Concepção do Componente Curricular Ciências
O Componente Curricular Ciências parte do pressuposto de que a natureza foi transformada ao longo da história pela ação dos grupos humanos, e nesse processo ocorre a produção do conhecimento sobre a natureza e as possibilidades de sua transformação.
Esses conhecimentos decorrem da relação específica que os seres humanos estabelecem com a natureza, que se diferencia das relações que são estabelecidas por outros animais, uma vez que, os comportamentos dos animais são biologicamente determinados, definidos por processos instintivos, não planejados, subordinados às leis da natureza. Em contrapartida, as ações humanas não são somente determinadas biologicamente, mas há um processo intencional e planejado de permanentes e recíprocas transformações, provocando alterações no ambiente natural, causando impactos no ecossistema.
Segundo Saviani (1992), o que diferencia os homens dos demais animais é o trabalho. Esse se instaura a partir do momento em que o ser humano antecipa mentalmente a finalidade da ação. Consequentemente, não é qualquer tipo de ação, mas uma atividade adequada a finalidades, é, por isso, uma ação intencional.
O trabalho, dessa forma, permite a produção da existência humana consciente, integrando pensamento-linguagem e ação, emancipando-a em grande parte das leis da natureza ou de suas regularidades. Nessa relação, ganha-se significativa autonomia, a começar pela maior destreza das mãos, dos sentidos como órgãos naturais de trabalho e na extensão desses com a criação de instrumentos e de ferramentas. Nessa perspectiva, Marx e Engels ressaltam que:
[...] graças à cooperação da mão, dos órgãos da linguagem e do cérebro, não só em cada indivíduo, mas também na sociedade, os homens foram aprendendo a executar operações cada vez mais complexas, a propor-se e alcançar objetivos cada vez mais elevados. O trabalho mesmo se diversificava e aperfeiçoava de geração em geração, estendendo-se cada vez mais a novas atividades. À caça e a pesca veio juntar-se a agricultura e, mais tarde, a fiação e a tecelagem, a elaboração de metais, a olaria e a navegação. Ao lado do comércio e dos ofícios apareceram, finalmente, as artes e as ciências [...]
O exposto pelos autores evidencia que o processo de produção do conhecimento se efetiva pela interação do ser humano com a natureza, incorporando esse conhecimento à prática social, pois é notória a relação entre o conhecimento das Leis da Natureza e as necessidades humanas. Para suprir essas necessidades, os seres humanos foram observando e conhecendo o funcionamento da natureza e intervindo nesse funcionamento, produzindo instrumentos físicos e simbólicos.
A partir dos instrumentos físicos e simbólicos produzidos pelo ser humano ao longo da história deu-se a produção do conhecimento científico, ou seja, a Ciência, que é a sistematização de como o homem explica a natureza, e como gera recursos para transformá-la. A Ciência precisa ser entendida além dos seus conceitos, compreendendo o processo de sistematização do conhecimento e sua utilização pelo ser humano.
Neste viés, é importante entender a Ciência como um processo, que pode utilizar vários métodos, feito por homens e mulheres comuns, que trabalham individualmente e em grupos, que se dedicam em suas investigações de forma disciplinada, realizando cuidadosamente os registros de informações do que foi observado na natureza ou em experimentos que podem acontecer em laboratórios ou mesmo em uma plantação. Essas informações organizadas e fundamentadas são comunicadas a outros cientistas, que podem confirmá-las ou não. (Morais, 2009)
Quando se tem essa compreensão de quem faz ciência e como esse conhecimento é organizado tem-se maiores chances de desmistificar estereótipos atribuídos à pessoa do cientista e até mesmo sobre questões que envolvem o método científico.
Outro ponto importante é salientar que os conhecimentos científicos são produzidos, financiados e utilizados pelos seres humanos para atender aos interesses de grupos específicos, o que pode resultar em bens coletivos ou benefícios particulares, para a melhoria da qualidade de vida humana e dos outros seres vivos ou em prejuízos para a vida, nas questões históricas, políticas, ambientais, sociais e econômicas.
O componente curricular que trabalha com esses conhecimentos científicos é Ciências da Natureza, sendo constituída por diferentes áreas do conhecimento: física (temperatura, luz, movimento), química (transformações químicas como: digestão, respiração, fotossíntese), biologia (reprodução, crescimento, evolução), geologia (formação do solo, formação do planeta Terra) e astronomia (sistema solar).
Essas áreas de conhecimento são elementares para o entendimento do desenvolvimento da vida no planeta Terra, pois como em qualquer microrregião que se analise, é necessário o conhecimento das relações que integram dinamicamente os fatores abióticos (luz, temperatura, solo, água, ar) e bióticos (seres vivos, destacando o ser humano, sua significativa e diferenciada ação transformadora), em um ecossistema definido pelas inter-relações exercidas entre esses fatores. Desta forma uma floresta, savanas, cavernas, recifes de corais, lagos e lagoas, ou a superfície de um tronco em decomposição, são ambientes totalmente diferentes que reúnem elementos que caracterizam um ecossistema.
Portanto, um lago é um ecossistema quando considerado em sua totalidade, ou seja, um sistema (todo) formado por água, nutrientes, pressão, vento, luz, calor e por todos os seres vivos nele contidos ou que nele interferem. Não existe limite de tamanho para um ecossistema. Pode ser representado por um lago, uma floresta, um terreno baldio, um jardim, uma cidade, um aquário autossuficiente ou mesmo um terrário, no entanto, o maior ecossistema é a Biosfera, na qual há possibilidade e condições para a manutenção e a reprodução de seres vivos.
A Biosfera abriga uma biodiversidade significativa, porém, nessa totalidade ressalta-se a presença do ser humano que deve ser analisada sob duas dimensões em interações: no plano biológico e no plano social que se processam de forma conjunta e dinâmica. No plano biológico, o ser humano, como qualquer outro ser vivo, depende da natureza e dos recursos naturais. Por outro lado, no plano social, o ser humano, por meio do trabalho processa a intervenção na natureza, a qual determina transformações do ecossistema.
O ser humano retira da natureza a sua sobrevivência, a satisfação das suas necessidades e incorpora na natureza o processo de transformação pela utilização de matéria-prima. Esse conceito explicitado por Marx:
Assim os peixes que se pescam, que são tirados do seu elemento, a água; a madeira derrubada na floresta virgem; o minério arrancado dos filões. Se o objeto de trabalho é, por assim dizer, filtrado através de trabalho anterior, chamamo-lo de matéria-prima [...]. Toda matéria-prima é objeto de trabalho, mas nem todo objeto de trabalho é matéria-prima. O objeto de trabalho só é matéria-prima depois de ter experimentado modificação efetuada pelo trabalho.
Por conseguinte, é imprescindível analisar a relação da Ciência com o desenvolvimento da sociedade decorrente do trabalho e das necessidades materiais do homem em cada momento histórico.
A Ciência é presente no cotidiano do aluno, seja nos meios de comunicação que noticiam, via TV ou internet, informações que, muitas vezes, para que possam ser minimamente compreendidas exigem conhecimento científico como no caso da pandemia do Covid-19. Outra situação muito comum se verifica no uso de produtos tecnológicos, como tratamentos de saúde (médico e odontológico), alimentos, medicamentos, roupas, equipamentos eletrônicos etc.
Dentro dessa realidade é importante não só a compreensão de Ciência como também de tecnologia, devendo esta ser entendida como a produção de objetos que visam satisfazer necessidades humanas e que para serem produzidos precisam dos conhecimentos científicos sobre os materiais e processos.
Nessa concepção, a inovação tecnológica também não é uma atividade socialmente neutra nem economicamente asséptica, visto que está estritamente ligada ao trabalho e às forças produtivas. Logo, a Ciência e a tecnologia são fenômenos sociais e as mudanças por elas ocasionadas são configuradas pelo modo de produção dominante.
Essas mudanças promoveram historicamente avanços econômicos, políticos, sociais, científico-tecnológicos próprios da sociedade capitalista, todavia, o acesso a tais avanços é negado a uma grande parcela da população, dada à de classe. Os retrocessos, fruto das diferenças de classes, são expressos em uma profunda degradação social (desemprego, fome, miséria) e ambiental (poluição, redução da biodiversidade, esgotamento dos recursos naturais). Tudo isso em nome da lógica do consumismo capitalista em sua corrida implacável por maiores lucros do mercado globalizado.
A sociedade capitalista condiciona a sobrevivência, gera o consumismo e faz com que os grupos humanos fiquem presos à estrutura cíclica do mercado, além de promover o esgotamento dos recursos naturais.
Diante dessa realidade, busca-se um ensino de Ciências que assegure aos alunos o acesso à diversidade de conhecimentos científicos produzidos ao longo da história, como instrumentos que permitem compreender os fenômenos da realidade em seu movimento e contradição, bem como, ao conhecimento gradativo dos principais processos, práticas e procedimentos da Ciência.
