado positivo e inclusivo, onde todos se sentem valorizados e motivados a evoluir (Nascimento, Silva e Soares, 2022).
Taekwondo
O Taekwondo, arte marcial coreana, tem suas raízes profundamente ligadas à história e à cultura da Coreia, remontando a mais de 1800 anos. Sua origem está associada ao aprimoramento de diversas lutas antigas praticadas nos reinos coreanos, como o Soo Bak, So Ba Hee e Tae Kyon, que evoluíram a partir da necessidade de defesa e sobrevivência. A prática de imitar movimentos de animais e desenvolver técnicas eficazes com mãos e pés foi essencial para o surgimento dessas artes marciais, que não apenas preparavam fisicamente os praticantes, mas também moldavam seu caráter e filosofia de vida (Kim, 1995).
Encaminhamentos Metodológicos: O trabalho pedagógico no Laboratório de Artes Marciais, especificamente na modalidade de Taekwondo, deve ser cuidadosamente planejado, com uma diversificação de atividades que promovam o desenvolvimento integral dos estudantes. Essa abordagem é essencial no contexto da Educação Integral em Tempo Integral, pois contribui não apenas para a formação física, mas também para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dos alunos. As aulas de Taekwondo serão organizadas em 4 (quatro) momentos principais, cada um com objetivos específicos:
A inclusão do Taekwondo na Educação Integral em Tempo Integral é de extrema importância, pois a modalidade vai além do aspecto físico, contribuindo para a formação de valores como respeito, disciplina, perseverança e autocontrole. Além disso, a prática das artes marciais estimula a concentração, a autoconfiança e o trabalho em equipe, habilidades essenciais para o desenvolvimento integral dos estudantes (Coelho, 2010).
Educação Infantil
- Noções sobre a origem do Taekwondo
- Noções sobre a filosofia da Arte Marcial - Taekwondo
- Deslocamento e movimentação
- Atividade com brincadeiras que desenvolvam agilidade e percepção
- Lateralidade e lateralização
- Jogos motores que estimulem os sentidos
- Noções básicas sobre as técnicas - formas
- Equilíbrios, noções de chutes e golpes
1º ano
- Noções sobre a origem do Taekwondo
- Noções sobre a filosofia da Arte Marcial - Taekwondo
- Noções das normas e condutas do Taekwondo
- Deslocamento e movimentação
- Atividade com brincadeiras que desenvolvam agilidade e percepção
- Lateralidade e lateralização
- Jogos motores que estimulem os sentidos
- Noções básicas sobre as técnicas - formas
- Equilíbrios, noções de chutes e golpes
2º ano
- Noções sobre a origem do Taekwondo
- Filosofia da Arte Marcial - Taekwondo
- Normas e condutas do Taekwondista
- Deslocamento e movimentação
- Atividade com brincadeiras que desenvolvam agilidade e percepção
- Lateralidade e lateralização
- Jogos motores que estimulem os sentidos
- As técnicas - Formas
- Equilíbrios, chutes e golpes
- Combinação de técnicas de lutas contra o oponente, sem contato.’
3º ano
- Origem do Taekwondo
- Filosofia da Arte Marcial - Taekwondo
- Normas e condutas do Taekwondista
- Deslocamento e movimentação
- Atividade com brincadeiras que desenvolvam agilidade e percepção
- Lateralidade e lateralização
- Jogos motores que estimulem os sentidos
- Exercícios calistênicos (movimentos repetitivos e pré-determinados)
- As técnicas - Poomsae
- Rolamentos, amortecimentos de quedas, equilíbrios, chutes e golpes
- Combinação de técnicas de lutas contra o oponente, sem contato
- Defesas pessoais e aplicações
4º ano
- Origem do Taekwondo
- Filosofia da Arte Marcial - Taekwondo
- Normas e condutas do Taekwondista
- Deslocamento e movimentação
- Atividade com brincadeiras que desenvolvam agilidade e percepção
- Lateralidade e lateralização
- Jogos motores que estimulem os sentidos
- As técnicas - Poomsae
- Amortecimentos de quedas, equilíbrios, chutes e golpes
- Lutas de semicontato
- Defesas pessoais e aplicações
- Noções de projeções e quedas sobre o oponente
5º ano
- Origem do Taekwondo
- Filosofia da Arte Marcial - Taekwondo
- Normas e condutas do Taekwondista
- Deslocamento e movimentação
- Atividade com brincadeiras que desenvolvam agilidade e percepção
- Lateralidade e lateralização
- Jogos motores que estimulem os sentidos
- As técnicas - Poomsae
- Rolamentos, amortecimentos de quedas, equilíbrios, chutes e golpes
- Lutas de semicontato e contato
- Defesas pessoais e aplicações
- Projeções e quedas sobre o oponente
Kickboxing
O Kickboxing é um esporte de contato que tem ganhado destaque mundial, com participação em mais de 150 países e reconhecimento pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) em 2021 como modalidade olímpica. Sua origem está na fusão de diversas artes marciais e esportes de combate, como Karatê, Taekwondo, Muay Thai e Boxe tradicional, o que o torna uma prática rica em técnicas e estratégias.
