Investigar para compreender
Iniciação Científica
Promoção da Saúde
Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
9.1 Concepção do componente curricular
O componente curricular Ciências parte do pressuposto de que a natureza foi transformada ao longo da história pela ação dos grupos humanos, e nesse processo ocorre a produção do conhecimento sobre a natureza e as possibilidades de sua transformação.
Esses conhecimentos decorrem da relação específica que os seres humanos estabelecem com a natureza, que se diferencia das relações que são estabelecidas por outros animais, uma vez que, os comportamentos dos animais são biologicamente determinados, definidos por processos instintivos, não planejados, subordinados às leis da natureza. Em contrapartida, às ações humanas não são somente determinadas biologicamente, mas há um processo intencional e planejado de permanentes e recíprocas transformações, provocando alterações no ambiente natural, causando impactos no ecossistema.
Segundo Saviani (1992), o que diferencia os homens dos demais animais é o trabalho. Esse se instaura a partir do momento em que o ser humano antecipa mentalmente a finalidade da ação. Consequentemente, não é qualquer tipo de ação, mas uma atividade adequada a finalidades, é, por isso, uma ação intencional.
O trabalho, dessa forma, permite a produção da existência humana consciente, integrando pensamento-linguagem e ação, emancipando-a em grande parte das leis da natureza ou de suas regularidades. Nessa relação, ganha-se significativa autonomia, a começar pela maior destreza das mãos, dos sentidos como órgãos naturais de trabalho e na extensão desses com a criação de instrumentos e de ferramentas.
Neste sentido, evidencia-se que o processo de produção do conhecimento se efetiva pela interação do ser humano com a natureza, incorporando esse conhecimento à prática social, pois é notório a relação entre o conhecimento das Leis da Natureza e as necessidades humanas. Para suprir essas necessidades, os seres humanos foram observando e conhecendo o funcionamento da natureza e intervindo nesse funcionamento, produzindo instrumentos físicos e simbólicos.
A partir dos instrumentos físicos e simbólicos produzidos pelo ser humano ao longo da história deu-se a produção do conhecimento científico, ou seja, a Ciência, que é a sistematização de como o homem explica a natureza, e como gera recursos para transformá-la. A Ciência precisa ser entendida além dos seus conceitos, compreendendo o processo de sistematização do conhecimento e sua utilização pelo ser humano.
Neste viés, é importante entender a Ciência como um processo, que pode utilizar de vários métodos, feito por homens e mulheres comuns, que trabalham individualmente e em grupos, que se dedicam em suas investigações de forma disciplinada, realizando cuidadosamente os registros de informações do que foi observado na natureza ou em experimentos que podem acontecer em laboratórios ou mesmo em uma plantação. Essas informações organizadas e fundamentadas são comunicadas a outros cientistas, que podem confirmá-las ou não (Morais, 2009).
Quando se tem essa compreensão de quem faz ciência e como esse conhecimento é organizado tem-se maiores chances de desmistificar estereótipos atribuídos à pessoa do cientista e até mesmo sobre questões que envolvem o método científico.
Outro ponto importante é salientar que os conhecimentos científicos são produzidos, financiados e utilizados pelos seres humanos para atender aos interesses de grupos específicos, o que pode resultar em bens coletivos ou benefícios particulares, para a melhoria da qualidade de vida humana e dos outros seres vivos ou em prejuízos para a vida, nas questões históricas, políticas, ambientais, sociais e econômicas.
O componente curricular que trabalha com esses conhecimentos científicos é a Ciências da Natureza, sendo constituída por diferentes áreas do conhecimento: física (temperatura, luz, movimento), química (transformações químicas como: digestão, respiração, fotossíntese), biologia (reprodução, crescimento, evolução), geologia (formação do solo, formação do planeta Terra) e astronomia (sistema solar).
Essas áreas de conhecimento são elementares para o entendimento do desenvolvimento da vida no planeta Terra, pois como em qualquer microrregião que se analise, é necessário o conhecimento das relações que integram dinamicamente os fatores abióticos (luz, temperatura, solo, água, ar) e bióticos (seres vivos, destacando o ser humano, sua significativa e diferenciada ação transformadora), em um ecossistema definido pelas inter-relações exercidas entre esses fatores. Desta forma uma floresta, savanas, cavernas, recifes de corais, lagos e lagoas, ou a superfície de um tronco em decomposição, são ambientes totalmente diferentes que reúnem elementos que caracterizam um ecossistema.
Portanto, um lago é um ecossistema quando considerado em sua totalidade, ou seja, um sistema (todo) formado por água, nutrientes, pressão, vento, luz, calor e por todos os seres vivos nele contidos ou que nele interferem. Não existe limite de tamanho para um ecossistema. Pode ser representado por um lago, uma floresta, um terreno baldio, um jardim, uma cidade, um aquário autossuficiente ou mesmo um terrário, no entanto, o maior ecossistema é a Biosfera, na qual há possibilidade e condições para a manutenção e a reprodução de seres vivos.
A Biosfera abriga uma biodiversidade significativa, porém, nessa totalidade ressalta-se a presença do ser humano que deve ser analisada sob duas dimensões em interações: no plano biológico e no plano social que se processam de forma conjunta e dinâmica. No plano biológico, o ser humano, como qualquer outro ser vivo, depende da natureza e dos recursos naturais. Por outro lado, no plano social, o ser humano, por meio do trabalho, processa a intervenção na natureza, a qual determina transformações do ecossistema.
Por conseguinte, é imprescindível analisar a relação da Ciência com o desenvolvimento da sociedade decorrente do trabalho e das necessidades materiais do homem em cada momento histórico.
A Ciência é presente no cotidiano do aluno, seja nos meios de comunicação que noticiam, via TV ou internet, informações que, muitas vezes, para que possam ser minimamente compreendidas exigem conhecimento científico como no caso da pandemia do Covid-19. Outra situação muito comum se verifica no uso de produtos tecnológicos, como tratamentos de saúde (médico e odontológico), alimentos, medicamentos, roupas, equipamentos eletrônicos, entre outros.
Dentro dessa realidade é importante não só a compreensão de Ciência como também de tecnologia, devendo esta ser entendida como a produção de objetos que visam satisfazer necessidades humanas e que para serem produzidos precisam dos conhecimentos científicos sobre os materiais e processos.
Nessa concepção, a inovação tecnológica também não é uma atividade socialmente neutra nem economicamente asséptica, visto que está estritamente ligada ao trabalho e às forças produtivas. Logo, a Ciência e a tecnologia são fenômenos sociais e as mudanças por elas ocasionadas são configuradas pelo modo de produção dominante.
Diante dessa realidade, busca-se um ensino de Ciências que assegure aos alunos o acesso à diversidade de conhecimentos científicos produzidos ao longo da história, como instrumentos que permitem compreender os fenômenos da realidade em seu movimento e contradição, bem como, ao conhecimento gradativo dos principais processos, práticas e procedimentos da Ciência.
Para tanto é fundamental que no processo de escolarização ocorra a alfabetização científica, a qual é definida por vários autores, contudo neste documento elegemos a definição:
“A alfabetização científica no ensino de Ciências Naturais nas séries iniciais é aqui compreendida como o processo pelo qual a linguagem das Ciências Naturais adquire significados, constituindo-se um meio para o indivíduo ampliar seu universo de conhecimento, a sua cultura, como cidadão inserido na sociedade” (Lorenzetti e Delizoicov, 2001, p. 43).