Para tanto é fundamental que no processo de escolarização ocorra a alfabetização científica, a qual é definida por vários autores, contudo neste documento elegemos a definição,
A alfabetização científica no ensino de Ciências Naturais nas séries iniciais é aqui compreendida como o processo pelo qual a linguagem das Ciências Naturais adquire significados, constituindo-se um meio para o indivíduo ampliar seu universo de conhecimento, a sua cultura, como cidadão inserido na sociedade.
Por este olhar, podemos considerar a alfabetização científica como central no ensino de Ciências, uma vez que promove benefícios pessoais, sociais, culturais e globais, pois possibilita aos alunos a oportunidade de conhecer e, gradativamente compreender o que se passa à sua volta, de forma que possam se posicionar e intervir na sua realidade utilizando dos conhecimentos científicos. Como sintetiza Chassot (2003) a Alfabetização Científica é: ensinar a ler e interpretar, a linguagem construída pelos homens e mulheres para explicar o nosso mundo.
Em suma, o acesso aos conhecimentos científicos possibilitará ao aluno melhor competência e capacidade para fazer escolhas de forma crítica, a partir do entendimento que a Ciência proporciona. Essas escolhas, o levarão a ter uma melhor qualidade de vida, a fazer uso consciente de produtos tecnológicos, além de ampliar as condições de participação e tomada de decisões em processos democráticos especialmente quando os temas abordados envolvem questões referentes à Ciência.
Nesse sentido, o objeto de estudo do ensino de Ciências é o Ecossistema/Biosfera: relações de interdependência entre os fatores abióticos e bióticos, que deve ser tratado por meio de sua historicidade. Define-se ecossistema como um conjunto formado pelos sistemas abióticos e bióticos, os quais, em um determinado meio, acarretam transformações da matéria e da energia na biosfera. Não obstante, não faz sentido uma análise dos elementos naturais dos ecossistemas de forma isolada, sem que se estabeleça uma relação entre o meio natural e as condições da existência humana, considerando os aspectos econômicos, socioambientais, políticos, culturais e históricos.
Desta forma, os conteúdos das Ciências Naturais devem fundamentar-se na totalidade das múltiplas relações de interdependência dos fatores abióticos e bióticos que constituem o ecossistema e das interações entre eles, objetivando, nesse movimento, oportunizar aos alunos uma leitura clara do dinamismo dos vários elementos que constituem os sistemas físicos, químicos e biológicos.
Essa leitura deve ter como polo essencial e orientador a ação transformadora do ser humano que interfere na natureza, humanizando-a e humanizando-se. Esses são dois amplos processos que necessitam incorporar as leis da natureza acerca das interações e transformações da matéria e energia (ciências da natureza) para transformarem-se objetivamente, pela mediação do trabalho, em técnica e tecnologia.
Objetivo Geral
O trabalho pedagógico no ensino do componente curricular Ciências visa garantir ao aluno a apropriação dos conhecimentos científicos historicamente acumulados que explicam os fenômenos da natureza, por meio da análise das relações desses conhecimentos que fazem parte de um todo dinâmico, homem-natureza-homem, com questões históricas, políticas, ambientais, sociais e econômicas, tendo em vista desenvolver o pensamento crítico, atitudes sustentáveis mediante a alfabetização científica.
Encaminhamentos Teórico-Metodológicos
No Componente Curricular Ciências, o processo de alfabetização científica, possibilitará a apropriação do conhecimento científico pelo aluno, propiciando o desenvolvimento e instrumentalizando-o para uma formação integral. Partindo desse pressuposto, os conteúdos e os encaminhamentos teórico-metodológicos se orientam nos três eixos seguintes: Terra e Universo, Matéria e Energia, Vida e Evolução.
Os eixos abordam conteúdos que darão sustentação ao ensino de Ciências. Ao abordá-los, é necessário apresentar questões que envolvam o conhecimento científico e tecnológico, a partir da alfabetização científica, a qual possibilita ao aluno a interpretação do mundo, como por exemplo, a importância da imunização por meio das vacinas para proteção do organismo e a prevenção de doenças de forma individual e coletiva.
Terra e Universo
O eixo Terra e Universo tem como objetivo assegurar a compreensão, das explicações que o homem produziu ao longo do tempo sobre o Universo, para satisfazer as suas necessidades, por meio de observações do espaço celeste, antes de forma primitiva e agora com modernos instrumentos. Por meio dessa unidade, deve ser propiciada a compreensão sobre o Planeta Terra, o Sol, a Lua e outros corpos celestes — suas dimensões, composição, localizações, movimentos e forças que atuam entre esses elementos.
As observações do céu, o estudo do Universo, as experimentações permitiram a produção de conhecimentos que contribuíram para a melhoria da sobrevivência humana, possibilitando aos sujeitos o desenvolvimento de estratégias e tecnologias que ultrapassaram a mera adaptação às condições materiais, como fazem os demais animais. Por meio das atividades de caça, de pesca e de agricultura, os seres humanos perceberam regularidades nos fenômenos. A observação dos ciclos como: dia e noite, períodos de clima quente e frio, criam formas de medir o tempo e a distância, bem como os conhecimentos sobre essas mudanças no meio físico, que ocorria em curtos e longos espaços de tempo.
Assim para os alunos da EJA, que já apresentam vivências e experiências sobre esses conteúdos, é importante partir da realidade em que vivem e já viveram, como por exemplo, quais as formas que usavam para a contagem do tempo quando crianças e agora, a fim de levá-los a compreender que o caminho percorrido pela humanidade, partiu da observação da natureza criando novos instrumentos e recursos facilitando a vida dos seres humanos, como a criação do calendário e que hoje se encontra atrelado e disponíveis em diversos recursos tecnológicos.
Neste eixo é interessante abordar também os conhecimentos empíricos que os alunos possuem, um exemplo seria em relação à Lua e sua interferência no Planeta Terra, como a influência da Lua na plantação, no corte de cabelo, no nascimento das crianças, nas marés, dentre outros. Assim ao trabalhar cientificamente o que provoca as fases da Lua, podemos promover uma reflexão de quais desses conhecimentos são comprovados pela Ciência, possibilitando assim a transição dos conhecimentos cotidianos para os conhecimentos científicos.
A observação e a relação que os seres humanos estabelecem com os elementos do Universo também são características desse eixo, sendo que as áreas trabalhadas com maior ênfase são a Astronomia e a Física (Brasil, 2017).
Matéria e Energia
O eixo Matéria e Energia tem como foco o estudo da matéria e das suas transformações, das suas fontes e dos seus tipos de energia utilizados na vida em geral, na perspectiva de levar os estudantes à compreensão da natureza da matéria e os diferentes usos da energia (Brasil, 2017).
O estudo da interação e transformação da matéria e da energia fundamenta-se no dinamismo dos elementos existentes no Universo e na ação transformadora humana sobre eles. Isso possibilita a apresentação e, consequentemente, a apropriação de conceitos científicos em uma visão de totalidade.
A compreensão dos seres humanos sobre energia e suas características, possibilitou, desde, se aquecer e cozinhar os alimentos ao redor de uma fogueira, até a produção da energia elétrica, por meio da construção de usinas hidroelétricas, que apesar dos benefícios para a vida moderna, causa interferências no meio ambiente, como a mudança do leito do rio, o alagamento de regiões provocando também o desequilíbrio do ecossistema com a ação antrópica.
Ao trabalhar o conteúdo energia podemos partir de questionamentos que propiciem aos alunos refletir sobre: “Porque a energia elétrica é importante para a vida do ser humano? Quais equipamentos utilizam a energia elétrica? Quanto custa essa eletricidade? Há necessidades da economia de energia elétrica? Já viveram sem ter o recurso da energia elétrica? Quais os cuidados com relação a energia elétrica que devemos ter? Quais profissões trabalham diretamente com a energia elétrica?”. Promover essas reflexões no aluno da EJA possibilitam a interpretação de mundo a partir do conhecimento científico dessa área, relacionando aos elementos produzidos pela humanidade para suprir suas necessidades.
Por isso, os grupos humanos ao conhecer e entender a natureza conseguem dispor de um controle maior dos processos naturais, haja vista que uma sociedade que conhece a natureza, sem o interesse de exploração extrema visando somente ao lucro, tem a possibilidade de preservá-la, garantindo a sua própria sobrevivência e a das gerações futuras.
Vida e Evolução
Os conteúdos relacionados ao eixo Vida e Evolução abordam questões relacionadas à vida como fenômeno natural e social, bem como à compreensão dos processos evolutivos que geram a biodiversidade no planeta e a sua preservação. A proposta é estudar os seres vivos, as suas características e necessidades, a relação entre o meio biótico e abiótico, compreendendo que as condições de luz, de calor, de umidade, de tipos de solo, dentre outros aspectos, são determinantes para os tipos de seres vivos que habitam em um determinado ambiente, além de entender que todos os seres vivos são importantes na natureza, pois fazem parte de uma teia alimentar.