O trabalho com o Kickboxing na Educação Integral em Tempo Integral traz benefícios que vão além do desenvolvimento físico. A prática dessa modalidade promove a disciplina, o autocontrole e o respeito, valores essenciais para a formação integral dos estudantes. Além disso, o Kickboxing estimula o desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas e emocionais, contribuindo para a melhoria da concentração, da autoconfiança e da capacidade de superação de desafios.
A modalidade também favorece a socialização, ao integrar os alunos em um ambiente que valoriza o trabalho em equipe, a cooperação e o respeito às regras. Por meio das atividades propostas, os estudantes aprendem a lidar com suas limitações e a respeitar as dos outros, criando um espaço de inclusão e crescimento coletivo.
Ao integrar o Kickboxing ao currículo escolar, a Educação Integral em Tempo Integral reforça seu compromisso de preparar os alunos não apenas academicamente, mas também para os desafios da vida em sociedade. Dessa forma, a modalidade se torna uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento integral dos estudantes, promovendo uma educação mais humana, inclusiva e transformadora. Seguem os conteúdos:
Educação Infantil
- Noções sobre a origem do Kickboxing
- Noções sobre a filosofia da Arte Marcial - Kickboxing
- Noções das normas e condutas do praticante do Kickboxing
- Deslocamento e movimentação
- Atividades com brincadeiras que desenvolvam agilidade e percepção
- Lateralidade e lateralização
- Jogos motores que estimulem os sentidos
- Noções básicas sobre as técnicas
- Equilíbrio, noções de chutes, socos e golpes
1º ano
- Noções sobre a origem do Kickboxing
- Noções sobre a filosofia da Arte Marcial - Kickboxing
- Noções das normas e condutas do praticante do Kickboxing
- Deslocamento e movimentação
- Atividades com brincadeiras que desenvolvam agilidade e percepção
- Lateralidade e lateralização
- Jogos motores que estimulem os sentidos
- Noções básicas sobre as técnicas
- Equilíbrio, noções de chutes, socos e golpes
2º ano
- Noções sobre a origem do Kickboxing
- Noções sobre a filosofia da Arte Marcial - Kickboxing
- Noções das normas e condutas do praticante do Kickboxing
- Deslocamento e movimentação
- Atividades com brincadeiras que desenvolvam agilidade e percepção
- Lateralidade e lateralização
- Jogos motores que estimulem os sentidos
- Noções básicas sobre as técnicas
- Equilíbrio, noções de chutes, socos e golpes
- Combinações de técnicas de lutas contra o oponente, sem contato
3º ano
- Origem do Kickboxing
- Filosofia da Arte Marcial - Kickboxing
- Normas e condutas do praticante do Kickboxing
- Deslocamento e movimentação
- Atividades com brincadeiras que desenvolvam agilidade e percepção
- Lateralidade e lateralização
- Jogos motores que estimulem os sentidos
- Amortecimento de queda, equilíbrio, chutes, socos e golpes
- Combinações de técnicas de lutas contra o oponente, sem contato
- Defesas pessoais e aplicações
4º ano
- Origem do Kickboxing
- Filosofia da Arte Marcial - Kickboxing
- Normas e condutas do praticante do Kickboxing
- Deslocamento e movimentação
- Atividades com brincadeiras que desenvolvam agilidade e percepção
- Lateralidade e lateralização
- Jogos motores que estimulem os sentidos
- Amortecimento de queda, equilíbrio, chutes, socos e golpes
- Combinações de técnicas de lutas contra o oponente, sem contato
- Defesas pessoais e aplicações
- Noções de projeções e quedas sobre o oponente
5º ano
- Origem do Kickboxing
- Filosofia da Arte Marcial - Kickboxing
- Normas e condutas do praticante do Kickboxing
- Deslocamento e movimentação
- Atividades com brincadeiras que desenvolvam agilidade e percepção
- Lateralidade e lateralização
- Jogos motores que estimulem os sentidos
- Amortecimento de queda, equilíbrio, chutes, socos e golpes
- Combinações de técnicas de lutas contra o oponente, sem contato
- Defesas pessoais e aplicações
- Noções de projeções e quedas sobre o oponente
Conteúdos e objetivos de aprendizagem
O quadro reúne Educação Infantil IV e V e Ensino Fundamental do 1º ao 5º ano. Alterne entre cards e tabela conforme a necessidade de leitura.