Por este olhar, podemos considerar a alfabetização científica como central no ensino de Ciências, uma vez que promove benefícios pessoais, sociais, culturais e globais, pois possibilita aos alunos a oportunidade de conhecer e, gradativamente compreender o que se passa à sua volta, de forma que possam se posicionar e intervir na sua realidade utilizando dos conhecimentos científicos. Como sintetiza Chassot (2003) a Alfabetização Científica é: ensinar a ler – e interpretar, a linguagem construída pelos homens e mulheres para explicar o nosso mundo.
Em suma, o acesso aos conhecimentos científicos possibilitará ao aluno melhor competência e capacidade para fazer escolhas de forma crítica, a partir do entendimento que a Ciência proporciona. Essas escolhas, o levarão a ter uma melhor qualidade de vida, a fazer uso consciente de produtos tecnológicos, além de ampliar as condições de participação e tomada de decisões em processos democráticos, especialmente quando os temas abordados envolvem questões referentes a Ciência.
9.2 Objeto de estudo
Nesse sentido, o objeto de estudo do ensino de Ciências é o Ecossistema/Biosfera: relações de interdependência entre os fatores abióticos e bióticos, que deve ser tratado por meio de sua historicidade. Define-se ecossistema como um conjunto formado pelos sistemas abióticos e bióticos, os quais, em um determinado meio, acarretam transformações da matéria e da energia na biosfera. Não obstante, não faz sentido uma análise dos elementos naturais dos ecossistemas de forma isolada, sem que se estabeleça uma relação entre o meio natural e as condições da existência humana, considerando os aspectos econômicos, socioambientais, políticos, culturais e históricos.
Desta forma, os conteúdos das Ciências Naturais devem fundamentar-se na totalidade das múltiplas relações de interdependência dos fatores abióticos e bióticos que constituem o ecossistema e das interações entre eles, objetivando, nesse movimento, oportunizar aos alunos uma leitura clara do dinamismo dos vários elementos que constituem os sistemas físicos, químicos e biológicos.
Essa leitura deve ter como pólo essencial e orientador a ação transformadora do ser humano que interfere na natureza, humanizando-a e humanizando-se. Esses são dois amplos processos que necessitam incorporar as leis da natureza acerca das interações e transformações da matéria e energia (ciências da natureza) para transformarem-se objetivamente, pela mediação do trabalho, em técnica e tecnologia.
9.3 Encaminhamentos teórico-metodológicos
O ensino de Ciências na EITI tem por proposta a ampliação e o aprofundamento de conceitos estudados no Currículo para Rede Pública Municipal de Ensino de Cascavel - Educação Infantil e Ensino Fundamental. A partir desta premissa e com base nos conteúdos trabalhados no componente curricular de Ciências, organizou-se um quadro contemplando os eixos e os conteúdos para o ensino de Ciências (Terra e Universo; Matéria e Energia; Vida e Evolução).
O quadro apresenta os Laboratórios de Iniciação Científica, Promoção de Saúde e a Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, selecionados a partir da orientação contida na Instrução Normativa Conjunta nº 007/2021 - DEDUC/DPGE/SEED de 01 de outubro de 2021.
De acordo com a Instrução Normativa Conjunta nº 007/2021, no documento orientador da Educação em Tempo em Tempo Integral deverá constar explicitamente os conteúdos que serão desenvolvidos nos Laboratórios, articulados aos componentes curriculares e às áreas de conhecimento, a vivências e práticas socioculturais conforme define a Resolução nº 07, de 14 de dezembro de 2010, a qual fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos e com a Resolução CNE/CEB nº 7, de 1º de agosto de 2025, que institui as Diretrizes Operacionais Nacionais para a Educação Integral em Tempo Integral na Educação Básica.
Com relação aos Laboratórios se faz necessário uma breve introdução de como foram organizados e compreendidos neste documento.
A Iniciação Científica, no ensino de Ciências da Natureza, desde a mais tenra idade, oportuniza a interação da criança com o meio e com seus pares, baseado na observação, questionamento e investigação de fenômenos e situações que nos cercam, propiciando gradativamente um conhecimento consciente de mundo, instituindo previamente, uma corresponsabilidade com o meio ambiente, de modo a desenvolver um comprometimento ambiental, social, político, histórico e econômico.
Alicerçado neste entendimento o trabalho pedagógico precisa ser organizado de forma que assegure a aprendizagem sobre a Ciência, as quais podem ter início por meio de brincadeiras, investigações, atividades experimentais, leitura de imagens, visitas, coleta de materiais, construção de pequenos instrumentos tais como: lunetas, terrários, aquários, entre outros.
Oportunizar a iniciação científica envolvidas por práticas lúdicas enriquecidas com a atuação mediadora do professor, consiste em um trabalho com intencionalidade, propiciando a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças, perpassa pela ação do professor ao refletir sobre sua ação prática, “de forma a promover um ensino contextualizado e com significado para a criança por meio de estratégias que oportunizem o seu desenvolvimento integral no contexto escolar” (Silva, 2023, p. 23).
Sugere-se portanto, que o professor inicie a pesquisa com questionamentos e interrogações acerca do que será pesquisado/estudado, ampliando a visão do mundo, qualificando aos poucos e aprofundando o repertório intelectual e simbólico dos alunos instigando um olhar pesquisador. Pesquisar cientificamente, significa ir além de uma simples pesquisa, necessita ser organizada em um conjunto de atividades orientadas e planejadas na busca pelo conhecimento. Como destacado por Ruiz (1991, p. 48) “a pesquisa científica é a realização concreta de uma investigação planejada, desenvolvida e redigida de acordo com as normas da metodologia consagradas pela ciência”.
Por este olhar, Ferreira et al. (2023, p. 2) ressaltam que por meio do ensino de Ciências é “[...] dada a oportunidade de contribuir para a formação e apropriação de conhecimentos científicos, permitindo que a criança compreenda que faz parte da natureza e do ambiente”, amparada pela curiosidade, típica desse período de desenvolvimento, pode enfatizar o impulso para aprender.
Ainda de acordo com Arce, Silva e Varotto (2011, p. 20), “as crianças em contato com as ciências ampliam sua compreensão do mundo e de si mesmas enquanto membros da espécie animal humana [...]”.
Neste sentido, ao pensar a pesquisa para as crianças é preciso compreendê-las como seres potencialmente capazes, considerando a atividade principal do período de desenvolvimento em que se encontram, visto que estas podem produzir diferentes ideias, questionar situações e expressar suas opiniões e hipóteses, ações que se configuram imprescindíveis na gênese da iniciação científica.
Ressaltamos que a iniciação científica para alunos da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental não tem por objetivo finalizar o assunto estudado com conceitos que podem ser abstratos nesse momento, mas sim aguçar e desenvolver nos alunos a capacidade de observação, questionamento, levantamento de hipóteses relacionadas ao universo da criança. Essas ações quando trabalhadas com os alunos, proporcionam a base para uma aprendizagem significativa além de uma postura questionadora, crítica e argumentativa nas suas vivências em sociedade.