Nesse eixo a saúde é abordada relacionando à ação do ser humano no seu espaço coletivo, como uma questão de natureza social. Isto porque, a saúde, para além de aspectos meramente biológicos depende também do acesso do indivíduo à alimentação, ao vestuário, à moradia, ao lazer, ao conhecimento e a outras necessidades fundamentais para o processo de humanização. É importante lembrar que o modo de vida em cada ambiente terá reflexo na saúde dos grupos humanos: a alimentação, a higiene, a vacinação, a prevenção à drogadição, entre outros aspectos.
Podemos desenvolver um trabalho muito amplo quando se fala em saúde, um exemplo seria, ao trabalharmos o corpo humano, explorando desde o conhecimento básico dos órgãos que compõem nosso corpo, a importância de cada um deles e como se interagem, perpassando sobre como podemos cuidar do nosso corpo para termos saúde, chegando até, a necessidade de termos saneamento básico, vacinação, espaços de lazer, acessibilidade, etc. Sendo assim, é imprescindível trazer questionamentos quando trabalhamos o corpo humano com os alunos da EJA, aproveitando das suas vivências e como compreendem essas questões.
As questões que envolvem as relações dos seres humanos com o meio ambiente devem estar asseguradas neste eixo, e para tanto é necessário abordarmos não só de forma mais regional e direta, mas ampliando esses conhecimentos. Um exemplo é entender que sustentabilidade envolve aspectos como, a necessidade individual de se cuidar dos resíduos, usar a água de forma racional, questões essas que estão ligadas diretamente ao nosso cotidiano, além disso, compreender que os impactos das ações humanas mesmo distantes de nós causam prejuízos que nos atingem.
Deste modo, podemos citar como exemplo, o desmatamento da floresta Amazônica em prol da agricultura ou pecuária, que está diretamente relacionada à escassez de chuvas em algumas regiões do Brasil. Com o desmatamento nessa região essa floresta diminui, o que faz diminuir a umidade que fornecem e que geram os “rios flutuantes” e uma vez que ela diminui as chuvas também diminuem. A vista disso, o aumento da produção agropecuária, quando ocorre às custas do desmatamento pode parecer desenvolvimento mas, na verdade é uma ação prejudicial à própria humanidade, quando não se leva em consideração as relações existentes entre os ecossistemas, o resultado é o desequilíbrio do mesmo, que coloca em risco a vida no planeta.
Relações e inter-relações entre os eixos
O ensino de Ciências deve ser trabalhado partindo do todo para as partes e das partes para o seu todo, por meio de encaminhamentos teórico-metodológicos que estabeleçam relações e inter-relações entre os eixos e conteúdo, na busca da apropriação gradativa dos conceitos científicos, de forma elaborada superando os conceitos espontâneos.
Na Educação de Jovens e Adultos, deve-se considerar as experiências e vivências empíricas, os relatos orais dos alunos como ponto de partida, esses relatos podem ser provocados a partir de situações problemas, vídeos, reportagem, enfim, situações diversas que promovam o envolvimento do aluno com o conteúdo a ser trabalhado.
Salientamos que no ensino de Ciências a realização de observações, comparações, levantamento de hipóteses e problematizações são fundamentais para que se proporcione a construção dos conceitos científicos. Todas essas vivências devem ser sistematizadas e registradas de forma coletiva ou individual, por meio de imagens, entre outras.
A organização de aulas de campo (vista a farmácia, supermercado, jardim da escola, horta etc), a coleta de materiais para estudo em sala (coleta de solo, de tipos de folhas diferentes etc), as atividades experimentais propiciadas com matérias simples, a utilização de diferentes instrumentos tecnológicos, são algumas ações de ensino que promovem a relação teoria e prática, tão importantes no ensino de ciências. Ao utilizarmos essas diferentes estratégias, proporcionamos a alfabetização científica e possibilitamos a apropriação dos conteúdos de forma significativa para o aluno, ao longo do seu processo escolar.
Partindo deste pressuposto, torna-se quase impossível não realizar relações e inter-relações entre os conteúdos dos eixos, pois fica evidente que não há como ensinar sobre a cadeia alimentar e os seres vivos produtores, conteúdos contidos no eixo Vida e Evolução, sem relacionar ao Sol como fonte de luz natural, contido no eixo Matéria e Energia, além de ser o Sol também fonte de energia para o nosso planeta, conteúdo encontrado no eixo Terra e Universo.
Neste viés, a organização do ensino de Ciências perpassa pelo trabalho do professor como sujeito transmissor do conhecimento científico, de modo a estabelecer as relações e as intervenções necessárias entre os conhecimentos cotidianos e os conhecimentos historicamente produzidos, com ações de ensino intencionalmente dirigidas e adequadas à Educação de Jovens e Adultos.
Para exemplificar essa práxis, descrevemos uma aula de campo (figura 1) realizada pelos alunos do Centro de Educação de Jovens e Adultos Paulo Freire, à Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional, localizada no município de Foz do Iguaçu no Paraná.
Essa aula de campo possibilitou aos alunos compreender o papel dos conteúdos científicos na produção da tecnologia para exploração dos recursos naturais que permite a geração de energia elétrica. A relação entre a existência de uma usina, a modificação da paisagem, bem como seu impacto na natureza e social somente pode ser compreendida pela interação de conteúdo dos três eixos apresentados.
Neste sentido as aulas de campo, quando bem orientadas, permitem aos alunos a apropriação do conhecimento de modo mais “vivo”, podem aprender a técnica da observação, a coleta de informações, ao mesmo tempo em que correlacionam o que foi visto na teoria, nos livros, em nossas exposições orais em sala de aula com as manifestações do objeto de estudo em situações reais.
Para que a aula de campo cumpra essa função formativa, nossa ação não deve se limitar à descrição do que é visto pelo aluno, mas precisamos provocar neles reflexões, trocas e confronto de ideias, comparações das modificações do meio ambiente em diferentes momentos históricos. As alterações na paisagem que é algo captado sensorialmente, podem ser compreendidas à medida que chamamos a atenção dos alunos para a relação contraditória entre a produção do conhecimento científico, maior domínio da natureza, o desenvolvimento de tecnologias e o impacto ambiental.
Outra proposta de ação de ensino pode estar relacionada à experimentação e o uso de instrumentos tecnológicos, tornando o conteúdo mais significativo, visto que o uso de recursos auxiliares externos, como o microscópio (figura 2) propicia aos alunos melhor compreensão do que está sendo estudado, como os seres vivos microscópico, tão presente em nosso cotidiano, mas impossível de ser visualizado sem o auxílio desse equipamento. A aula torna-se mais interessante, provocando neles curiosidade, questionamentos e formulação de hipóteses, auxiliando, desse modo, na apropriação dos novos conhecimentos.
Frente aos eixos apresentados, os encaminhamentos teórico-metodológicos devem assegurar uma ação pedagógica fundamentada na tríade conteúdo-forma-sujeito1.
Para criar motivos para o estudo é necessário organizarmos o trabalho pedagógico, dando atenção à forma de apresentar o conteúdo. Provocar dúvidas, instigar a curiosidade e estimular questionamentos por parte dos alunos são ações importantes para gerar neles motivos para aprender e ampliar seu conhecimento sobre determinados fenômenos que podem ser compreendidos com os conceitos que serão objetos de ensino. Se buscamos formar o pensamento teórico é fundamental que o aluno pense sobre os fenômenos. Para isso, as nossas ações, como professor, são fundamentais. Dentre essas ações, está a organização do ensino que crie nos alunos “[...] motivos para a atividade de estudo e que possibilite a apropriação do pensamento teórico por eles” (Martins; Abrantes; Facci, 2016, p. 188). Nesse momento inicial, o aluno deve ter a oportunidade de expressar seu entendimento sobre o que lhe é apresentado, os seus conceitos cotidianos ou até mesmo alguns conhecimentos científicos prévios.
É importante ressaltar que na Educação de Jovens e Adultos as experiências vivenciadas pelos alunos são muito maiores e qualitativamente mais ricas do que as apresentadas pelas crianças. Ao mesmo tempo que essas experiências, por serem ricas em saberes prévios, podem favorecer a aprendizagem dos conhecimentos científicos, também podem, em alguns casos serem obstáculos para a apropriação de novos conhecimentos. Isto porque, muitos conteúdos que são objeto de ensino de Ciências da Natureza são abordados no cotidiano sem o devido fundamento científico. Por exemplo, muitas explicações sobre doenças, alimentação, funcionamento do universo, presentes no cotidiano, são marcadas pelo senso comum e por ideologias diversas.
