A Concepção de Avaliação para a Rede Pública Municipal de Ensino de Cascavel não é entendida como um ato estanque, com a única finalidade de atribuir notas ou conceitos aos alunos, mas como um meio de avaliação do processo de aprendizagem e de ensino.
Partindo dessa premissa, a Avaliação na Educação do Campo preconiza uma reflexão da prática pedagógica, que precisa estar atrelada à concepção de educação, ao desenvolvimento humano e aos objetivos de aprendizagem, pautada nos documentos legais e na concepção defendida no Currículo — Volumes I e II. Para Hoffmann (1995), a avaliação não se limita a ser um momento terminal do processo educativo: ela deve servir para que os professores compreendam as dificuldades dos alunos e, com base nisso, redimensionem o trabalho pedagógico, a fim de oportunizar o conhecimento a todos.
Uma avaliação formativa e contínua
A avaliação assume o caráter formativo e contínuo: ao longo de todo o ano letivo, fornece dados da aprendizagem tanto para o aluno — que percebe os seus avanços — quanto para o professor — que identifica se há necessidade de retomada ou se já é possível avançar com os conteúdos.
Haydt (2008) descreve que a avaliação formativa atua
[...] com a função de controle, é realizada durante todo o decorrer do período letivo, com o intuito de verificar se os alunos estão atingindo os objetivos previstos, isto é, quais os resultados alcançados durante o desenvolvimento das atividades. Portanto, a avaliação formativa visa, fundamentalmente, “determinar se o aluno domina gradativa e hierarquicamente cada etapa da instrução”, porque “antes de prosseguir para uma etapa subsequente de ensino-aprendizagem, os objetivos em questão, de uma ou de outra forma, devem ter seu alcance assegurado”.
Fica explícita, assim, a importância da realização sistemática da avaliação durante todo o processo letivo, pois, por meio dos instrumentos avaliativos, os professores têm um parâmetro de se os objetivos de aprendizagem traçados para cada um dos componentes curriculares estão sendo atingidos. A avaliação deve ser, portanto, um recurso para a melhoria do processo de ensino, redimensionando qualitativamente as ações de ensino.