Com relação ao Laboratório de Promoção da Saúde o objetivo do trabalho a ser desenvolvido nesta perspectiva incorpora princípios de promoção da saúde em sua prática pedagógica, abrangendo a formação de hábitos saudáveis relacionados à alimentação, atividade física, cuidado com o corpo, higiene, prevenção de doenças e acidentes, vacinação, sono, postura corporal, entre outros.
Portanto, as práticas educativas no espaço escolar precisam integrar estratégias pedagógicas que propiciem discussão, problematização, reflexão das consequências das escolhas no plano individual e social e decisão para agir (Catrib et al., 2003).
A escola, neste sentido, constitui-se um espaço potencializador para facilitar a promoção da saúde, pois o ensino sistematizado irá contribuir para a formação de uma consciência favorável à saúde, estruturado no respeito ao bem-estar físico, social e mental da criança, que envolve, também, seus direitos e deveres (Gonçalves et al., 2008).
É importante dimensionar o papel do ambiente escolar como uma grande fonte de narrativas para um estilo de vida mais saudável, sendo que o trabalho realizado neste período com a criança dará suporte para que ela faça suas escolhas na infância e na adolescência, sobretudo quando se vive em um mundo com tantas escolhas, principalmente durante a infância, na busca pela promoção da saúde ensinando aos alunos as boas práticas de cuidado consigo e com o meio ambiente.
Em síntese, a escola precisa desenvolver ações de promoção da saúde para “[...] garantir oportunidade a todos os educandos de fazerem escolhas mais favoráveis à saúde e de serem, portanto, protagonistas do processo de produção da própria saúde, buscando melhoria de sua qualidade de vida (Brasil, 2015, p. 25).
No Laboratório de Educação Ambiental e o Desenvolvimento Sustentável é necessário o entendimento de que ambos precisam caminhar juntos para que haja uma sensibilização coletiva em prol da preservação da vida no planeta, compreendendo as relações de interdependência entre os fatores bióticos e abióticos e entendendo que o ser humano é o único ser vivo capaz de destruir ou preservar a natureza.
Esses aspectos implicam diretamente na biodiversidade do planeta Terra e suas influências na vida, sendo necessário o incentivo para práticas sustentáveis no dia a dia, levando o aluno a compreender o ambiente em que vive, e que as ações realizadas nele geram consequências, tanto positivas quanto negativas, assim como saber reconhecer qual é o seu papel nesse contexto, repensando hábitos prejudiciais ao meio ambiente, desenvolvendo a conscientização ambiental, entendendo que cuidar do meio ambiente não é cuidar apenas das florestas e rios com ações grandiosas, mas sim é também cuidar do ambiente escolar, da sala de aula, da sua casa com pequenas e simples ações, com vistas à preservação dos recursos naturais, e dessa forma, o desenvolvimento sustentável se tornará um legado para as próximas gerações.
Cabe destacar, que a Educação Ambiental e o Desenvolvimento Sustentável precisa ser considerada como um tema transversal para todas as áreas do conhecimento, não como algo exclusivo da Ciências da Natureza, pois, tudo o que acontece ou é criado além do ambiente natural impacta nele. A Educação Ambiental consiste em desenvolver ações sustentáveis em todos os seus aspectos, seja nas relações entre os seres humanos, como também entre estes e os demais seres vivos (Brasil, 2017).
Por este olhar, as ações pedagógicas objetivam a apropriação dos conceitos científicos de forma sistematizada, superando os conceitos espontâneos, no curso da atividade prática da criança em seu meio social. Sem estagnar-se em atividades de identificação, observação, constatação, descrição, comparação em si mesmas, mas ir além, desenvolvendo atividades que gerem motivos e necessidades para aprender, possibilitando ao aluno expressar seu entendimento sobre o que lhe é apresentado, os seus conceitos cotidianos ou até mesmo alguns conhecimentos científicos prévios.
Neste sentido, o ensino dos conceitos científicos deve partir “[...] do cotidiano da criança, e o professor deve dirigir seu olhar no sentido de possibilitar-lhe a compreensão dos fenômenos observáveis, transformando os conhecimentos elementares em conhecimentos mais elaborados” (Arce; Silva; Varotto, 2011, p. 64).
A partir desta compreensão, é necessário que os encaminhamentos metodológicos sejam planejados pelo professor, de forma articulada contemplando a relação entre os eixos, além de vincular ao desenvolvimento tecnológico, já que o conhecimento científico ao mesmo tempo em que produz as condições para o desenvolvimento tecnológico, é também resultado dele. Conforme explicita a Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2017),
Impossível pensar em uma educação científica contemporânea sem reconhecer os múltiplos papéis da tecnologia no desenvolvimento da sociedade humana. A investigação de materiais para usos tecnológicos, a aplicação de instrumentos óticos na saúde e na observação do céu, a produção de material sintético e seus usos, as aplicações das fontes de energia e suas aplicações e, até mesmo, o uso da radiação eletromagnética para diagnóstico e tratamento médico, entre outras situações, são exemplos de como ciência e tecnologia, por um lado, viabilizam a melhoria da qualidade de vida humana, mas, por outro, ampliam as desigualdades sociais e a degradação do ambiente. Dessa forma, é importante salientar os múltiplos papéis desempenhados pela relação ciência-tecnologia-sociedade na vida moderna e na vida do planeta Terra como elementos centrais no posicionamento e na tomada de decisões frente aos desafios éticos, culturais, políticos e socioambientais (Brasil, 2017, p. 329).
Nesta perspectiva, devemos considerar os três Laboratórios sob a perspectiva da continuidade e da integração com seus conteúdos e objetivos de aprendizagem no decorrer dos anos de escolarização, sendo fundamental que sejam desenvolvidos de forma articulada.
Cada Laboratório está estruturado em um conjunto de conteúdos, cuja complexidade amplia progressivamente ao longo dos anos. Esses conteúdos impulsionam conhecimentos, linguagens e alguns dos principais processos, práticas e procedimentos de investigação envolvidos na apropriação de conhecimentos científicos.
Para o trabalho com os conteúdos o desenvolvimento dos experimentos podem ser uma das possibilidades, deste modo os passos metodológicos a serem utilizados devem proporcionar a compreensão de conceitos científicos pelo aluno.
Com base no exposto por Carvalho et al. (1998):
“Uma atividade para desenvolver conhecimento científico parte da proposição de um problema pelo professor. O problema é a mola propulsora das variadas ações dos alunos: ele motiva, desafia, desperta o interesse e gera discussões. Resolver um problema intrigante é motivo de alegria pois promove a autoconfiança necessária para que o aluno conte o que fez e tente dar explicações (Carvalho et al., 1998, p. 20).
Desta forma, a partir da apresentação de um problema a ser resolvido, por meio de uma atividade experimental vivenciada, estimula o levantamento de hipóteses válidas para a solução da problematização formulada. Ao propor uma atividade prática em grupo ou individual, o professor poderá orientar-se pelos passos a seguir:
Ao concluir um experimento o professor precisa esclarecer aos alunos os objetivos da experiência, assim como realizar a explicação do desenvolvimento e dos conceitos trabalhados, os quais devem ser adequados, possibilitando a compreensão do aluno. Concomitantemente, o professor propõe análise e discussão das situações do cotidiano explicadas cientificamente de forma semelhante à vivenciada na atividade prática.