Essas explicações, normalmente, entram em contradição com o que é exposto pela Ciência e alguns alunos adultos resistem a mudanças de concepção. Por essa razão, é importante não apenas apresentar o conteúdo científico, mas também o método científico que permitiu chegar àquele conhecimento. Isso faz com que os alunos compreendam que o conhecimento científico não é apenas mais uma opinião, dentre tantas outras, mas um conhecimento produzido com base em um método de pesquisa, com processos, práticas e procedimentos da investigação científica, podem ser facilitadoras para desenvolver os conteúdos.
Ferraço e Oliveira (2008) apud Torres, Silva e Freitas (2020, p. 51) destacam que quando se oportuniza espaço para as experiências do cotidiano dos alunos se possibilita “vivenciar os diferentes espaços e tempos da escola”.
Por exemplo, o trabalho com o conteúdo alimentação, pode ser iniciado durante as refeições na Escola, como demonstrado na figura 3. Momento em que podemos abordar e explorar os conceitos que o aluno já possui, levando-o à reflexão por meio de questionamentos, tais como: Quem prepara a sua alimentação? Quais são suas escolhas/preferências alimentares? Por quais motivos essas são suas escolhas/preferências? Você se alimenta de acordo com essas preferências ou nem sempre isso é possível? Você considera que a sua alimentação é saudável? Por quê? Nos diferentes períodos da sua vida a sua alimentação foi sempre a mesma? Você já teve que fazer alguma dieta alimentar? Por quê?
Por meio desses questionamentos é possível perceber os conceitos sobre alimentação que o aluno traz do seu cotidiano. Partindo desses conhecimentos, podemos apresentar problemas que abordem a relação entre as necessidades do corpo humano e os alimentos, a função de cada grupo alimentar em nosso organismo, os diferentes tipos de dietas e suas funções. Esses problemas precisam ser resolvidos com base no conhecimento científico trabalhado neste componente curricular. Espera-se que o conhecimento científico sobre os alimentos sejam mediadores do aluno ao fazer suas escolhas alimentares, bem como para compreenderem os problemas de saúde causados pela indústria alimentar com a indução de consumo de alimentos ultraprocessados.
Devemos proporcionar atividades desencadeadoras para que os conceitos cotidianos sejam confrontados e/ou ampliados com os conceitos científicos. Para que a atividade de estudo possibilite a apropriação do pensamento teórico, Moura et al. (2010) afirmam que
As ações do professor na organização do ensino devem criar, no estudante, a necessidade do conceito, fazendo coincidir os motivos da atividade com o objeto de estudo. O professor, como aquele que concretiza objetivos sociais objetivados no currículo escolar, organiza o ensino: define ações, elege instrumentos e avalia o processo de ensino e aprendizagem.
Por meio das ações de ensino que propomos, as quais objetivam a formação do pensamento teórico, ao final do processo, o aluno deve ter condições de produzir registros como textos, relatório de experiência, esquemas, maquetes, síntese oral sobre os conceitos científicos estudados. Essas atividades de produção individual devem ser precedidas por atividades coletivas, sendo compreendidas como primordiais no ensino para que se efetive a aprendizagem.
A escola não deve se limitar à percepção imediata da realidade, mas sim trabalhar com conceitos científicos e processos que os abordem de forma sistematizada, objetivando a apropriação do conhecimento científico para que os alunos relacionem esses conhecimentos ao seu cotidiano, deixando para trás crenças e explicações baseadas no senso comum.
Assim, reforçamos que o trabalho pedagógico deve ser sistematizado partindo do todo para as partes e das partes para o todo, por exemplo, ao se trabalhar com os diferentes grupos dos animais vertebrados, é importante que seja compreendido que esses animais, apesar de terem características bem distintas, também apresentam características comuns, como: coluna vertebral e medula espinal, que os fazem ser classificados como animais vertebrados. O uso de recursos visuais, como imagens, vídeos, fotos na elaboração de um organograma, pode ser utilizado para auxiliar a compreensão do aluno.
No estudo sobre o corpo humano, no qual as diversas partes desempenham funções específicas e estão relacionadas entre si, é importante que os alunos percebam o corpo como um todo integrado. O conteúdo deve ser abordado do ponto de vista das funções vitais do corpo, evitando o estudo fragmentado e hierarquizado do organismo.
Além disso, é importante compreender a relação entre as diferentes etapas da vida e as características do corpo e o funcionamento deste de forma saudável e a necessidade de ar limpo, de água potável, de solo rico, dentre outros aspectos.
Na imagem 4 os alunos estão realizando uma apresentação dos conhecimentos adquiridos sobre o conteúdo água, sendo possível fazer relações entre, água potável, ar puro, solo rico, com o estudo das funções do organismo, das doenças respiratórias, da alimentação industrializada ou não, da digestão, do uso de agrotóxicos, do saneamento básico, da vacinação, da poluição dos rios, dos resíduos lançados no meio ambiente, do desmatamento, do aquecimento global, das doenças de pele, da transgeníase e de outros males que afetam a população. Conforme explicita a Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2017),
[...] a percepção de que o corpo humano é um todo dinâmico e articulado, e que a manutenção e o funcionamento harmonioso desse conjunto dependem da integração entre as funções específicas desempenhadas pelos diferentes sistemas que o compõem. Além disso, destacam-se aspectos relativos à saúde, compreendida não somente como um estado de equilíbrio dinâmico do corpo, mas como um bem da coletividade, abrindo espaço para discutir o que é preciso para promover a saúde individual e coletiva, inclusive no âmbito das políticas públicas.
Outro ponto fundamental para o ensino de Ciências é a utilização de atividades práticas, compreendendo-a não somente como a realização de um experimento, mas também como atividades que possibilitem ao aluno vivenciar diferentes situações, como a visita a um mercado quando se estuda sobre os alimentos naturais e industrializados, alimentação saudável realizando a leitura dos rótulos dos alimentos, dentre outros.
Ou ainda, a visita a uma Unidade Básica de Saúde quando, por exemplo, trabalhado o sistema circulatório, a fim de compreender a aferição de pressão arterial e qual a relação dessa medida com o funcionamento básico desse sistema, uma vez que a preocupação com a pressão arterial é muito comum para o público adulto. Atividades práticas como essas possibilitam aos alunos, com base na nossa mediação, relacionar os conteúdos estudados com as situações cotidianas.
Na atual organização do ensino, muitas vezes não são exploradas as atividades práticas, isso ocorre por vários motivos, que vão desde características advindas da formação inicial dos professores, os quais, muitas vezes, deixaram de vivenciar tais experiências no seu processo de formação, passando pela falta de compreensão da importância desse encaminhamento para o ensino em Ciências, ou ainda para não alterar a organização da rotina escolar.
Todas essas situações dificultam a execução de atividades práticas na escola. É importante e urgente a superação desses obstáculos, pois é na combinação do experimentar, do vivenciar e do provar, orientada pelos conceitos científicos estudados, que os processos de ensino e de aprendizagem se efetivam de forma significativa para o aluno, valorizando desta forma as vivências dos alunos jovens e adultos.
Outro aspecto relevante é o uso adequado da linguagem científica que usamos em sala de aula, por exemplo, não devemos usar a palavra “fumaça” no lugar de “vapor”. Como professores, cabe utilizarmos cotidianamente a terminologia científica sem distorções. Essa deve ser abordada e entendida dentro de seu contexto, assegurando a compreensão do significado dos termos utilizados. Além de trabalhar com os alunos para que passem a utilizar a nomenclatura correta, uma vez que por serem jovens e adultos podem apresentar o uso incorreto de palavras e terminologias científicas.
Para além dos conteúdos e dos encaminhamentos teórico-metodológicos já ressaltados, é importante pontuar que na atuação didático pedagógica algumas leis poderão subsidiar nosso trabalho ao organizar o ensino dos conteúdos, dentre elas citamos algumas consideradas relevantes para o trabalho em sala de aula, como: a Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - ODS (2015), a Carta da Terra (1992), o Tratado de Educação Ambiental, a Lei nº 17.505, de 11 de janeiro de 2013, do Estado do Paraná, que instituiu a Política e o Sistema Estadual de Educação Ambiental e a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas com relação aos crimes ambientais. Em acréscimo, deve ser considerada a Resolução nº 02, de 15 de junho de 2012, que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental e, mais recentemente, a Lei nº 13.666, de 16 de maio de 2018, que trata da educação alimentar e nutricional, sendo um dos conteúdos ensino de Ciências.
Assim, enfatizamos que na organização do ensino, devem ser evitadas situações centradas na transmissão mecânica de conceitos, mas priorizadas ocasiões nas quais os conceitos sejam abordados como instrumentos que permitem aos alunos compreenderem os fenômenos da realidade, cuja inteligibilidade é alcançada por meio dos conteúdos das Ciências. Isso ocorre à medida que os conceitos são trabalhados contemplando as relações homem-homem e homem-natureza, em uma perspectiva materialista histórica dialética.