EDUCAÇÃO INFANTIL - IV e V
- Ritmo
- Expressão Corporal
- Dança Criativa
- Danças Folclóricas
- (CVEL.ETI.EIEF01) Perceber e reproduzir ritmos diferentes com o próprio corpo.
- (CVEL.ETI.EIEF02) Explorar movimentos corporais com música.
- (CVEL.ETI.EIEF03) Expressar sentimentos e emoções ao se movimentar seguindo uma sequência musical.
- (CVEL.ETI.EIEF04) Compreender e seguir sequências simples de movimento.
- (CVEL.ETI.EIEF05) Criar movimentos a partir de temas do cotidiano com música.
- Jogos Intelectivos
- Xadrez; Ludo; Dama; Resta um; Dominó; Jogo da Velha; Jogo da Onça; Jogos de memória;
- Jogos Cooperativos
- Desafios coletivos; Circuitos cooperativos; Transporte coletivo de objetos; Jogos de confiança; Jogos sem eliminação; Resolução coletiva de problemas motores.
- Jogos Pré-desportivos
- Mini-futsal; Mini-handebol; Mini-basquete; Queimada adaptada; Mini-vôlei; Peteca; Badminton adaptado; Tênis com balões; Jogos de Campo e Taco; Bets (Tacobol); Boliche; Arremesso ao alvo; Jogos de argolas; Corridas adaptadas; Revezamentos; Corridas de obstáculos; Corridas de orientação;
- Jogos Culturais:
- Peteca; Cinco Marias; Bola de Gude; Pião; Amarelinha; Bets; Elástico; Passa-anel; Barra-manteiga; Cabra-cega; Mãe da rua; Queimada tradicional; Jogo da Onça (indígena); Corrida de tora (adaptada); Brincadeiras africanas; Jogos tradicionais de diferentes países; Jogos indígenas brasileiros.
- Criação De Jogos
- Construção de tabuleiros; Confecção de peças para jogos; Criação de cartas e desafios; Elaboração de regras; Reinvenção de jogos conhecidos; Construção de jogos utilizando materiais recicláveis; Desenvolvimento de jogos cooperativos; Criação de circuitos motores; Construção de brinquedos esportivos; Elaboração de desafios em equipes; Organização de festivais de jogos criados pelos alunos; Apresentação e avaliação coletiva dos jogos produzidos.
- (CVEL.ETI.EIEF06) Estimular o raciocínio lógico, a atenção e a concentração.
- (CVEL.ETI.EIEF07) Conhecer movimentos específicos dos jogos de tabuleiro.
- (CVEL.ETI.EIEF08) Experimentar os jogos de tabuleiro como manifestação lúdica com jogos adaptados.
- (CVEL.ETI.EIEF09) Participar de jogos cooperativos desenvolvendo atitudes de colaboração, respeito e ajuda mútua.
- (CVEL.ETI.EIEF10) Resolver desafios motores coletivamente, compartilhando estratégias e responsabilidades.
- (CVEL.ETI.EIEF11) Vivenciar jogos adaptados que desenvolvam habilidades motoras fundamentais para os esportes.
- (CVEL.ETI.EIEF12) Experimentar situações de ataque, defesa, deslocamento e ocupação de espaço por meio de jogos reduzidos.
- (CVEL.ETI.EIEF13) Conhecer brincadeiras e jogos tradicionais brasileiros, indígenas e afro-brasileiros.
- (CVEL.ETI.EIEF14) Valorizar diferentes manifestações culturais presentes nos jogos e brincadeiras.