Destacamos que a importância do trabalho prático é inquestionável no ensino de Ciência e deveria ocupar lugar central no plano docente. “Para tanto, é essencial no trabalho do professor do ensino de Ciências que ele tenha clareza de que seu ofício perpassa por diferentes aspectos do processo de escolarização” (Sgarioni, 2017, p. 60).
Portanto, ao planejar o trabalho com atividades experimentais é imprescindível que se tenha claro qual conteúdo será trabalhado, qual objetivo se pretende alcançar e quais os recursos técnicos (materiais) que serão utilizados.
Por exemplo, ao trabalhar com a Iniciação Científica, no terceiro ano, é possível desenvolver ações de ensino partindo do eixo Vida e Evolução, utilizando o conteúdo Seres vivos no ambiente, propondo para os alunos pesquisar a importância dos animais invertebrados para o meio ambiente e o homem. O professor inicia a aula com uma literatura infantil sobre a minhoca. Na sequência os alunos são instigados com questões problematizadoras a fim de que as respondam por meio de investigação, permitindo ampliar o conhecimento a respeito da minhoca de forma exploratória, em uma roda de conversa ouvir as respostas dos alunos. A partir disso, questionar os alunos sobre: “Quais as características das minhocas e porque esse animal é importante?”
Convidar os alunos para iniciar a investigação com uma pesquisa de campo, o professor organiza uma visita no pátio da escola, no jardim, quintal ou uma horta, distribuindo lupas aos alunos.
Nesta visita, solicitar que os alunos observem os seres vivos presentes no ambiente, e busquem localizar alguma minhoca, sempre com cuidado para não danificar nenhuma planta. Questioná-los: Onde será que podemos encontrá-las? Onde elas gostam de ficar? O professor poderá dar algumas dicas como: As minhocas adoram a terra fofa e úmida! Temos esse tipo de terra nos espaços que visitamos? Orientar os alunos para chamar o professor quando encontrar a minhoca, para que ajude a capturá-la.
O professor poderá explicar aos alunos que a melhor maneira de capturar a minhoca é cavar em volta do lugar onde ela está, pois esse animal é muito rápido em seu ambiente, lembrando-os de não tentar puxá-la, pois ela é muito sensível.
Após a captura da minhoca colocar um algodão molhado em um frasco de coleta ou outro recipiente transparente para que possa se manter viva, e para uma melhor observação de suas características e movimentação dentro do recipiente, utilizar a lupa para fazer uma observação mais detalhada, percebendo todos os detalhes do corpo da minhoca.
Em seguida, espalhar em uma bandeja um pouco de terra coletada do ambiente que a minhoca foi retirada e soltá-la próximo da terra, observar como ela se movimenta mesmo sem ter patas. Ao finalizar as observações, devolver a minhoca para o local onde foi encontrada. O professor poderá propor a realização de um relatório, a fim de organizar as informações adquiridas para responder a pergunta inicial “Quais as características das minhocas?”. Para isso pode usar a representação por meio de desenho, produção de texto coletiva ou individual como fechamento da pesquisa de campo e assim avaliar o nível de apropriação do conteúdo explorado.
Para ampliar as descobertas realizadas, instigar os alunos a conhecer um pouco mais sobre este animal, propondo uma pesquisa sobre: Quais suas características físicas? Há outros animais que você conhece que apresentam algumas dessas características? (tendo como foco a classificação como animal invertebrado) Do que se alimentam? Quais são seus hábitos e qual sua importância para o solo? Para realizar essa pesquisa podem ser utilizados recursos como livros, vídeos, documentários, entre outros. Neste segundo momento da pesquisa os instrumentos avaliativos podem ser a produção de cartazes, exposições orais, arquivos digitais, dentre outros, os quais também contribuirão para verificar a apropriação do conteúdo pelo aluno. Após as vivências investigativas, a pesquisa e as explicações científicas acerca do conteúdo, o professor poderá propor outras atividades práticas, como por exemplo a construção de um minhocário para validar a importância que as minhocas têm na natureza.
A realização de uma feira de Ciências na Escola, ou mesmo uma pequena exposição para os pais no final do período, em que as crianças possam realizar uma apresentação à comunidade escolar ressaltando os trabalhos desenvolvidos pelos alunos e professores, se configura em uma rica experiência concretizando a aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos frente a divulgação científica.
Na sequência do trabalho com a turma do terceiro ano, no eixo Vida e Evolução, agora podemos desenvolver ações de ensino relacionadas a Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, utilizando o conteúdo Seres vivos no ambiente, propondo aos alunos relacionar a função de cada grupo da cadeia alimentar (produtores, consumidores e decompositores) reconhecendo as ações do homem sobre essa cadeia como o uso de agrotóxico na agricultura entre outros.
As ações de ensino podem ser desenvolvidas a partir dos experimentos realizados com a minhoca, retomando o seu papel na cadeia alimentar e destacando que são animais decompositores e de relevante importância para o solo, ao passo que cavam extensos túneis, pelos quais o ar atmosférico penetra no solo.
As minhocas também comem os resíduos e produzem fezes de comprovada ação fertilizante, participando, portanto, da produção de húmus no seu ambiente. Assim como transportam para a superfície as camadas mais profundas do solo, renovando desta forma os nutrientes do solo superficial, fundamental para que haja o desenvolvimento adequado das plantas.
Mas, além da minhoca, que outros seres vivos podem ser encontrados no espaço da escola? O professor poderá propor uma excursão pelos espaços da escola a fim de investigar se existem outros seres vivos vivendo na escola e depois classificá-los conforme sua posição na cadeia alimentar (produtores, consumidores e decompositores), relacionando a função de cada grupo da cadeia alimentar.
Para iniciar a excursão o professor poderá realizar alguns questionamentos aos alunos como: Que animais vocês esperam encontrar no espaço da escola? Que lugares esses animais habitam?
Informar sobre os materiais necessários para o registro das observações, como por exemplo: prancheta, papel e lápis. Antes de sair para o estudo o professor precisa orientar sobre os cuidados que os alunos devem ter durante a investigação, como exemplo: em lugares secos não levantar pedras ou tijolos, pois podem esconder escorpiões ou aranhas, nunca mexer nos animais, utilizar varetas para observar entre folhas caídas, dentre outros.
Ao final da atividade propor um relatório que pode ser organizado em formato de quadro com algumas perguntas orientadoras como: nome ou desenho do animal, onde foi encontrado, o que estava fazendo, dentre outras. O relatório pode ser considerado como instrumento avaliativo do conteúdo explorado.
Prosseguindo, em sala de aula, o professor poderá trazer questionamentos acerca das ações do homem sobre a cadeia alimentar, como o uso de agrotóxicos na agricultura, o tráfico de animais silvestres, a caça, a poluição, o desmatamento, o consumo exagerado de recursos naturais, o desperdício de água, dentre outros. Organizar a turma em grupos, e propor que cada grupo pesquise uma ação do homem sobre a cadeia alimentar, utilizando para isto reportagens, notícias de jornal, e ao final cada grupo pode apresentar para a turma o resultado de sua pesquisa.