Desta forma concordamos com Santos e Bonfim (2017) que
A tecnologia integra o indivíduo à sociedade, fazendo com que ele se sinta mais feliz e com mais vontade de viver e de crescer em vários sentidos. O aluno assume a responsabilidade de frequentar as aulas com entusiasmo, porque sabe que ali está a esperança de melhorar, de construir oportunidades que até então não tinha. É por esse motivo que a EJA foi criada, para dar oportunidades a essas pessoas que estavam sem esperança de viver uma vida mais digna, uma vida cujas coisas mais simples tinham que ser pedidas para terceiros para que fossem feitas; a EJA muda isso, porque ela motiva e estimula, fazendo com que o aluno tenha a vontade de viver e de se desenvolver como pessoa, como profissional, como cidadão.
Nessa perspectiva os conteúdos elencados neste documento foram selecionados de forma criteriosa atendendo às especificidades da Educação de Jovens e Adultos, os quais foram pensados e organizados de forma sequenciada para possibilitar ao aluno ir além do conhecimento empírico sem deixar de considerar suas vivências, mas avançando em direção ao conhecimento científico propulsor da aprendizagem e do desenvolvimento.
Conteúdos e Objetivos de Aprendizagem
Universo: componentes básicos
- Origem
- Galáxias
- Constelações
- Sistema solar
CVEL.EJA12CI01Relacionar as diferentes explicações para a origem do Universo e seus componentes básicos, comparando-as à teoria do Big Bang.
CVEL.EF05CI03Identificar os componentes básicos do universo, relacionando-os: galáxia, constelações, sistema solar e seus componentes.
EF05CI10Identificar algumas constelações no céu, com apoio de recursos (como mapas celestes e aplicativos digitais, entre outros) e os períodos do ano em que elas são visíveis durante a noite.
Instrumentos óticos e desenvolvimento da astronomia:
- Evolução dos instrumentos de pesquisa
CVEL.EJA12CI02Conhecer instrumentos óticos relevantes para estudo e pesquisa, da astronomia (luneta, telescópio) da biologia, química e da física (periscópio, lupas, microscópios) e para registros de imagens (máquinas fotográficas).
Desenvolvimento da astronomia:
- Satélites artificiais
- Instrumentos de visualização para observação à distância
CVEL.EF04CI15Relacionar os estudos da astronomia e a evolução dos seus instrumentos tecnológicos (satélites artificiais, luneta, telescópio).
Sol:
- Fonte primária de energia: luz e calor
- Efeito da radiação em diferentes superfícies
- Movimento referencial de orientação no espaço: projeção de sombra
CVEL.EJA12CI03Relacionar a importância do Sol como fonte de luz e calor para a vida no planeta Terra.
EF02CI08Comparar o efeito da radiação solar (aquecimento e reflexão) em diferentes tipos de superfícies (água, areia, solo, superfícies escura, clara e metálica, etc.).
EF02CI07Descrever as posições do Sol em diversos horários do dia e associá-las ao tamanho da sombra projetada.
CVEL.EJA12CI04Experienciar a relação de luz e sombra a partir de atividade prática relacionando esse fenômeno com os períodos do dia (manhã, tarde e noite).
Matéria e Energia:
- Características e conceitos básicos de Matéria
- Estados físicos da Matéria
- Definição de Energia
CVEL.EJA12CI05Diferenciar Matéria e Energia identificando-as no cotidiano.
CVEL.EJA12CI06Reconhecer no ambiente os estados físicos da Matéria (sólido, líquido e gasoso) em diferentes substâncias (parafina, manteiga, açúcar, álcool, acetona, água).
CVEL.EJA12CI07Reconhecer as diferentes características da Matéria e a utilização pelo ser humano (elasticidade, transparência, opacidade, cor, densidade, impenetrabilidade, compressibilidade, inércia, indestrutibilidade, condutibilidade térmica e elétrica, massa e volume).
Materiais do cotidiano:
- Propriedades e uso
EF02CI01Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte da vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e com quais materiais eram produzidos no passado.
EF02CI02Propor o uso de diferentes materiais para a construção de objetos de uso cotidiano, tendo em vista algumas propriedades desses materiais (flexibilidade, dureza, transparência etc.).
Água:
- Propriedades: solvente universal
- Propriedades organolépticas: incipto, incolor e inodora
- Características/propriedades da água: natural (doce e salgada); potável; poluída, contaminada, mineral, pura (destilada), tratada (saneamento básico)
- Ciclo da água e fenômenos atmosféricos (chuva, relâmpagos, raios, trovões e tempestades)
- Importância da água (composição no organismo, transporte, lazer, produção de energia, produção de alimentos, higiene)
CVEL.EJA12CI08Identificar na prática as propriedades organolépticas da água pura (inodora, insípida e incolor) e a capacidade de dissolver diferentes substâncias.
CVEL.EF02CI08Diferenciar os tipos de água encontrada no ambiente.
CVEL.EF02CI09Compreender a água como recurso natural necessário à vida, identificando suas características e propriedades, reconhecendo que a qualidade de vida está ligada às condições de higiene e saneamento básico.
CVEL.EF03CI07Compreender o ciclo da água no ambiente e relacioná-lo com outros fenômenos atmosféricos.
CVEL.EF02CI13Compreender a importância da água, onde ela é encontrada e como o ser humano a utiliza para satisfazer suas necessidades.
Solo:
- Componentes básicos do solo: água, argila, areia, compostos orgânicos (animais e vegetais)
- Como o ser humano utiliza o solo para satisfazer suas necessidades
CVEL.EJA12CI09Conhecer os principais componentes básicos do solo, relacionando-os aos principais tipos de solo (arenoso, humífero e argiloso).
CVEL.EF02CI16Identificar as diferentes formas do ser humano utilizar o solo para satisfazer suas necessidades (plantio, confecção de objetos, fixação dos seres vivos).
Ar:
- Atmosfera — condição de vida
- Propriedades organolépticas do ar: inodora, insípida e incolor
- Ar — propriedades
- Vento — definição e importância
- Como o ser humano utiliza o ar
CVEL.EF02CI17Identificar a atmosfera terrestre como uma camada de ar que envolve e possibilita a vida no planeta.
CVEL.EF02CI18Identificar na prática as propriedades organolépticas do ar (inodora, insípida e incolor).
CVEL.EJA12CI10Reconhecer o ar como matéria (ocupa lugar no espaço e tem massa), como uma mistura gasosa (gás nitrogênio, oxigênio, gás carbônico e outros) e suas propriedades de compressão (ar comprimido) e expansão (ar rarefeito).
CVEL.EJA12CI11Identificar o que é vento, a importância da temperatura para sua formação, bem como sua ação na natureza.
CVEL.EJA12CI12Identificar a utilização do ar pelo ser humano (navegação, energia eólica, moinho de vento).
Seres vivos no ambiente:
- Conceito de ser vivo: ciclo vital
- Autótrofos (produtores) Heterótrofos (consumidores)
CVEL.EF01CI14Compreender o ciclo vital (nascimento, desenvolvimento, reprodução e morte dos seres vivos).
CVEL.EJA12CI13Identificar os seres vivos que são produtores do próprio alimento (clorofilados) e os seres vivos que são consumidores de alimento.
Autótrofos:
- Característica básica (realizam fotossíntese)
- Base da cadeia alimentar
- Vegetais
- Fotossíntese e respiração
- Partes dos vegetais (raiz, caule, folha, flor, fruto e semente)
- Adaptação dos vegetais ao ambiente natural
- Principais formas de reprodução dos vegetais
CVEL.EJA12CI14Conhecer o que é fotossíntese relacionando-a aos seres vivos clorofilados.
CVEL.EJA12CI15Identificar os seres vivos que fazem fotossíntese como seres vivos produtores.
CVEL.EJA12CI16Reconhecer os vegetais como um dos tipos de seres vivos autótrofos e suas características gerais.
CVEL.EF03CI16Compreender com auxílio de experimentos os processos de fotossíntese e respiração.
EF02CI06Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres vivos.
CVEL.EJA12CI17Relacionar as características abióticas do ambiente às características dos vegetais que vivem no ambiente.
CVEL.EJA12CI18Identificar as diferentes formas de reprodução dos vegetais: semente, muda, folha, caule, dentre outros.
Heterótrofos:
- Característica básica (não realizam fotossíntese)
- Consumidores e decompositores
- Características gerais dos animais: locomoção, proteção do corpo, alimentação, tipo de reprodução
- Habitat: aquático e terrestre
CVEL.EJA12CI19Conhecer os seres vivos heterótrofos como aqueles que se alimentam de outros seres vivos.
CVEL.EJA12CI20Classificar os seres vivos heterótrofos em consumidores (que se alimentam de outros seres vivos) e decompositores (decompõem matéria orgânica).