- (CVEL.ETI.EIEF15) Criar regras simples para jogos e brincadeiras utilizando materiais alternativos.
- (CVEL.ETI.EIEF16) Participar da construção coletiva de jogos desenvolvendo criatividade e imaginação.
- Ginástica para todos
- Alongamentos e movimentos para reconhecimento corporal.
- Percursos motores
- Acrobacias de solo
- Rolamento para frente e para trás; Salto leão; Estrela
- Acrobacias aéreas (tecido)
- Balanços no tecido; Subidas e descidas no tecido; Torções
- Equilibrismo
- Elefantinho; Equilíbrio e desequilíbrio;
- Malabarismos
- Manipulação de balões, lenços e bolinhas
- Contorcionismo
- Ponte; Meia Ponte; Vela
- Palhaço
- Andares de palhaços; Maquiagens; Movimentos de palhaços (sapão, centopeia, bicho de duas cabeças...)
- Caracterização de personagens clownescos (divertidos).
- Pequenos aparelhos alternativos
- (CVEL.ETI.EIEF13) Reconhecer os lados do corpo e a predominância lateral
- (CVEL.ETI.EIEF14) Desenvolver o controle corporal, equilíbrio e o reconhecimento do seu próprio corpo e do outro.
- (CVEL.ETI.EIEF15) Compreender noções espaciais e de direcionalidade, como: dentro, fora, perto, longe, em cima, embaixo, ao lado, à frente, atrás.
- (CVEL.ETI.EIEF16) Identificar as diversas possibilidades de movimentação corporal (arrastar, enrolar, engatinhar, esticar, dobrar, torcer, correr, saltar, entre outras).
- Jogos adaptados e reduzidos de:
- Futsal/Futebol
- Passe; Domínio de bola; Condução; Drible; Chute
- Basquetebol
- Passe; Domínio de bola; Condução; Drible; Arremesso
- Handebol
- Voleibol
- Saque; Recepção; Levantamento; Ataque
- Atletismo
- Corridas: rasas, com barreiras, com obstáculos; Revezamentos; Saltos; Arremessos e lançamentos;
- (CVEL.ETI.EIEF09) Desenvolver o controle e o uso de seu corpo em jogos esportivos adaptados e realizados de forma reduzida.
- (CVEL.ETI.EIEF10) Reconhecer a necessidade do respeito mútuo ao jogar.
- (CVEL.ETI.EIEF11) Aprimorar a coordenação motora por meio das situações e habilidades técnicas dos jogos esportivos adaptados.
- (CVEL.ETI.EIEF12) Reconhecer noções espaciais e de tempo, como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora, rápido, lento, moderado, durante a prática dos jogos.
ENSINO FUNDAMENTAL - 1º ao 5º ANO
- Elementos básicos de movimentos da dança:
- Saltos
- Giros
- Equilíbrios
- Deslocamentos
- Expressão corporal e Ritmo
- Dança criativa
- Danças folclóricas
- Danças circulares
- (CVEL.ETI.EFEF01) Identificar estruturas rítmicas e expressá-las através do corpo.
- (CVEL.ETI.EFEF02) Conhecer movimentos específicos, ritmo, coreografias, história, vestimentas e papel cultural das danças folclóricas.
- (CVEL.ETI.EFEF03) Compreender movimentos específicos, ritmo, coreografias e conceito das danças circulares.
- (CVEL.ETI.EFEF04) Reconhecer a dança como forma de expressão artística, estética, criativa, cultural, social e técnica.
- (CVEL.ETI.EFEF05) Ampliar o repertório de movimentos a partir das danças criativas e da manifestação do lúdico.
- (CVEL.ETI.EFEF06) Desenvolver a capacidade criativa ao recriar movimentos e coreografias explorando elementos como tempo, espaço, fluência e peso.
- Jogos Intelectivos
- Xadrez; Ludo; Dama; Resta um; Dominó; Jogo da Velha; Jogo da Onça; Jogos de memória;
- Jogos Cooperativos
- Desafios coletivos; Circuitos cooperativos; Transporte coletivo de objetos; Jogos de confiança; Jogos sem eliminação; Resolução coletiva de problemas motores.