Seguindo com o trabalho na turma do terceiro ano, no eixo Vida e Evolução desenvolveremos ações de ensino relacionadas à Promoção da Saúde utilizando o conteúdo Seres vivos no ambiente, a fim de trabalhar o objetivo de aprendizagem proposto, o professor poderá organizar e criar situações relacionadas a hábitos saudáveis que por consequência melhoram a qualidade de vida das pessoas, dentre as quais a prevenção de doenças causadas por animais vetores, tais como: dengue, zika, chikungunya, malária e febre amarela, que podem ser evitadas com hábitos simples de prevenção.
Neste sentido, a proposição de campanhas de conscientização organizadas pelos alunos sob a orientação dos professores são ações significativas para evitar doenças. O professor poderá solicitar que os alunos tragam figuras e desenhos para montar o cartaz da campanha, ou ainda fazer a seleção das figuras de revistas que tenham na escola. Importante ressaltar a oportunidade do professor questionar os alunos a partir das imagens selecionadas qual seria a classificação desses animais, vertebrados ou invertebrados, ampliando e/ou relembrando conceitos já trabalhados anteriormente.
Em grupos, os alunos reúnem ideias que explicam as figuras escolhidas, ao lado das figuras deve haver um pequeno texto com as explicações, assim o cartaz vai sendo montado. O professor orienta sobre o título da campanha e que o mesmo precisa ser escrito com letras grandes no cartaz, a fim de chamar atenção das pessoas. Verificamos a partir desses encaminhamentos o trabalho intencional do professor em resgatar e ampliar não só os conteúdos de ciências, mas também de outras áreas de conhecimento.
Ao finalizar os trabalhos os alunos poderão apresentar o resultado da campanha de conscientização pelos corredores da escola ou ainda em momentos que reúnam toda a comunidade escolar, como a hora cívica ou reunião de pais. A produção da campanha de conscientização, a elaboração do cartaz, assim como a apresentação oral podem ser utilizados como instrumentos avaliativos, uma vez que o professor consegue observar a apropriação do conteúdo explorado.
Toda essa sequência de ações de ensino busca demonstrar que atividades práticas como essas possibilitam aos alunos, com base na mediação do professor, relacionar os laboratórios, os conteúdos estudados com as situações cotidianas.
Na atual organização do ensino, muitas vezes não são exploradas atividades práticas, isso ocorre por vários motivos, que vão desde características advindas da formação inicial dos professores, os quais, muitas vezes, deixaram de vivenciar tais experiências no seu processo de formação, passando pela falta de compreensão da importância desse tipo de ação de ensino em Ciências, bem como para não alterar a organização da rotina escolar, ao realizar uma atividade no pátio antes dos horários pré-estabelecidos. Todas essas situações constituem-se em barreiras que impedem ou dificultam a execução de atividades práticas na escola.
É importante e urgente a superação desses obstáculos, pois é na combinação do experimentar, do vivenciar e do provar, orientada pelos conceitos científicos estudados, que os processos de ensino e de aprendizagem se efetivam de forma significativa para o aluno.
Outro aspecto relevante é o uso adequado da linguagem científica pelo professor, por exemplo, não usar a palavra “fumaça” no lugar de “vapor”. O professor deve utilizar cotidianamente a terminologia científica sem distorções. Essa deve ser abordada e entendida dentro de seu contexto, assegurando a compreensão do significado dos termos utilizados. Outro ponto de atenção é a atribuição de características humanas a fatores bióticos e abióticos, como o uso de imagens de Sol e animais com feições humanas e com sentimentos. Apesar de ser uma prática presente em filmes e obras de literatura infantil, precisa ser trabalhada de forma a confrontar o aluno sobre o que é apresentado nesses materiais e como de fato se configura a realidade.
Enfatizamos que, na organização do ensino, devem ser evitadas situações centradas na transmissão mecânica de conceitos, mas priorizadas ocasiões nas quais os conceitos sejam abordados como instrumentos que permitem aos alunos compreenderem os fenômenos da realidade, cuja inteligibilidade é alcançada por meio dos conteúdos das Ciências da Natureza.
No apêndice apresentamos os conteúdos em formato de quadro, contemplando Educação Infantil (Infantil IV e Infantil V) e Ensino Fundamental (1º ao 5º ano). O quadro é composto pelos eixos, conteúdos, laboratórios e objetivos de aprendizagem específicos para o trabalho na Educação Integral em Tempo Integral.
Segue explicação dos códigos referente aos objetivos de aprendizagem para este componente curricular:

Fonte: Escola Municipal Luís Carlos Ruaro

Fonte: Escola Municipal Luís Carlos Ruaro

Fonte: Escola Municipal Edison Pietrobelli

Fonte: Escola Municipal Edison Pietrobelli

Fonte: Escola Municipal Mario Pimentel de Camargo
9.4 Avaliação no Laboratório de Ciências
Para pensarmos na avaliação no laboratório de Ciências, é necessário retomar o objetivo principal do componente curricular que é ampliar a compreensão do aluno acerca da realidade, por meio da superação dos conceitos cotidianos pelo conhecimento científico. Deste modo, a avaliação necessita objetivar e potencializar no aluno a sua capacidade de observação do meio ambiente, bem como a compreensão inicial para posterior sistematização sobre os fenômenos naturais, suas características e seus processos, além das relações dos seres humanos com o mundo natural que acontecerão ao longo do processo de escolarização.
Assim, espera-se que conhecimentos científicos e tecnológicos da Ciência, fundamentados teórica e metodologicamente nesta Diretriz, sejam compreendidos como um acúmulo de conhecimentos historicamente produzidos durante o processo de humanização da natureza e do próprio sujeito, possibilitando que o aluno, no percurso de sua escolarização, compreenda que ser crítico é saber argumentar sobre determinado assunto, estabelecendo julgamento positivo ou negativo, a partir da apropriação do conhecimento.
Compreendemos que para se ter um trabalho com foco em desenvolver a criticidade precisamos possibilitar aos alunos a capacidade de argumentar a respeito dos fenômenos naturais, sobre a ação humana, sobre esses fenômenos e o impacto deles para os seres humanos. Essa argumentação, diferentemente daquela que ocorre no senso comum em outros espaços, necessita ser pautada no conhecimento adquirido no estudo dos conteúdos deste componente curricular, não na mera opinião pessoal sobre o assunto.
Portanto, na avaliação buscamos identificar a qualidade argumentativa dos alunos diante dos problemas que apresentamos a eles. Quanto mais o aluno recorrer aos conceitos estudados para expor sua compreensão acerca dos fenômenos, mais próximo está da aprendizagem esperada e do pensamento teórico que desejamos formar.
Apesar de essa aprendizagem ser o ponto de chegada do processo de ensino, isso não significa que deva ocorrer apenas ao final dele, mas durante todo o processo, pois “[...] enquanto se ensina se avalia, ou, enquanto se avalia se ensina” (Luckesi, 2005, p. 34). Sabendo que o pensamento mediado pelo conceito é o que se deseja formar, enquanto ensinamos já podemos avaliar a proximidade ou a distância que os alunos estão desse pensamento, bem como, podemos avaliar se nossas ações de ensino estão caminhando na direção adequada para possibilitar essa formação, ou se é necessário, alterar nossas ações para que elas cumpram a sua função formativa.