CVEL.EJA12CI21Agrupar os animais quanto às suas características gerais, relacionando-as, ao ambiente em que vivem, bem como identificar a relação do ser humano com os animais.
Corpo humano:
- Órgãos dos sentidos e suas funções
- Cuidados com o corpo humano (alimentação, prevenção de doenças, postura e exercícios físicos)
- Higiene do corpo e do meio
- Prevenção de acidentes domésticos
- Vacinas
- Plantas medicinais
- Uso de medicamentos e automedicação
CVEL.EF02CI23Relacionar as partes do corpo humano com os sentidos, reconhecendo o que podemos perceber por meio deles.
s/ códigoIdentificar os cuidados de higiene e proteção dos órgãos dos sentidos, bem como compreender possíveis problemas relacionados aos órgãos dos sentidos exemplos: baixa visão, baixa audição, cegueira, surdez, dentre outros que afetam o paladar, olfato e tato.
CVEL.EF02CI24Identificar e valorizar hábitos de cuidados com o próprio corpo em situações do cotidiano, fazendo-se respeitar e respeitando o outro.
CVEL.EF04CI30Compreender que a má postura pode acarretar deformação na curvatura normal da coluna, dores musculares, fadiga, problemas respiratórios e irritabilidade.
CVEL.EJA12CI22Identificar que a prática de exercícios físicos (caminhada, futebol, natação, etc.) favorece a manutenção de uma vida saudável em qualquer idade.
CVEL.EJA12CI23Discutir as razões pelas quais os hábitos de higiene do corpo (lavar as mãos antes de comer, após frequentar lugares com muitas pessoas, ao chegar em casa, escovar os dentes, limpar os olhos, o nariz e as orelhas etc.) são necessários para a manutenção da saúde.
PR.EF02CI03.a.2.04Discutir os cuidados necessários à prevenção de acidentes domésticos (objetos cortantes e inflamáveis, eletricidade, produtos de limpeza, tapetes, medicamentos, gás de cozinha, realização em trabalhos em plano elevado etc.), reconhecendo atitudes de segurança em relação às situações de risco.
CVEL.EJA12CI24Entender a importância da imunização, por meio das vacinas, para a proteção do organismo e prevenção de doenças.
CVEL.EF05CI56Definir drogas lícitas e ilícitas, suas consequências e formas de prevenção.
Nutrição:
- Proteínas, carboidratos, gorduras, fibras, vitaminas e sais minerais — pirâmide alimentar
- Consumo de alimentos: in natura, minimamente processado, processado, ultraprocessados, (validade, embalagens, reciclagem, aditivos alimentares); Higiene dos alimentos
- Distúrbios nutricionais: obesidade, bulimia, subnutrição e anorexia
PR.EF05CI08.a.5.05Organizar um cardápio equilibrado com base nas características dos grupos alimentares (nutrientes e calorias) e nas necessidades individuais (atividades realizadas, idade, sexo etc.) para a manutenção da saúde do organismo, relacionando a importância da educação alimentar e nutricional.
CVEL.EJA12CI25Reconhecer o uso e o consumo adequado dos alimentos, armazenamento e higiene para uma alimentação saudável.
CVEL.EJA12CI26Discutir a ocorrência de distúrbios nutricionais (como obesidade, subnutrição etc.) nas diferentes fases da vida a partir da análise de seus hábitos (tipos e quantidade de alimento ingerido, prática de atividade física etc.).
Sistema solar:
- Astros Luminosos: estrelas
- Astros Iluminados — planetas e satélites
- Tamanho aparente (relação de distância)
CVEL.EF02CI01Reconhecer que no sistema solar há astros que têm luz própria e outros que são iluminados, identificando-os e interelacionando-os com o planeta Terra.
CVEL.EF04CI12Compreender que a distância dos corpos celestes (Lua, Terra e Sol) influencia no tamanho aparente dos mesmos.
Planeta Terra:
- Relação do planeta com o Sol (distância)
- Característica (formato, tamanho, etc.)
- Movimento de rotação - dia e noite
- Movimento de translação — período de um ano (estações do ano)
CVEL.EF02CI05Conhecer a importância da distância do planeta Terra em relação ao Sol para as condições necessárias à vida.
CVEL.EF02CI06Conhecer as principais características do planeta Terra.
CVEL.EF02CI07Reconhecer os movimentos de rotação e translação com o apoio de recursos (exemplos: geódromo, aplicativos digitais) como movimentos cíclicos responsáveis pela passagem do tempo: dia e noite, meses e anos, anos bissextos, estações do ano.
Lua:
- Satélite natural da Terra
- Fases da Lua
- Movimento
- Calendário lunar
- Influência da Lua na hidrosfera (marés)
- Eclipse solar e lunar
CVEL.EF02CI02Reconhecer a Lua como satélite natural da Terra.
CVEL.EJA34CI01Registrar a observação da Lua durante o mês, distinguindo as fases da Lua, relacionando com o calendário e com a formação das semanas.
EF04CI11Associar os movimentos cíclicos da Lua e da Terra a períodos de tempo regulares e ao uso desse conhecimento para construção de calendários em diferentes culturas.
CVEL.EJA34CI02Identificar a influência da Lua na hidrosfera, exemplo nas marés, confrontando com as diferentes crenças culturais que envolvem a ação da Lua no planeta Terra.
CVEL.EF04CI14Conhecer o eclipse solar e lunar, relacionando esse fenômeno com a posição relativa da Terra, da Lua e do Sol.
Água, solo e ar:
- Biosfera (solo, água e ar)
- Ciclo da água na biosfera e sua importância no meio ambiente
- Impactos do uso do solo, da água e do ar — poluição e contaminação
- Recursos energéticos
- Fogo
CVEL.EF04CI16Reconhecer a biosfera como a parte da Terra que existe vida, identificando a importância de cada componente para a vida.
CVEL.EF04CI17Compreender a biosfera como a relação de interdependência entre o Sol, a água, o solo, o ar e os seres vivos.
CVEL.EF04CI18Reconhecer que o ser humano interfere no ambiente para suprir suas necessidades, investigando as questões locais como: agroindústria, agricultura familiar, urbanização, e outras.
CVEL.EJA34CI03Reconhecer os diferentes impactos causados pela ação humana no solo (descarte de resíduos, uso de agrotóxicos e descartes de embalagens dos mesmos), empobrecimento do solo) na água (esgoto, contaminação por agrotóxicos, contaminação pelos resíduos residenciais e industriais) e no ar (queima de materiais - galhos, gasolina, etanol, querosene, dispersão de agrotóxicos).
CVEL.EF04CI21Reconhecer os recursos energéticos utilizados pelo ser humano e suas implicações no meio ambiente.
CVEL.EJA34CI04Reconhecer o fogo como a primeira fonte de energia dominada pelo ser humano e sua utilização ao longo da história.
Fontes de produção de energia e seus impactos no ambiente:
- Solar
- Nuclear
- Hidráulica
- Eólica
- Biomassa/Biogás
- Fóssil
CVEL.EJA34CI05Conhecer sobre as diferentes fontes de produção de energia, classificando-as em renováveis e não renováveis.
CVEL.EJA34CI06Reconhecer as vantagens e desvantagens nas diferentes formas de produção de energia, identificando os impactos ambientais e as formas de minimizar os prejuízos para o meio ambiente.
Misturas:
- sólidas, líquidas e gasosas
CVEL.EJA34CI07Reconhecer o que é mistura: sólida (bolo, pão); líquida (água potável, perfume, suco) e gasosa (ar atmosférico, gás de cozinha), relacionando com seu cotidiano.
CVEL.EJA34CI08Classificar as misturas homogêneas e heterogêneas, reconhecendo-as em seu cotidiano.
Transformações da matéria:
- Reversíveis e irreversíveis
EF04CI02Testar e relatar transformações nos materiais do dia a dia quando expostos a diferentes condições (aquecimento, resfriamento, luz e umidade).
EF04CI03Concluir que algumas mudanças causadas por aquecimento ou resfriamento são reversíveis (como as mudanças de estado físico da água) e outras não (como o cozimento do ovo, a queima do papel etc.).
Ecossistema e transformações:
- Condições básicas de vida - sustentabilidade
- Importância da cobertura vegetal (solo, água, ar e assoreamento dos rios e lagos)
- Aquecimento global, camada de ozônio, chuva ácida
- Mudanças climáticas — desmatamento (furacões, tufões, maremotos)
PR.EF05CI05.d.5.20Reconhecer ações que possibilitem atender às necessidades atuais da sociedade, sem comprometer o futuro das próximas gerações (por exemplo: consumo consciente, redução do desperdício, preservação do patrimônio natural e cultural da cidade onde vive, destinação adequada dos resíduos, entre outros).