- Jogos Pré-desportivos
- Mini-futsal; Mini-handebol; Mini-basquete; Queimada adaptada; Mini-vôlei; Peteca; Badminton adaptado; Tênis com balões; Jogos de Campo e Taco; Bets (Tacobol); Boliche; Arremesso ao alvo; Jogos de argolas; Corridas adaptadas; Revezamentos; Corridas de obstáculos; Corridas de orientação;
- Jogos Culturais:
- Peteca; Cinco Marias; Bola de Gude; Pião; Amarelinha; Bets; Elástico; Passa-anel; Barra-manteiga; Cabra-cega; Mãe da rua; Queimada tradicional; Jogo da Onça (indígena); Corrida de tora (adaptada); Brincadeiras africanas; Jogos tradicionais de diferentes países; Jogos indígenas brasileiros.
- Criação De Jogos
- Construção de tabuleiros; Confecção de peças para jogos; Criação de cartas e desafios; Elaboração de regras; Reinvenção de jogos conhecidos; Construção de jogos utilizando materiais recicláveis; Desenvolvimento de jogos cooperativos; Criação de circuitos motores; Construção de brinquedos esportivos; Elaboração de desafios em equipes; Organização de festivais de jogos criados pelos alunos; Apresentação e avaliação coletiva dos jogos produzidos.
- (CVEL.ETI.EFEF09) Conhecer a história, as regras e o papel cultural dos jogos de tabuleiro.
- (CVEL.ETI.EFEF10) Adaptar regras e criar novas possibilidades de vivência dos jogos intelectivos.
- (CVEL.ETI.EFEF11) Desenvolver atitudes de cooperação, respeito e responsabilidade coletiva durante os jogos.
- (CVEL.ETI.EFEF12) Resolver desafios motores em grupo utilizando estratégias coletivas.
- (CVEL.ETI.EFEF13) Compreender a importância da colaboração para alcançar objetivos comuns.
- (CVEL.ETI.EFEF14) Vivenciar jogos reduzidos e adaptados que desenvolvam princípios técnicos e táticos dos esportes.
- (CVEL.ETI.EFEF15) Aplicar princípios de ataque, defesa, ocupação dos espaços e cooperação em jogos pré-desportivos.
- (CVEL.ETI.EFEF16) Aprimorar habilidades motoras específicas por meio de situações lúdicas adaptadas.
- (CVEL.ETI.EFEF17) Conhecer jogos tradicionais brasileiros e de diferentes matrizes culturais, reconhecendo seus aspectos históricos e sociais.
- (CVEL.ETI.EFEF18) Valorizar o patrimônio cultural presente nos jogos e brincadeiras de diferentes povos.
- (CVEL.ETI.EFEF19) Comparar jogos tradicionais e contemporâneos identificando permanências e transformações culturais.
- (CVEL.ETI.EFEF20) Elaborar jogos utilizando materiais convencionais e alternativos, criando regras e objetivos.
- (CVEL.ETI.EFEF21) Avaliar e aperfeiçoar jogos criados coletivamente, respeitando sugestões do grupo.
- (CVEL.ETI.EFEF22) Desenvolver criatividade, autonomia e capacidade de resolução de problemas por meio da elaboração de jogos.
- Alongamentos
- Movimentos para reconhecimento corporal.
- Acrobacias de solo
- Rolamento para frente e para trás; Rolamento carpado; Estrela; Estrela rodada; Flic-flack; Salto leão;
- Percursos motores
- Acrobacias aéreas (tecido)
- Subidas e descidas no tecido; Anjinho; Cristo; Cúpula; Espacato;
- Equilibrismo
- Elefantinho; Tijolinho; Tijolão; Subida na segunda altura; Subida na meia base frontal; Subida através do impulso; Parada do palhacinho; Equilíbrio de mão; Bananeira; Montagem de pirâmide;
- Malabarismos
- Manipulação de bolinhas, claves, argolas e diabolô; Trabalho com bandeiras; Jogos com malabares; Passes;
- Contorcionismo
- Ponte; Meia Ponte; Vela; Esfinge; Pé na cabeça; Espacato frontal e lateral; Barquinho para frente e para trás; Reversão para frente e para trás; Fortalecimento e alongamento;
- Palhaço
- Andares de palhaço; Maquiagens e caracterização de personagens clownescos (divertidos); Movimentos de palhaço (sapão, centopeia, bicho de duas cabeças...); Sequência de movimentos; Coreografias
- Pequenos aparelhos alternativos
- (CVEL.ETI.EFEF15) Conhecer aspectos históricos, sociais e culturais da ginástica circense e suas diferentes manifestações, incluindo a cultura do Circo.