Em outras palavras, identificar se é necessário investir na reapresentação do conteúdo, por meio de outras ações de ensino com vistas a garantir diferentes possibilidades de acesso ao conhecimento no processo de aprendizagem do aluno.
Sendo assim, por meio da avaliação o professor tem condições de verificar se os objetivos de aprendizagem foram atingidos e se os encaminhamentos didáticos foram adequados para que os conteúdos planejados fossem apropriados pelos alunos.
Considerando a avaliação como diagnóstica, a mesma busca verificar se os objetivos, os encaminhamentos e os conteúdos planejados foram adequados. Para tanto, precisamos de instrumentos avaliativos tais como as manipulações, os relatos orais e escritos, individuais e coletivos, dentro de variados gêneros textuais, as representações por meio de desenhos produzidos a partir de uma aula desenvolvida, as atividades experimentais, as leituras de imagens, os relatórios científicos, relatórios de atividades experimentais e de visitas técnicas a museu, zoológico, mercado, farmácia, dentre outras, a participação nas atividades coletivas, a construção de pequenos instrumentos (lunetas, terrários, aquários, entre outros), coletando materiais e realizando a investigação de situações-problemas fundamentados nos conteúdos, questionários que também podem ser apresentados em formato de quiz, listas de exercícios, seminários, portfólios, autoavaliação, dentre outros instrumentos.
A avaliação sendo também processual precisa ocorrer em momentos diversos, por exemplo, após o ensino de um conteúdo, retomá-lo por meio de um jogo ou de uma dinâmica, e, nesse momento, observar a apropriação do conteúdo explorado. Quando o registro for apropriado para o período de desenvolvimento do aluno, este pode ser coletivo, por meio de cartazes, montagens com recortes, colagens, desenhos, maquetes, dentre outros, como também pode ser registro individual.
A avaliação no laboratório de Ciências tem como propósito subsidiar decisões em busca de melhores resultados, não pode se caracterizar apenas como uma exigência do professor para uma devolução mecânica do conteúdo ensinado. Em razão disso precisa ser vista como um processo que objetiva explicitar o grau de compreensão da realidade pelos alunos, ou seja, o nível de apropriação dos conceitos numa totalidade de relações entre fatores bióticos e abióticos, e as relações compreendidas entre homem-homem e homem-natureza.
Além do que já foi exposto, é preciso ressaltar que a avaliação não pode ser baseada apenas em um olhar informal, pois o desenvolvimento do aluno deve ser observado durante todo processo de ensino e sistematicamente registrado pelo professor, ressaltando que a análise e a comparação da apreensão dos conhecimentos ocorre de forma individual.
Na verificação da apropriação dos conteúdos, é preciso ter como foco o que é essencial para o trabalho no laboratório de Ciências e definido no quadro de objetivos de aprendizagem para cada ano escolar, os quais orientam e definem os recursos e encaminhamentos teórico-metodológicos mais adequados para o sucesso do processo de ensino e de aprendizagem, garantindo ao professor elementos para verificar, caracterizar, descrever, avaliar a real aquisição e apropriação de conceitos científicos, sendo esse o sentido de existir da instituição de ensino e do trabalho pedagógico.
9.5 Referências
- BRASIL. Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961. Fixa as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Congresso Nacional. Diário Oficial da União. Seção 1. 27 dez. 1961. Brasília, 1961. Disponível em: <https://legislacao.presidencia.gov.br/atos/?tipo=LEI&numero=4024&ano=1961&ato=339o3YU5keVRVT7a7>. Acesso em: 09 fev. 2024.
- BRASIL. Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971. Fixa as Diretrizes e Bases para o ensino de 1º e 2º graus, e dá outras providências. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 1971. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5692.htm>. Acesso em: 09 fev. 2024.
- BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Senado Federal. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 1988. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm>. Acesso em: 09 fev. 2024.
- BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 1996.
- BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: ciências naturais. Brasília: MEC/SEF, 1997.
- BRASIL. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 1998. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm>. Acesso em: 09 fev. 2024.
- BRASIL. Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 1999. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm>. Acesso em: 09 fev. 2024.
- BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação Pleno. Resolução nº 07, de 14 de dezembro de 2010. Fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos Diário Oficial da União. Brasília, DF, 2010. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb007_10.pdf>. Acesso em: 09 fev. 2024.
- BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Conselho Pleno. Resolução nº 02, de 15 de junho de 2012. Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 2012. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rcp002_12.pdf>. Acesso em: 09 fev. 2024.
- BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução CNE/CEB nº 7, de 1º de agosto de 2025. Institui as Diretrizes Operacionais Nacionais para a Educação Integral em Tempo Integral na Educação Básica. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 2025. Disponível em: <https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/2025/agosto-de-2025/rceb007_25.pdf>. Acesso em: 10 jul. 2026.
- BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Curricular Comum: versão final. Secretaria da Educação Fundamental. Diário Oficial da União. Brasília, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br>. Acesso em: 09 fev. 2024.
- BRASIL. Lei nº 13.666, de 16 de maio de 2018. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), para incluir o tema transversal da educação alimentar e nutricional no currículo escolar. Diário Oficial da União. Brasília, DF. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13666.htm>. Acesso em: 09 fev. 2024.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Caderno do gestor do PSE. Ministério da Saúde, Ministério da Educação, Brasília: Ministério da Saúde, 2015. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_gestor_pse.pdf> Acesso em: 09 fev. 2024.
- BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Carta Da Terra. 1992. Disponível em: <https://www.mma.gov.br/estruturas/agenda21/_arquivos/folder_carta_da_terra.pdf>. Acesso em: 09 fev. 2024.
- BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global. Disponível em: <https://www.mma.gov.br/informma/item/8068-tratado--de-educa%C3%A7%C3%A3o-ambiental-para-sociedades-sustent%C3%A1veis-e-responsabilidade--global.html>. Acesso em: 09 fev. 2024.
- CARVALHO, A. M. P. de. et al. Ciências no Ensino Fundamental: o conhecimento físico. São Paulo: Scipione, 1998.
- CASCAVEL (PR). Secretaria Municipal de Educação. Currículo para a Rede Pública Municipal de Ensino de Cascavel: volume I: Educação Infantil. Cascavel: SEMED, 2020.
- CASCAVEL (PR). Secretaria Municipal de Educação. Currículo para a Rede Pública Municipal de Ensino de Cascavel: volume II: Ensino Fundamental - anos iniciais. Cascavel: SEMED, 2020.
- CATRIB, A. M. F. et al. Saúde no espaço escolar. In: BARROSO, M. G. T.; VIEIRA, N. F. C.; VARELA, Z. M. V. (Orgs.). Educação em saúde no contexto da promoção humana. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2003.
- CHASSOT, A. Alfabetização científica: uma possibilidade para a inclusão social. Revista Brasileira de Educação, n. 22, p. 89-100, 2003.
- FERREIRA, M. G.; THEINEL, E.; STRIEDER, D. M.; FERRARI DE LIMA, D.; BATISTA CARVALHO, M. A. O recurso lúdico na educação infantil: vislumbrando sua aplicabilidade nas atividades propostas dos livros didáticos. Temas & Matizes, v. 16, n. 27, p. 144-167, 2023. DOI: 10.48075/rtm.v16i27.29991. Disponível em: <https://e-revista.unioeste.br/index.php/temasematizes/article/view/29991>. Acesso em: 09 fev. 2024.