EF05CI03Selecionar argumentos que justifiquem a importância da cobertura vegetal para a manutenção do ciclo da água, a conservação dos solos, dos cursos de água e da qualidade do ar atmosférico.
CVEL.EF05CI10Identificar os agentes, causas e consequências no ecossistema: da destruição da camada de ozônio, do aquecimento global e das mudanças climáticas associando-os à ação humana sobre o meio ambiente.
Saneamento básico:
- Destino apropriado de resíduos e suas implicações
- Aterros sanitários (implicações ambientais e sociais)
- Tratamento de esgoto, de água e distribuição
EF05CI05Construir propostas coletivas para um consumo mais consciente e criar soluções tecnológicas para o descarte adequado e a reutilização ou reciclagem de materiais consumidos na escola e/ou na vida cotidiana.
CVEL.EF05CI11Reconhecer a importância do saneamento básico: coleta de lixo, tratamento de água, rede coletora e tratamento de esgoto para manter a saúde humana e a preservação do meio ambiente.
Recursos hídricos:
- Consequências da exploração
- Escassez da água potável
- Exploração dos aquíferos (Guarani)
EF05CI04Identificar os principais usos da água e de outros materiais nas atividades cotidianas para discutir e propor formas sustentáveis de utilização desses recursos.
Seres vivos no ambiente:
- Classificação dos seres vivos na cadeia alimentar: produtores, consumidores (herbívoros, carnívoros e onívoros) e decompositores
- Fluxo de energia — seres bióticos e abióticos
CVEL.EJA34CI09Classificar e compreender a importância de cada ser vivo na cadeia alimentar os carnívoros, herbívoros e onívoros.
EF04CI05Descrever e destacar semelhanças e diferenças entre o ciclo da matéria e o fluxo de energia entre os componentes vivos e não vivos de um ecossistema.
Vertebrados
- Definição e classificação (características do corpo, alimentação, deslocamento, reprodução, ciclo de vida e habitat)
CVEL.EF03CI20Reconhecer a partir do uso de imagens a diversidade dos animais vertebrados.
EF03CI04Identificar características sobre o modo de vida (o que comem, como se reproduzem, como se deslocam etc.) dos animais mais comuns no ambiente próximo.
EF03CI05Descrever e comunicar as alterações que ocorrem desde o nascimento em animais de diferentes meios terrestres ou aquáticos, inclusive o homem.
EF03CI06Comparar alguns animais e organizar grupos com base em características externas comuns (presença de penas, pelos, escamas, bico, garras, antenas, patas etc.).
CVEL.EF03CI19Diferenciar a partir de imagens as características básicas dos animais vertebrados, classificando-os em mamíferos, répteis, aves, anfíbios e peixes.
Invertebrados
- Definição e classificação (características do corpo, alimentação, deslocamento, reprodução, ciclo de vida e habitat)
- Animais vetores de doenças
CVEL.EJA34CI10Reconhecer a partir do uso de imagens a diversidade dos animais invertebrados.
EF03CI04Identificar características sobre o modo de vida (o que comem, como se reproduzem, como se deslocam etc.) dos animais mais comuns no ambiente próximo.
CVEL.EJA34CI11Comparar alguns animais e organizar grupos com base em características externas comuns (tipos e quantidade de patas, antenas, tipo do corpo, presença de concha, etc.).
CVEL.EJA34CI12Diferenciar a partir de imagens as características básicas dos animais invertebrados, classificando-os em poríferos, cnidários, platelmintos, nematódeos, moluscos, anelídeos, artrópodes e equinodermos.
CVEL.EF03CI18Reconhecer animais vetores de doenças como: dengue, doenças de chagas, malária, chikungunya, zika, febre amarela, entre outras, bem como formas de evitá-los.
Biodiversidade:
- Ação do ser humano na natureza: interferência e consequências
CVEL.EJA34CI13Reconhecer as ações que resultam da interferência do ser humano no ambiente (empobrecimento do solo, poluição, desmatamento e extinção das espécies, ou seja, no desequilíbrio dos ecossistemas).
CVEL.EJA34CI14Identificar as interferências e consequências do ser humano no meio ambiente (interferência na cadeia alimentar).
CVEL.EJA34CI15Reconhecer a necessidade do cumprimento de leis ambientais, bem como os órgãos de fiscalização, evitando assim crimes ambientais.
CVEL.EF03CI24Compreender os motivos do uso de agrotóxicos na agricultura e suas consequências.
Vida:
- Conceitos básicos da origem
- Conceitos básicos da evolução das espécies
CVEL.EJA34CI16Conhecer a teoria científica da origem da vida (abiogênese e biogênese) no planeta Terra e da evolução das espécies.
Organização dos seres vivos — unicelulares e pluricelulares:
- Conceito de célula
- Diferenças entre células animais e vegetais
- Seres vivos unicelulares e pluricelulares
- Conceitos básicos de bactérias, vírus, fungos, protozoários e algas
CVEL.EF05CI14Reconhecer a célula como unidade básica dos seres vivos, identificando suas principais estruturas, a partir de representações (desenhos, esquemas, maquetes e outras).
CVEL.EF05CI15Conhecer a diferença, a partir de observação, entre a célula animal e vegetal (membrana celulósica, clorofila, entre outros).
CVEL.EF05CI16Perceber a organização dos seres vivos unicelulares, pluricelulares, suas diferenças e as relações destes com o ambiente.
CVEL.EF04CI28Reconhecer os microrganismos como seres vivos presentes no meio ambiente, exercendo influência na vida do ser humano (bactérias - produção de alimentos, medicamentos, decomposição de matéria orgânica, vírus - doenças, fungos - produção de alimentos, medicamentos, decomposição de matéria orgânica, protozoários - decomposição de matéria orgânica, algas - produção de oxigênio, dentre outros.
Doenças:
- Relacionadas à poluição/contaminação do ar (bronquite, pneumonia, asma, alergias e outras)
- Relacionadas ao solo (verminose — transmissão, tratamento e prevenção)
- Relacionadas à água (desidratação, verminoses e outras)
EF04CI08Propor, a partir do conhecimento das formas de transmissão de alguns microrganismos (vírus, bactérias e protozoários), atitudes e medidas adequadas para prevenção de doenças a eles associadas.
CVEL.EJA34CI17Conhecer as doenças relacionadas à poluição/contaminação do ar, da água e do solo.
Integração entre a estrutura e funcionamento dos sistemas do corpo humano:
- Células — tecidos — órgãos — sistemas e organismo
CVEL.EF05CI17Reconhecer os níveis de organização do corpo humano (célula, tecido, órgão e sistema), identificando as funções dos principais órgãos que caracterizam os sistemas.
CVEL.EF05CI18Entender o corpo humano como um todo integrado, organizado e constituído por um conjunto de sistemas com funções específicas que se relacionam entre si.
Sistemas respiratório e digestório:
- Principal função
- Localização
- Relação com demais sistemas
- Cuidados e prevenção de doenças
CVEL.EJA34CI18Conhecer a principal função do sistema respiratório (entrada no organismo de ar rico em oxigênio e saída de ar rico em gás carbônico) e digestório (digerir os alimentos para que os mesmos possam ser absorvidos pelas células).
CVEL.EJA34CI19Conhecer os principais órgãos desses sistemas.
EF05CI06Selecionar argumentos que justifiquem por que os sistemas digestório e respiratório são considerados corresponsáveis pelo processo de nutrição do organismo, com base na identificação das funções desses sistemas.
CVEL.EJA34CI20Identificar as principais doenças desses sistemas reconhecendo como fazer a sua prevenção.
Sistemas circulatório e excretor:
- Principal função
- Localização
- Relação com demais sistemas
- Cuidados e prevenção de doenças
CVEL.EJA34CI21Conhecer a principal função do sistema circulatório (transporte de substâncias para cada célula do corpo) e excretor (eliminar substâncias produzidas pelo corpo humano mas que são nocivas a ele).
CVEL.EJA34CI22Conhecer os principais órgãos desses sistemas.
EF05CI07Justificar a relação entre o funcionamento do sistema circulatório, a distribuição dos nutrientes pelo organismo e a eliminação dos resíduos produzidos.
CVEL.EJA34CI23Identificar as principais doenças desses sistemas reconhecendo como fazer a sua prevenção.
Sistemas muscular e ósseo:
- Principal função
- Localização
- Relação com demais sistemas
- Principais doenças e distúrbios
CVEL.EJA34CI24Conhecer a principal função do sistema muscular (movimentação do esqueleto e sustentação do corpo) e do ósseo (estrutura de sustentação e proteção de alguns órgãos).
CVEL.EF05CI34Conhecer os principais órgãos dos sistemas muscular e ósseo.
CVEL.EF05CI35Compreender a relação entre o sistema ósseo e muscular para que aconteça o movimento.