- (CVEL.ETI.EFEF16) Experimentar movimentos de transferência de peso, deslocamento, salto, torção, equilíbrio, desequilíbrio, inclinação, expansão, contração, espalhar, recolher, gesto e pausa, por meio da ginástica geral.
- (CVEL.ETI.EFEF17) Experimentar movimentos característicos da ginástica circense de forma lúdica, visando à ampliação do repertório de movimentos, as habilidades e coordenação motora, a orientação e estruturação espaço temporal, o esquema e a percepção corporal.
- (CVEL.ETI.EFEF18) Criar coreografias individuais e coletivas com os elementos da ginástica.
- (CVEL.ETI.EFEF19) Conhecer e compreender o próprio corpo.
- Futsal/Futebol
- Passe; Domínio de bola; Condução; Drible; Chute; Cabeceio; Desarme;
- Basquetebol
- Passe; Condução; Drible; Arremesso; Rebote; Bloqueio: Lance livre;
- Handebol
- Passe; Empunhadura; Recepção; Arremesso; Drible; Finta;
- Voleibol
- Saque; Recepção; Levantamento; Ataque; Bloqueio;
- Atletismo
- Corridas: rasas. Com barreiras, com obstáculos; Revezamentos; Saltos; arremessos e lançamentos.
- Esportes de raquete
- Tênis de quadra; Tênis de mesa; Badminton; Frescobol
- (CVEL.ETI.EFEF11) Conhecer a origem do handebol, voleibol, futsal/futebol, basquetebol e atletismo (distinguir ano e país de origem, quem a criou, onde e por quem era praticada).
- (CVEL.ETI.EFEF12) Praticar o handebol, voleibol, futsal/futebol, basquetebol e atletismo para compreender suas regras e fundamentos técnicos.
- (CVEL.ETI.EFEF13) Compreender as estratégias táticas individuais e coletivas básicas do handebol, voleibol, futsal/futebol, basquetebol e atletismo.
- (CVEL.ETI.EFEF14) Reconhecer a necessidade de trabalhar em equipe e o respeito ao adversário.
11.3 Avaliação
A avaliação da aprendizagem, inserida em um processo de ensino que visa desenvolver no aluno a compreensão crítica sobre a realidade, exige que o professor compreenda a fase em que cada aluno se encontra e as condições reais que possui para realizar as atividades propostas.
Nessa perspectiva, a observação atenta do professor sobre o desenvolvimento dos alunos permite identificar as dificuldades ou resistências na aprendizagem para emitir feedbacks adequados, orientar as ações e até mesmo estimular o envolvimento e a participação durante a aula.
Nos objetivos de cada conteúdo já estão sinalizadas quais são as conquistas a serem alcançadas pelos alunos, desse modo, elas tanto guiam a organização do ensino por parte do professor quanto acenam para os indicadores avaliativos que devem estar presentes ao longo e ao final do trabalho com o conteúdo.
11.4 Referências
- ALBUQUERQUE,Felipe Raimundo Monteiro.Taekwondo e Educação Física: uma proposta pedagógica de ensino. Monografia como requisito parcial para obtenção do título de graduação de faixa preta 4º dan. Federação de Taekwondo do Estado de São Paulo, 2023.
- ARAÚJO, Benedito Carlos Libório Caires. A Capoeira na sociedade do capital: a docência como mercadoria-chave na transformação da capoeira no século XX. Dissertação de Mestrado, 99 p. - Programa de Pós-Graduação em Educação - Centro de Ciências da Educação - Universidade Federal de Santa Catarina, 2008.
- AYALA, D. J. P. Atividades Circenses na Educação Física Escolar. 13º Encontro Sul-mato-grossense de Educação Física. APEFMS, Campo Grande, 2010.
- BORGES, Eduardo. O Judô e Suas Simbologias Ocidentais. São Luis, 2005. Disponivel em: http://www.ligadeJudo.com.br/pordentro4.htm . Acesso em: 12/12/2009.
- BORTOLETO, M. A. C. A perna de pau circense – o mundo sob outra perspectiva. Motriz, Rio Claro, v.9, n.3, p. 125–133, set./dez. 2003.
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