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- LORENZETTI, L; DELIZOICOV, D. Alfabetização Científica no Contexto das Séries Iniciais. Revista Ensaio, v. 03, n. 01, p. 45-61, 2001. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/epec/a/N36pNx6vryxdGmDLf76mNDH/?format=pdf&lang=pt>. Acesso em: 09 fev. 2024.
- LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem na escola: reelaborando conceitos e recriando a prática. Salvador: Malabares, 2005.
- MARTINS, L. M.; ABRANTES, A. A.; FACCI, M. G. D. (Orgs.) Periodização histórico-cultural do desenvolvimento psíquico: do nascimento à velhice. Campinas: Autores Associados, 2016.
- MORAIS, M. B.; ANDRADE, M. H. P. Ciências - ensinar e aprender. Belo Horizonte: Dimensão, 2009.
- MOURA, M. O. de et al. Atividade orientadora de ensino: unidade entre ensino e aprendizagem. Revista Diálogo educacional, Curitiba: PUC – PR, v.10, n.29, p. 205-229, 2010. Disponível em: <http://educa.fcc.org.br/pdf/de/v10n29/v10n29a12.pdf>. Acesso em: 09 fev. 2024.
- ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA – UNESCO. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Brasília: UNESCO, 2015. Traduzido pelo Centro de Informações das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio). Disponível em: <https://nacoesunidas.org/wpcontent/uploads/2015/10/agenda2030-pt-br.pdf>. Acesso em: 09 fev. 2024.
- PARANÁ. Diretrizes Curriculares da Educação Básica: Ciências. Curitiba, PR: Secretaria de Estado da Educação do Paraná, 2008.
- PARANÁ. Ensino Fundamental de Nove Anos: orientações pedagógicas para os anos iniciais. Curitiba, PR: Secretaria de Estado da Educação do Paraná, 2010.
- PARANÁ. Lei nº 17.505, de 11 de janeiro de 2013. Institui a Política Estadual de Educação Ambiental e o Sistema de Educação Ambiental e adota outras providências. Diário Oficial. Curitiba, PR, 2013. Disponível em: <https://leisestaduais.com.br/pr/lei-ordinaria-n-17505-2013-parana-institui-a-politica-estadual-de-educacao-ambiental-e-o-sistema-de-educacao-ambiental-e-adota-outras-providencias>. Acesso em: 09 fev. 2024.
- PARANÁ. Instrução Normativa Conjunta nº 007, de 01 de outubro de 2021. Implantação e/ou regulamentação da oferta da Educação em Tempo Integral em Turno Único e Atividades de Ampliação de Jornada Escolar nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental nas instituições de ensino vinculadas ao Sistema Estadual de Ensino do Paraná. Diário Oficial. Curitiba, PR, 2021. Disponível em: <https://www.educacao.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2021-10/instrucao_normativa_conjunta_0072021_deducdpgeseed.pdf>. Acesso em: 09 fev. 2024.
- RUIZ, João Álvaro. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. 3 ed. São Paulo: Atlas, 1991.
- SAVIANI, D. Pedagogia Histórico-Crítica: primeiras aproximações. (Coleção Polêmicas do Nosso Tempo). São Paulo: Autores Associados, 1992.
- SGARIONI, P. D. M. O processo de seleção do livro didático de ciências dos anos iniciais do ensino fundamental da rede pública Municipal de Ensino de Cascavel/Pr. Dissertação (Mestrado - Programa de Pós-Graduação em Educação) - Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Cascavel, PR, 2017.
- SILVA, E. T. A. O ensino de ciências na educação infantil, o currículo e as percepções dos professores da rede pública municipal de ensino de Cascavel/Pr. 2023. 131 f. Dissertação( Mestrado em Educação em Ciências e Educação Matemática) - Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Cascavel.
Apêndice
9.6 Eixos, conteúdos, laboratórios e objetivos
Quadros da edição de 2026, organizados por etapa. A visualização pode alternar entre cards e tabela.
INFANTIL IV - Educação Infantil
Terra e Universo
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EI04CI01) Identificar os corpos celestes no céu durante o dia e durante a noite com a produção de equipamentos simples de observação.
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EI04CI02) Compreender que o Sol é fonte de energia renovável, por meio de experimentos diversos como por exemplo: a produção de um fogão de Sol.
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EI04CI03) Relacionar a importância da alimentação e da exposição ao Sol de forma adequada para a síntese da vitamina D, por meio da ingestão de alimentos diversificados e atividades ao ar livre.
Matéria e Energia
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EI04CI04) Identificar os efeitos sonoros produzidos por diferentes materiais, relacionando com objetos simples do seu cotidiano.
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EI04CI05) Vivenciar a utilização de uma composteira diferenciando resíduos orgânicos que podem ser usados na mesma.
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EI04CI06) Experimentar o uso do solo e suas características a partir do plantio e cultivo de um vegetal.
Vida e Evolução
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EI04CI07) Conhecer por meio de investigação familiar alimentos de preferência reconhecendo se esse alimento contribui para uma alimentação saudável.
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EI04CI08) Vivenciar a importância dos cuidados com animais domésticos como higiene e alimentação.
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EI04CI09) Identificar os órgãos dos sentidos como os meios pelos quais identificamos situações de perigo para poder evitá-las.
INFANTIL V - Educação Infantil
Terra e Universo
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EI05CI01) Investigar a partir da observação a sombra de objetos expostos à luz do Sol durante o período de um dia levantando hipóteses, explicações, relações para o fato observado.
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EI05CI02) Observar a partir de experimentos simples a importância do Sol para a evaporação da água.
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EI05CI03) Reconhecer a partir de vivências características físicas do dia (fase clara) e da noite (fase escura) e a relação dessas características com a vida deles e dos outros animais.
Matéria e Energia
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EI05CI04) Conhecer, a partir de várias práticas, a importância da energia elétrica para a vida moderna.
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EI05CI05) Experimentar a decomposição ou não de diferentes materiais no solo, relacionando-os com a necessidade da reciclagem.
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EI05CI06) Vivenciar, a partir do plantio e cultivo de um vegetal ou confecção de objetos o uso solo a partir de suas características.
Vida e Evolução
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EI05CI07) Vivenciar a pesquisa sobre o corpo humano, entendo basicamente como ele é constituído, a função dos principais órgãos e os cuidados para o desenvolvimento saudável (Exemplo: alimentação, higiene, sono, banho de Sol, postura).
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EI05CI08) Conhecer diferentes vegetais, suas diferenças e semelhanças bem como o uso que o homem faz deles.
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EI05CI09) Reconhecer hábitos de autocuidado que promovem a prevenção de doenças e acidentes.
1º ANO - Ensino Fundamental
Terra e Universo
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EF01CI01) Conhecer como o homem, ao longo da história, fez para contar o tempo, conhecendo diferentes instrumentos para medi-lo até a confecção do calendário.
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EF01CI02) Reconhecer a partir de vivências características físicas do dia (fase clara) e da noite (fase escura) e a relação dessas características com a vida deles e dos outros animais.
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EF01CI03) Vivenciar hábitos importantes para a saúde que realizamos ao longo de um dia, de uma semana, de um mês e de um ano.