CVEL.EF05CI36Conhecer a importância da boa postura ao sentar, ao levantar peso, ao caminhar, para a saúde dos sistemas muscular e ósseo.
CVEL.EF05CI37Compreender a importância da escolha e uso adequado de calçados, bolsas, capacete, cinto de segurança, para evitar traumas no sistema muscular e ósseo.
Sistemas nervoso e endócrino:
- Principal função
- Localização
- Relação com demais sistemas
- Principais doenças e distúrbios
CVEL.EJA34CI25Conhecer a principal função do sistema nervoso (controle do funcionamento do corpo humano, integrando todos os sistemas) e do sistema endócrino (produção de hormônios).
CVEL.EJA34CI26Conhecer os principais órgãos desses sistemas.
CVEL.EF05CI54Reconhecer a importância de hábitos como: tempo adequado de descanso/ sono, alimentação saudável, atividade física e lazer.
CVEL.EJA34CI27Conhecer a importância de alguns hormônios para o seu corpo, como: Adrenalina — alerta em situações de perigo; Insulina — controle de açúcar (glicose) no sangue; Testosterona/ Progesterona — responsáveis por mudanças nas características masculina e feminina no processo de crescimento e envelhecimento.
CVEL.EF05CI55Conhecer as principais doenças do sistema nervoso como: Parkinson, Acidente Vascular Cerebral (AVC), Alzheimer, entre outras.
CVEL.EF05CI50Conhecer algumas doenças do sistema endócrino como: hipertireoidismo, hipotireoidismo, diabetes, entre outras.
Sistema imunológico:
- Principal função
- Localização
- Relação com demais sistemas
- Principais doenças
CVEL.EF05CI38Conhecer a principal função do sistema imunológico no corpo humano: proteção do organismo.
CVEL.EF05CI39Conhecer os principais órgãos do sistema imunológico.
CVEL.EJA34CI28Conhecer algumas doenças que afetam o sistema imunológico como: Esclerose múltipla, Síndrome da Imunodeficiência Humana transmitida pelo vírus HIV, Lúpus, Artrite, Psoríase, entre outras.
CVEL.EF05CI41Compreender os princípios básicos da ação das vacinas no sistema imunológico.
Sistema reprodutor:
- Principal função
- Localização
- Relação com demais sistemas
- Principais doenças: conceitos básicos e prevenção
- Respeito com o seu corpo e com o do outro
- Projeto de vida
CVEL.EF05CI42Conhecer a principal função do sistema reprodutor no corpo humano: manutenção da espécie.
CVEL.EF05CI43Conhecer os principais órgãos do sistema reprodutor.
CVEL.EF05CI44Compreender a importância do cuidado e respeito com seu corpo e com o do outro.
CVEL.EF05CI45Conhecer algumas doenças e infecções do sistema reprodutor, bem como as formas de prevenção.
CVEL.EJA34CI29Entender que um planejamento/projeto de vida do ser humano proporciona melhores condições de saúde, financeira e emocional.
Avaliação
Para pensarmos na avaliação no componente curricular Ciências, é necessário retomar seu objetivo principal que é ampliar a compreensão do aluno acerca da realidade, por meio da superação dos conceitos cotidianos pelo conhecimento científico. Assim, espera-se que conhecimentos científicos e tecnológicos da Ciência, fundamentados teórica e metodologicamente neste Currículo, seja uma apropriação crítica e reflexiva dos conteúdos historicamente produzidos durante o processo de humanização da natureza e do próprio sujeito. Deve-se compreender que para se ter um trabalho com foco em desenvolver a criticidade devemos propiciar aos alunos a capacidade de argumentar a respeito dos fenômenos naturais, sobre a ação humana, sobre esses fenômenos e o impacto deles para os seres humanos. Essa argumentação, diferentemente daquela que ocorre no senso comum em outros espaços, deve ser pautada no conhecimento adquirido no estudo dos conteúdos deste componente curricular, não na mera opinião pessoal sobre o assunto.
Portanto, na avaliação buscamos identificar a qualidade argumentativa dos alunos diante dos problemas que apresentamos a eles. Quanto mais o aluno recorre aos conceitos estudados para expor sua compreensão acerca dos fenômenos, mais próximo está da aprendizagem esperada e do pensamento teórico que desejamos formar.
Apesar de essa aprendizagem ser o ponto de chegada do processo de ensino, isso não significa que deva ocorrer apenas ao final dele, mas durante todo o processo, pois “[...] enquanto se ensina se avalia, ou, enquanto se avalia se ensina” (Luckesi, 2005, p. 34). Sabendo que o pensamento mediado pelo conceito é o que se deseja formar, enquanto ensinamos já podemos avaliar a proximidade ou a distância que os alunos estão desse pensamento, bem como, pode avaliar se nossas ações de ensino estão caminhando na direção adequada para possibilitar essa formação, ou se é necessário, alterar nossas ações para que elas cumpram a sua função formativa. Em outras palavras, identificar se é necessário investir na reapresentação do conteúdo por meio de outras ações de ensino com vistas a garantir diferentes possibilidades de acesso ao conhecimento no processo de aprendizagem do aluno.
Sendo assim, por meio da avaliação verificar se os objetivos foram atingidos e se os encaminhamentos didáticos foram adequados para que os conteúdos planejados fossem apropriados pelos alunos.
Para isso, vários instrumentos avaliativos podem ser utilizados, tais como: relatos orais e escritos individuais e coletivos, dentro de variados gêneros textuais, como relatório científico, uma carta para outra turma, relatórios de atividades experimentais e de visitas técnicas (museu, zoológico, mercado, farmácia, etc.), investigação de situações-problema, questionários que também podem ser apresentado em formato de quiz, listas de exercícios, seminários, portifólios, auto avaliação, dentre outros instrumentos.
A avaliação deve ter como propósito subsidiar decisões em busca de melhores resultados, não pode se caracterizar apenas como uma exigência do professor para uma devolução mecânica do conteúdo ensinado. Deve ser vista como um processo que objetiva explicitar o grau de compreensão da realidade pelos alunos, ou seja, o nível de apropriação dos conceitos numa totalidade de relações entre fatores bióticos e abióticos, e as relações compreendidas entre homem-homem e homem-natureza.
Na avaliação da aprendizagem dessas relações, deve-se ter como foco o que é essencial deste componente curricular e o que está estabelecido a ser alcançado no trabalho com cada conteúdo, os quais orientam e definem os recursos e encaminhamentos teórico-metodológicos mais adequados para a aprendizagem dos alunos da Educação de Jovens e Adultos.
A revisar. Transcrição do documento original com limpeza de hifenização de fim de linha, junção de parágrafos partidos por quebra de página e remoção de cabeçalhos/números soltos de diagramação. Aspas e travessões normalizados; itálicos e grifos preservados. Correções pontuais de concordância, crase e digitação («é notório»→«é notória», «cientifico»→«científico», crases em «à pessoa», «à Ciência», «à Lua», «à escassez», «à Educação», «à reflexão», «às especificidades», «às suas características»; «afim de»→«a fim de», «nas mares»→«nas marés», «para traz»→«para trás», «bem com»→«bem como», «esta ligada»→«está ligada», «influência»→«influencia»; acentos ausentes nos quadros: «líquido», «substâncias»). A revisar: um objetivo do conteúdo «Corpo humano» (órgãos dos sentidos) aparece sem código no original; o objetivo CVEL.EF02CI07 (3º/4º período) veio corrompido na conversão («dia e nogeódromoite», «(exemplos: , aplicativos digitais)») e foi reconstruído para «(exemplos: geódromo, aplicativos digitais) [...] dia e noite» — conferir com o original; grafia divergente do sobrenome «Bonfim» (texto) / «Bomfim» (citação) / «BOMFIN» (referências); há duas «Figura 3» (alimentação e apresentação de trabalho), e o texto refere «imagem 4» à segunda — numeração inconsistente; as fotografias (Figuras 1 a 4, do CEBJA Paulo Freire) não foram reproduzidas; a nota de rodapé 1 (tríade Conteúdo-Forma-Sujeito) foi movida para o rodapé de notas; Ferraço e Oliveira (2008), citado via apud, não consta da lista de referências; «incipto» (conteúdo «Água») provavelmente «insípida» e «vista a farmácia» provavelmente «visita à farmácia» — preservados como no original; parênteses desbalanceados e grafias mantidos verbatim em CVEL.EJA34CI03 e CVEL.EF04CI28.
Referências
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Notas
- 1. A tríade Conteúdo-Forma-Sujeito é objeto de discussão no Currículo Para Rede Pública Municipal de Ensino, especificamente nos pressupostos pedagógicos, para maior aprofundamento consultar o Volume I e II. Conteúdo: Conhecimento, artístico e filosófico; Forma: Encaminhamentos Teórico-Metodológicos; Sujeito: sujeito a quem se destina o trabalho pedagógico, aluno.