Matéria e Energia
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EF01CI04) Vivenciar a pesquisa da origem de materiais como vidro, plástico e metal.
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EF01CI05) Conhecer o processo de reciclagem de alguns materiais como metal (alumínio), vidro e plástico.
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EF01CI06) Reconhecer a importância da água em seu cotidiano e a forma de usá-la racionalmente.
Vida e Evolução
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EF01CI07) Pesquisar, ou, vivenciar a pesquisa dos seres vivos e os habitats que vivem, relacionando características desses seres vivos ao habitat que vivem.
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EF01CI08) Vivenciar a partir do uso da água para higiene (corporal e dos alimentos) modos corretos ou não para se economizar água, bem como o tipo de água apropriada para se usar.
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EF01CI09) Identificar a fase da vida em que se encontram e relacionar a essa fase atividades cotidianas que já podem fazer sozinhos e aquelas que precisam de auxílio.
2º ANO - Ensino Fundamental
Terra e Universo
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EF02CI01) Observar a Lua e registrar o seu formato por 30 dias, investigando o fenômeno observado para compreender como o mesmo ocorre.
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EF02CI02) Compreender a partir de atividades práticas como a observação da vegetação, temperatura entre outros, as características específicas das 4 estações do ano e sua implicação no seu cotidiano.
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EF02CI03) Reconhecer a partir de vivências características físicas do dia (fase clara) e da noite (fase escura) e a relação dessas características com a vida deles e dos outros animais.
Matéria e Energia
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EF02CI04) Vivenciar a pesquisa a partir de atividades práticas onde encontramos o ar e qual a importância dele nesses locais.
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EF02CI05) Reconhecer várias formas de uso do solo identificando as que causam maiores impactos ambientais.
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EF02CI06) Compreender o ar como um meio de transmissão de doenças e forma de evitá-las
Vida e Evolução
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EF02CI07) Vivenciar a pesquisa sobre as partes de uma planta, a partir da observação da germinação e crescimento de uma planta (semente, raiz, caule, folha, flor e fruto) reconhecendo a função de cada uma delas.
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EF02CI08) Reconhecer ambientes construídos (sala de aula, casa, pátio etc) como um ambiente que deve ser cuidado e limpo identificando situações de perigo nesses ambientes.
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EF02CI09) Reconhecer a importância dos órgãos dos sentidos para perceber o mundo, suas belezas e perigos, além de conhecer as dificuldades e possibilidades das pessoas que apresentam deficiência em algum dos órgãos dos sentidos.
3º ANO - Ensino Fundamental
Terra e Universo
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EF03CI01) Compreender a história da astronomia e como os homens de cada época construíram objetos para a observação do espaço vivenciando a construção de algum tipo de equipamento para observação do céu.
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EF03CI02) Compreender as principais características do planeta Terra que possibilitam a vida, entendendo que a mesma possui recursos que são finitos, como: água, solo fertil, ar puro, metais, dentre outros.
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EF03CI03) Reconhecer a partir de vivências características físicas do dia (fase clara) e da noite (fase escura) e a relação dessas características com a vida deles e dos outros animais.
Matéria e Energia
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EF03CI04) Pesquisar sobre a importância da pressão do ar em nosso planeta, relacionando-a a seu cotidiano.
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EF03CI05) Reconhecer as diferentes formas da água na natureza, relacionando a sua denominação de solvente universal com as diferentes classificações que ela recebe (mineral, pura, tratada, contaminada, doce, salgada, etc).
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EF03CI06) Reconhecer que equipamentos eletrônicos (celular, computador, jogos eletrônicos, fones de ouvido etc) podem trazer prejuízos à saúde em decorrência de sua luz e som, fazendo escolhas saudáveis a este respeito.
Vida e Evolução
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EF03CI07) Pesquisar a importância dos animais invertebrados para o meio ambiente e o homem.
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EF03CI08) Relacionar a função de cada grupo da cadeia alimentar (produtores, consumidores e decompositores) reconhecendo as ações do homem sobre essa cadeia como uso de agrotóxico na agricultura entre outros.
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EF03CI09) Promover ações corretas para evitar doenças causadas por animais vetores como malária, dengue, etc.
4o ANO - Ensino Fundamental
Terra e Universo
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EF04CI01) Pesquisar nas diferentes culturas a influência da Lua no planeta Terra (agricultura, alimentação, saúde e comportamentos seres vivos) contrapondo conhecimento científico com a cultura popular.
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EF04CI02) Compreender a partir de atividades práticas a importância das relações de interdependência dos componentes: água, solo e ar para que haja vida na Terra.
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EF04CI03) Reconhecer que o uso indevido dos recursos naturais (água, solo e ar) causam prejuízos para a saúde dos seres vivos (lixo, agrotóxicos, poluição do meio ambiente, dentre outros).
Matéria e Energia
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EF04CI04) Pesquisar sobre as transformações da matéria em nosso cotidiano, realizando práticas simples para classificá-las em reversíveis e irreversíveis.
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EF04CI05) Identificar na natureza misturas sólidas (como o solo), líquidas (como a água) e gasosa como o ar), reconhecendo a importância das mesmas para os seres vivos.
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EF04CI06) Conhecer que os seres vivos precisam de energia para se manter vivo, reconhecendo a maneira como cada ser vivo obtém energia.
Vida e Evolução
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EF04CI07) Pesquisar como foi e a importância da criação da vacina para a humanidade
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EF04CI08) Conhecer a importância dos vírus, fungos, bactérias e protozoários no ambiente e a sua importância em nosso cotidiano
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EF04CI09) Identificar como fatores importantes para a saúde a boa postura, exercícios físicos regulares além do cuidado ao consumir remédios.
5º ANO - Ensino Fundamental
Terra e Universo
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EF05CI01) Reconhecer os corpos celestes, a movimentação dos mesmos e os fenômenos visíveis do planeta Terra como o eclipse solar, lunar, solstícios e equinócios, rotação e translação dentre outros.
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EF05CI02) Conhecer por meio de atividades práticas, a importância da irradiação ultravioleta, luz visível e infravermelho advinda do espectro solar para o planeta Terra.
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EF05CI03) Identificar os prejuízos e benefícios relacionados com a exposição à irradiação ultravioleta, luz visível e infravermelho.
Matéria e Energia
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EF05CI04) Conhecer, a partir de experimentação, algumas propriedades físicas da matéria como: densidade, condutibilidade térmica e elétrica etc.
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EF05CI05) Compreender a importância do saneamento básico relacionando-o às questões ambientais e de saúde.
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EF05CI06) Apresentar formas de conscientizar a comunidade escolar para ações que possibilitem atender as necessidades atuais da sociedade sem comprometer o futuro das próximas gerações.
Vida e Evolução
- Iniciação Científica
(CVEL.EITI.EF05CI07) Pesquisar o que é projeto de vida, realizando a confecção do seu próprio projeto relacionando-o com seus objetivos (sonhos, profissão, família, dentre outros).
- Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
(CVEL.EITI.EF05CI08) Reconhecer como as condições ambientais interferem diretamente na saúde das pessoas.
- Promoção da Saúde
(CVEL.EITI.EF05CI09) Compreender a importância do microscópio para conhecimento de que a célula é a unidade básica constituinte do corpo humano (célula, tecido, órgão, sistema e organismo)



